Pedro Sertanejo
| Pedro Sertanejo | |
|---|---|
Pedro segurando um acordeom em meados dos anos 1990 | |
| Nome completo | Pedro de Almeida e Silva |
| Nascimento | 26 de abril de 1927 |
| Morte | 3 de janeiro de 1997 (69 anos) |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Cônjuge | Noemia Lima e Silva (c. ?–1997) |
| Filho(a)(s) | 6, incluindo Oswaldinho do Acordeon |
| Ocupação | |
| Carreira musical | |
| Gênero(s) | |
| Instrumento(s) | acordeão |
| Gravadora(s) | Continental, Tropicana, Musicolor |
Pedro de Almeida e Silva, também conhecido pelo nome artístico Pedro Sertanejo (Euclides da Cunha, 26 de abril de 1927 – São Paulo, 3 de janeiro de 1997), foi um músico brasileiro, o pioneiro do forró em São Paulo. Era sanfoneiro, compositor, radialista e fundador do primeiro selo independente, a Gravadora Cantagalo.
Biografia
[editar | editar código]Vida pessoal
[editar | editar código]Pedro de Almeida e Silva, também conhecido pelo seu nome artístico, Pedro Sertanejo, nasceu em abril de 1927, em Euclides da Cunha, na Bahia. Com 20 anos de idade, migrou para a cidade de São Paulo em 1947, onde o seu irmão Constantino morava, depois de uma longa viagem de caminhão, embora este não fosse ainda um meio de transporte comum na época. Segundo um relato de Pedro, a viagem durou 51 dias. O tempo longo da viagem ocorreu devido às péssimas condições das estradas na época, que ainda não eram pavimentadas, algo que só veio a ocorrer a partir da década de 1950. Um tempo depois, ao lado da esposa, a alagoana Noêmia, migrou para o Rio de Janeiro, onde para sobreviver, trabalhou com música, como afinador de instrumentos musicais e até como policial. Retornou para São Paulo em 1960 e, por influência de seu irmão Constantino, decidiu abrir uma casa de forró.[1]
Pedro Sertanejo foi pai do músico Oswaldo de Almeida e Silva, também conhecido como Oswaldinho do Acordeon.[2]
Carreira
[editar | editar código]Em 1956, aos 29 anos, Pedro Sertanejo realizou sua primeira gravação, acompanhado de seu conjunto, pela Copacabana, interpretando o xote "Roseira do Norte" de sua autoria e Zé Gonzaga e a polca "Zé Passinho na festa" de sua autoria. Em 1958, já na Todamérica, gravou de sua autoria, o baião "Balaio do norte" e o forró "Forró brejeiro", tocando acordeom. Em 1959 gravou a polca "Euclides da Cunha", de sua autoria, em referência ao nome de sua cidade natal, e a rancheira "Caipirinha" de Nadim de Correia Marques. Em 1964 fundou o selo Cantagalo, dirigindo a gravadora por toda a década de 1960. Nesse período, convidou Dominguinhos, então iniciante, a gravar LP destinado ao público migrante nordestino. Pedro Sertanejo, gravou ao longo de sua carreira mais de 100 LP's. Um brilhante sanfoneiro que deixou sua contribuição enobrecendo a Música Regional Sertaneja.
O seu salão de forró, situado na Rua Catumbi no bairro do Belenzinho, foi o ponto de encontro de vários nordestinos em São Paulo. As atrações eram Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Zé Gonzaga, Marinês e Dominguinhos, entre outros. Casado com Noemia Lima e Silva, tiveram seis filhos: Arecessone, Oswaldo (Oswaldinho do Acordeon), Aristoteles, Juracy, Maisa e Cecila.[3]
Referências
- ↑ «O FORRÓ DE PEDRO SERTANEJO: Experiências culturais dos migrantes nordestinos na cidade de São Paulo» (PDF). São Paulo: Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH. Julho 2011. p. 1, 2, 6 e 7. Consultado em 29 de março de 2026
- ↑ «Folha de S.Paulo - Show: Oswaldinho lança "Ao Vivo (no Estúdio)' (com foto) - 18/09/98». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 29 de março de 2026
- ↑ «Pedro Sertanejo». Dicionário Cravo Albin. Consultado em 4 de agosto de 2023