Mosteiro Sakya

Monastério Sakya, ou Mosteiro Sakya, também conhecido com Pel Sakya (Wylie: dPal Sa skya, "Terra Branca" ou "Terra Pálida") é um monastério budista situado 25 km à sudeste de uma ponte que está cerca de 127 km à oeste de Shigatse, na estrada para Tingri, na Região Autônoma do Tibete da China.
O centro da escola Sakya de budismo tibetano, foi fundado em 1073, por Konchog Gyalpo, originalmente um praticante Nyingma da poderosa e nobre família dos Tsang. Seus poderoso abades governaram o Tibete durante todo o século XIII, depois do declínio dos período dos reis, até que seu pode foi eclipsado pela ascensão da recente escola Gelug. Eles ainda possuem muitos seguidores no Tibete.
Sua arquitetura medieval mongol é bem diferente daquela dos templos em Lassa e Yarlong. O único prédio antigo que permanece é o Lakang Chempo ou Sibgon Trulpa. Originalmente uma caverna na lateral da montanha, foi construído em 1268 por Panchen Sakya Zangpo e restaurado no século XVI. Contém algumas das mais magníficas obras de arte remanescentes de todo o Tibete, que aparentam não terem sido danificadas nos tempos recentes. O terreno do Gompa cobre mais de 18 mil metros quadrados, enquanto que o imenso salão principal cobre cerca de 6 mil metros quadrados.[1][2][3]

"Quanto à grande biblioteca de Sakya, fica em prateleiras ao longo das paredes do grande átrio do Lhakhang chen-po (sic). Estão preservados aqui muitos volumes escritos em letras de ouro; as páginas têm cerca de 1,8m de comprimento por 45cm de largura. Nas margens de cada página existem ilustrações e os primeiros quatro volumes possuem figuras dos mil Budas. Estes livros estão encadernados em ferro. Eles foram preparados sob as ordens do imperador Kublai Khan, e presenteados à Phag-pa na sua segunda visita a Pequim."
"Há também preservado neste templo uma concha com espirais que se fazem voltas para a esquerda e para a direita (em tibetano, Ya chyü dungkar ; e em chinês Yu hsuan pai-lei), um presente de Kublai para Phagpa. Só é soprada pelos lamas quando o pedido é acompanhado por sete onças de prata; soprá-la, ou fazer que a soprem, é considerado como um ato de grande mérito."[4]
Uma imensa biblioteca com cerca de 84 mil pergaminhos foi achada selada numa parede de 60 metros de comprimento por 10 metros de altura no Monastério Sakya (Ch: Sagya)em 2003. Espera-se que a maioria deles sejam escrituras budistas, apesar de que possam também incluir trabalhos de literatura, história, filosofia, astronomia, matemática e arte. Acredita-se que eles permaneceram intocados por centenas de anos. Eles estão sendo examinados pela Tibetan Academy of Social Sciences.[5]
Biblioteca e arte
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O Mosteiro de Sakya alberga uma enorme biblioteca com cerca de 84.000 livros em estantes tradicionais de 60 m de comprimento e 10 m de altura. A maioria são escrituras budistas, embora também incluam obras de literatura, história, filosofia, astronomia, matemática, agricultura e arte.[6] Uma das escrituras pesa mais de 500 kg, a mais pesada do mundo. A coleção também inclui muitos volumes de manuscritos em folha de palmeira, que se encontram bem preservados devido ao clima árido da região.[7] Em 2003, a biblioteca foi examinada pela Academia de Ciências Sociais do Tibete.[8] O mosteiro começou a digitalizar a biblioteca em 2011. Em 2022, todos os livros foram catalogados e mais de 20% foram totalmente digitalizados. Os monges mantêm agora uma biblioteca digital para todos os livros e documentos digitalizados.[9]
Mais de 3.000 murais no Mosteiro de Sakya retratam temas religiosos, históricos e culturais, incluindo registos valiosos de cenas históricas, como o encontro de Phagpa com Kublai Khan e a fundação do mosteiro. O salão principal da biblioteca contém um mural de 66 metros de comprimento que mostra a vida de Gautama Buddha. Existem também mais de 1.100 peças de porcelana no salão, datadas da Dinastia Yuan até ao início do século XIV.
Alegações de que a biblioteca contém registos com 10.000 anos de antiguidade circularam na Internet, mas são falsas.[10]
Referências
[editar | editar código]- ↑ Dowman, Keith. The Power-Places of Central Tibet: The Pilgrim's Guide. Routledge & Kegan Paul, 1988, pp. 275-276. ISBN 0-7102-1370-0 (pbk)
- ↑ Buckley, Michael and Strauss, Robert. Tibet - A Travel Survival Kit. Lonely Planet Publications. 1986, pp. 170-174. ISBN 0-908086-88-1.
- ↑ Norbu, Thubten Jigme and Turnbull, Colin. Tibet: Its History, Religion and People. Chatto & Windus, 1969. Penguin Books reprint. 1987, p. 193.
- ↑ Das, Sarat Chandra. Lhasa and Central Tibet, (1902), pp. 241-242. Reimpr.: Mehra Offset Press, Deli. 1988.
- ↑ Xinhuanet (em inglês)
- ↑ Singh, R. (2011). Becoming Buddha: Wisdom Culture for a Meaningful Life. [S.l.]: Penguin Ananda. p. 131. ISBN 978-0-670-08537-8. Consultado em 7 de março de 2024
- ↑ «萨迦寺». Tibet Online
- ↑ «Ancient Lections of Tibetan Buddhism to Be Sorted out». China Through A Lens. China Internet Information Center. Consultado em 22 de julho de 2021
- ↑ «西藏萨迦寺完成20%古籍数字化逐叶扫描». China News Service. 28 de fevereiro de 2022. Consultado em 18 de maio de 2022
- ↑ «Claim of 10,000-year-old Tibet library find not worth paper it's written on». Australian Associated Press (em inglês). Consultado em 6 de outubro de 2023
