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XM Satellite Radio

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
XM Satellite Radio Holdings Inc.
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Subsidiária
CotaçãoNASDAQ: XMSR
AtividadeEmissão radiofônica
Fundação1988
DestinoFundida com a Sirius Satellite Radio em 2008 e incorporada à Sirius XM Radio em 2011
Encerramento13 de janeiro de 2011
SedeWashington, D.C., Estados Unidos
ProdutosRádio por satélite
Empresa-mãeSirius XM Holdings
Sucessora(s)Sirius XM
Websitexmradio.com (arquivado)

XM Satellite Radio Holdings Inc. (XM) foi um dos três serviços de rádio por satélite, pelo sistema SDARS, e de rádio pela internet nos Estados Unidos e no Canadá, operado pela Sirius XM Holdings. Oferecia rádio por assinatura, em um modelo semelhante ao da televisão por assinatura. O serviço tinha 73 canais de música, 39 de notícias, esportes, programas falados e entretenimento, 21 canais regionais de trânsito e meteorologia e 23 canais de transmissões esportivas lance a lance. Os canais da XM eram classificados pela Arbitron com o identificador "XM", como "XM32" para "The Bridge".

A empresa teve origem na criação, em 1988, da American Mobile Satellite Corporation (AMSC), um consórcio de organizações voltado inicialmente à transmissão via satélite de sinais de telefone, fax e dados. Em 1992, a AMSC criou uma unidade chamada American Mobile Radio Corporation para desenvolver um serviço de rádio digital por satélite. A unidade foi separada como XM Satellite Radio Holdings, Inc. em 1999. O serviço via satélite começou oficialmente em 25 de setembro de 2001.

Em 29 de julho de 2008, a XM e sua antiga concorrente Sirius Satellite Radio concluíram formalmente a fusão, depois da aprovação da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, a FCC. A operação criou a Sirius XM Radio, Inc., tendo a XM Satellite Radio, Inc. como subsidiária.[1] Em 12 de novembro de 2008, Sirius e XM começaram a transmitir suas novas grades de canais combinadas.[2] Em 13 de janeiro de 2011, a XM Satellite Radio, Inc. deixou de existir como entidade separada e foi incorporada à Sirius XM Radio, Inc.[3]

Serviços

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Embora o serviço de recepção de rádio por satélite fosse seu principal produto, a XM também operava serviços de áudio, dados e publicidade.

Rádio por satélite

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A principal atividade da XM era o entretenimento por rádio via satélite. A programação reunia música, notícias, com transmissões simultâneas e programas distribuídos por sindicação, esportes, programas falados, comédia, incluindo apresentações de stand-up e programas de rádio, e dramaturgia radiofônica. A XM também transmitia informações locais de trânsito e meteorologia em seus maiores mercados.[4][5]

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Logotipo da XM Satellite Radio usado de 2001 a 2006

XM Radio Online

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O XM Radio Online (XMRO), produto de rádio pela internet da XM, oferecia por streaming uma parte da programação da empresa, inclusive muitos dos canais musicais sem intervalos comerciais disponíveis no serviço via satélite.[6]

Meteorologia e trânsito

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A XM também oferecia serviços de dados meteorológicos pelo XM WX Satellite Weather. Em aeronaves equipadas com receptores compatíveis, essas informações podiam ser exibidas nos sistemas de navegação da cabine.[7]

Adoção comercial e parcerias

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Em 2004, a JetBlue Airways anunciou que o serviço da XM Satellite Radio estaria disponível em seus jatos regionais da Embraer a partir de 2005.[8] Ainda em 2005, a AirTran Airways começou a instalar a XM Satellite Radio em suas aeronaves.[9] A United Airlines passou a oferecer programação da XM em março de 2006.[10]

A Zipcar, serviço urbano de compartilhamento de automóveis nos Estados Unidos, passou a oferecer receptores da XM em sua frota em abril de 2005.[11] O contrato de dois anos terminou em 2007 e não foi renovado, e os receptores começaram a ser retirados dos veículos.[12]

Atendimento ao cliente

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O atendimento ao cliente da Sirius/XM recebeu críticas de alguns governos estaduais. Em outubro de 2010, Richard Cordray, procurador-geral de Ohio, começou a investigar reclamações relacionadas às políticas da Sirius XM para cobrança, captação de clientes, renovação de assinaturas e cancelamentos. A empresa informou os acionistas sobre a investigação pouco depois. Arizona, Connecticut, Tennessee, Vermont e o Distrito de Colúmbia manifestaram interesse em participar.

