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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Rodolfo Bernardelli

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 26.03.2025
18.12.1852 México / Jalisco / Guadalajara
07.10.1931 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Reatrato de Rodolfo Bernardelli, 1902 [Obra]

José Maria Oscar Rodolfo Bernardelli. (Guadalajara, México 1852 - Rio de Janeiro RJ 1931). Escultor e professor. Irmão dos pintores Henrique Bernardelli (1858-1936) e Felix Bernardelli (1862-1905), deixa o México, com sua família, para fixar-se no Rio Grande do Sul, por volta de 1866....

Texto

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José Maria Oscar Rodolfo Bernardelli. (Guadalajara, México 1852 - Rio de Janeiro RJ 1931). Escultor e professor. Irmão dos pintores Henrique Bernardelli (1858-1936) e Felix Bernardelli (1862-1905), deixa o México, com sua família, para fixar-se no Rio Grande do Sul, por volta de 1866. Muda-se para o Rio de Janeiro com os pais, futuros preceptores das princesas Isabel (1846-1921) e Leopoldina (1847-1871), a convite do imperador dom Pedro II (1825-1891). Entre 1870 e 1876, freqüenta as aulas de escultura de estatuária de Chaves Pinheiro (1822-1884) e de desenho de modelo vivo na Academia Imperial de Belas Artes - Aiba. Como aluno pensionista permanece em Roma de 1877 a 1884, estuda com os mestres Achille d'Orsi (1845-1929) e Giulio Monteverde (1837-1917). De volta ao Brasil é professor de escultura na Aiba, em substituição a Chaves Pinheiro. Considerado um dos reformadores do ensino artístico no Brasil, Rodolfo Bernardelli é, entre 1890 e 1915, o primeiro diretor da recém-instituída Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Em sua gestão cria a categoria de aluno livre e o Conselho Superior de Belas Artes e propõe a edificação da nova sede na avenida Rio Branco. Em 1919, em Madri, é proclamado acadêmico honorário da Real Academia de Belas Artes de San Fernando. Em 1931, no Rio de Janeiro, é fundado o Núcleo Bernardelli em homenagem aos irmãos Rodolfo e Henrique.

Análise

Rodolfo Bernardelli vem para o Brasil em 1866, em companhia da família, passando pelo Chile e Argentina e fixando-se no Rio Grande do Sul. A convite do imperador dom Pedro II (1825 - 1891), seus pais mudam-se para o Rio de Janeiro para serem preceptores das princesas Isabel e Leopoldina. De 1877 até 1885, permanece em Roma como bolsista da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, do Rio de Janeiro. Na Itália, estuda com Giulio Monteverde (1837 - 1917). Executa nesse período diversos trabalhos, como o relevo Fabíola, 1878 e a escultura Santo Estevão, 1879, aliados ao verismo da escultura européia contemporânea.

Em seu regresso da Itália, o escultor alcança uma posição tão destacada no círculo republicano que o leva a assumir o cargo máximo da principal instituição de arte do Brasil - a Escola Nacional de Belas Artes - Enba -, em que permanece até 1915. Entre as razões para isso estariam a relevância e divulgação dadas pela imprensa aos trabalhos do escultor, sobretudo por Angelo Agostini (1843 - 1910), na Revista Illustrada.

Bernardelli deixa uma extensa produção, que inclui inúmeros bustos de personalidades públicas, obras tumulares e diversos monumentos comemorativos, realizados principalmente para a cidade do Rio de Janeiro, como os dedicados ao General Osório, 1894, ao Duque de Caxias, 1899, a José de Alencar, 1897 e o grupo escultórico Descobrimento do Brasil, 1900. O artista executa ainda as estátuas que ornamentam o prédio do Theatro Municipal, ca.1905, o Monumento a Carlos Gomes, 1905, em Campinas, e a estátua de dom Pedro I, 1921, para o Museu Paulista da Universidade de São Paulo - MP/USP, em São Paulo.

Obras / Escultura (9)

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Foto de Romulo Fialdini

Baiana

Gesso
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Foto de autoria desconhecida

Iracema

Escultura em baixo relevo
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Foto de autoria desconhecida

Moema

Bronze

Eventos / Exposição (56)

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Fontes de pesquisa (17)

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  • 150 ANOS de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.

  • ACQUARONE, Francisco. História da arte no Brasil. Rio de Janeiro: Oscar Mano & Cia, 1939.
  • ACQUARONE, Francisco. História das artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Ed. Americana, 1980.

  • ANUÁRIO do Museu Imperial: volumes XXI a XXXI. Petrópolis: MEC, 1960/1970.
  • ANUÁRIO do museu imperial - XXI a XXXI. Apresentação Lourenço Luis Lacombe; texto Paulo Machado Costa e Silva, Guilherme Pedro Eppinghaus, Gilberto Freyre, Artur César Ferreira Reis, Américo Jacobina Lacombe, Mário Barata, Murilo Cabral Silva, Elmano Cardim, Francisco de Assis Barbosa, Pedro Calmon. Petrópolis: Departamento de Imprensa Nacional, 1960/70. [222] p., il. p&b.
  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • CHIARELLI, Tadeu. Entre Almeida Junior e Picasso. In: ______. Arte internacional brasileira. São Paulo: Lemos, 1999. 311 p., il. color. pp.42-43.

  • CHIARELLI, Tadeu. Rodolfo Bernardelli. In: Skultura, São Paulo, n. 31, inverno de 1990.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • GONZAGA, Duque. A arte brasileira. Campinas: Mercado das Letras, 1995 (Coleção Arte: ensaios e documentos).

  • MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO, 2000, SÃO PAULO, SP. Arte do século XIX. Curadoria Luciano Migliaccio, Pedro Martins Caldas Xexéo; tradução Roberta Barni, Christopher Ainsbury, John Norman. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000.
  • RODOLFO Bernardelli: acervo do MNBA. Texto de Luiz Rafael Viera Souto. Rio de Janeiro: Divisão de Acervo Artístico e Documental - MNBA, 1985.
  • SILVA, Maria do Carmo Couto da. A obra Cristo e a mulher adúltera e a formação italiana do escultor Rodolfo Bernardelli. 2005. 271 f. Dissertação (Mestrado em História da Arte) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas - IFCH/Unicamp, 2005.
  • VACCANI, Celita. Rodolfo Bernardelli. Rio de Janeiro: s.ed., 1949.
  • VALLADARES, Clarival do Prado. Arte e Sociedade nos Cemitérios Brasileiros: um estudo da arte cemiterial ocorrida no Brasil desde as sepulturas de igrejas e as catacumbas de ordens e confrarias até as necrópoles secularizadas. Brasília; Rio de Janeiro: Conselho Federal de Cultura / Departamento de Imprensa Nacional, 1972. 2v.
  • WEISZ, Suely de Godoy. Estatuária e ideologia: monumentos comemorativos de Rodolpho Bernardelli no Rio de Janeiro. 1996. 220 f. Dissertação (Mestrado - História da arte) - Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro - EBA/UFRJ, 1996.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

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