As investigações começaram quando a Sirius XM, que transmitia programas de Howard Stern e Oprah Winfrey, começava a se afastar de anos de grandes prejuízos e dúvidas sobre seu modelo de negócio.[13]

Em relatório obtido em março de 2011, o Better Business Bureau registrava mais de 4.500 reclamações contra a SiriusXM nos 36 meses anteriores. Cerca da metade dizia respeito às práticas de cobrança e arrecadação da empresa.[14]

No Missouri, pessoas inscritas na lista estadual de bloqueio de telemarketing reclamaram de chamadas repetidas de funcionários ou representantes da SiriusXM depois de cancelarem suas assinaturas. Clientes da Flórida relataram cobranças por renovação automática de contas que haviam cancelado. A SiriusXM também foi processada em tribunal federal por um cliente que a acusava de aumentar preços de forma enganosa.[13]

A Sirius afirmou que cooperava com as investigações e acreditava que suas práticas voltadas aos consumidores cumpriam todas as leis e normas federais e estaduais aplicáveis.[13]

Canais exclusivos

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  • America's Talk
  • ATN-Asian Radio
  • Bollywood & Beyond
  • Calendrier Sportif
  • Canada 360
  • ESPN Xtra
  • Extreme Talk
  • Faction Talk, anteriormente The Opie Channel
  • Fox Sports Radio
  • KISS 104.1
  • Laugh Attack
  • Mix
  • MLB Play-by-Play
  • Nashville!
  • Quoi de Neuf
  • ReachMD
  • Rock@Random
  • Talk Radio
  • The Pink Channel
  • XM Deportivo
  • XM Scoreboard

História da empresa

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1988–2000

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A American Mobile Satellite Corporation foi fundada em 1988. Bob Kerstein ocupava o cargo de diretor financeiro.[15] Lon Levin entrou para a empresa em 1991. Em 1992, a American Mobile Satellite Corporation criou uma nova divisão chamada American Mobile Radio Corp. A WorldSpace tornou-se investidora da unidade e adquiriu uma participação de 20%.[16]

Em 16 de maio de 1997, a American Mobile Satellite e a WorldSpace mudaram formalmente o nome da American Mobile Radio para XM Satellite Radio. Mais tarde naquele mês, Lon Levin tornou-se presidente, cargo que ocupou até 1998. Em outubro de 1997, a XM Satellite Radio obteve uma das duas únicas licenças para o serviço de áudio digital por satélite oferecidas pela Comissão Federal de Comunicações. Em 1998, Hugh Panero entrou para a XM Satellite Radio como presidente e diretor executivo.

Em junho de 1999, Clear Channel Communications, DirecTV, General Motors e um grupo privado de investidores aplicaram US$ 250 milhões em dívida conversível da XM Satellite Radio.[17][18] Em 7 de junho, a participação da GM foi acompanhada por um acordo de distribuição entre a XM e sua subsidiária OnStar. O acordo previa a distribuição exclusiva da XM nos veículos da GM, com vigência até 2013. Também estabelecia níveis mínimos de instalação, pagamentos da XM, subsídios para os aparelhos, incentivos e divisão de parte das receitas de assinatura com a GM.[19]

Na mesma época, a American Mobile Satellite, que ainda era a empresa controladora da XM, recomprou a participação da WorldSpace.[20] Em outubro de 1999, a XM Satellite Radio concluiu uma oferta pública inicial de 10.241.000 ações ordinárias Classe A a US$ 12 por ação.[21] A American Mobile Satellite continuou com o controle por voto da empresa.

Em abril de 2000, a American Mobile Satellite Corp. mudou seu nome para Motient. Em julho, a American Honda entrou com outros investidores em uma rodada de US$ 235 milhões em ações preferenciais conversíveis da empresa.[22]

2001–2005

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Em 25 de setembro de 2001, a XM Satellite Radio começou a operar em San Diego e no Metroplex de Dallas-Fort Worth,[23] com a expansão para todo o país prevista para novembro.[24] A grade inicial tinha 100 canais dedicados a esportes, programas falados, programação infantil, entretenimento e notícias.[23]

Em outubro de 2001, a Motient caminhava para a falência e separou sua divisão de satélites não relacionada à XM em uma operação conjunta com a TMI Communications and Company, L.P., subsidiária integral da BCE Inc., do Canadá. O novo empreendimento recebeu o nome de Mobile Satellite Ventures. Em novembro, a Motient entrou em falência e vendeu sua participação de controle na XM para Hughes Electronics, SingTel e Baron Capital Partners. A Hughes Electronics reuniu essa participação à que já pertencia à sua subsidiária DirecTV. Em 12 de novembro de 2001, a XM Satellite Radio iniciou oficialmente seu serviço nacional.

Em janeiro de 2003, a empresa passou por um plano de recapitalização. A XM trocou US$ 300 milhões de dívida antiga por nova dívida e adiou por três anos o pagamento de juros sobre os títulos. Também reestruturou suas obrigações financeiras no acordo de instalação com a General Motors, emitindo uma dívida convertível para a GM, concedendo à montadora bônus de subscrição de ações e criando uma linha de crédito rotativo com a companhia. O plano recebeu ainda mais de US$ 300 milhões em financiamento por meio da colocação de títulos conversíveis, com juros de 10%, junto a investidores privados.

Em 2004, a General Motors vendeu a Hughes Electronics à News Corporation, de Rupert Murdoch,[25] e vendeu a participação da DirecTV na XM Satellite Radio. Em 1.º de março, a XM Radio inaugurou canais instantâneos de trânsito e meteorologia para grandes regiões metropolitanas dos Estados Unidos. Ainda em 2004, a empresa firmou parcerias com as montadoras General Motors, Honda, Isuzu, Nissan, Toyota, Volkswagen e Saab para oferecer receptores XM integrados ao painel como equipamento original de fábrica. O Acura TL foi o primeiro automóvel de luxo a oferecer o rádio XM como equipamento de série em todas as unidades.

Em 4 de outubro de 2004, a dupla de radialistas Opie and Anthony começou a transmitir em uma estação premium da XM Satellite Radio. O antigo apresentador da National Public Radio, Bob Edwards, apresentou a primeira edição de The Bob Edwards Show na XM Public Radio, canal 133. Em 20 de outubro, a XM anunciou um acordo de 11 anos e US$ 650 milhões com a Major League Baseball para transmitir partidas ao vivo em todo o país e tornar-se a operadora oficial de rádio por satélite da liga. O contrato concedia à XM o direito de usar o logotipo da MLB com a silhueta de um rebatedor e as marcas coletivas de todos os clubes. A XM criou ainda um canal permanente da MLB chamado "Home Plate". O acordo começou na temporada de 2005 e seguia até 2012, com uma opção de prorrogação por três anos que poderia ser exercida pela MLB.

Em 28 de maio de 2005, The Wall Street Journal informou que a XM havia concedido à Space Systems/Loral o contrato para a espaçonave XM-5. Em 7 de junho, a XM firmou parceria com a Audible.com para oferecer arquivos de áudio para download de The Opie and Anthony Show e The Bob Edwards Show. Em 1.º de agosto, a XM anunciou uma parceria de três anos com a United States Tennis Association para transmitir o US Open até 2007 e apresentar boletins semanais sobre outros eventos da US Open Series.[26] Em 12 de setembro, a XM anunciou um acordo de dez anos e US$ 100 milhões para transmitir jogos da National Hockey League a partir da temporada de 2005-06. A cobertura seria dividida inicialmente com a Sirius, e a XM passaria a ter exclusividade no rádio por satélite a partir de 2007.[27] Em 29 de novembro, o serviço começou a operar no Canadá.

2006–2010

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Em janeiro de 2006, a XM começou a transmitir o Fox News Talk.[28] Em 9 de janeiro, a XM recebeu a principal distinção da Consumer Electronics Show de 2006. Em 9 de fevereiro, anunciou um acordo de três anos e US$ 55 milhões com a Harpo Productions, de Oprah Winfrey.[29][30]

Em maio de 2006, a Recording Industry Association of America (RIAA) processou a XM Satellite Radio por causa dos novos aparelhos portáteis Inno e Helix,[31] alegando que os equipamentos equivaliam a um serviço de download. A XM sustentou que os aparelhos estavam protegidos pela legislação porque faziam gravações de forma comparável a um videocassete,[32] permitindo ao consumidor gravar parte da transmissão para ouvir mais tarde, como em um DVR ou toca-fitas.[32] Em 19 de janeiro de 2007, um juiz distrital permitiu que a RIAA prosseguisse com o processo. O magistrado rejeitou a defesa da XM de que a conduta alegada, se comprovada, estaria protegida pela Audio Home Recording Act de 1991.[33]

Em 24 de julho de 2006, Nate Davis, que antes trabalhava na XO Communications, tornou-se presidente e diretor de operações.[34] Em outubro, o satélite XM-4, chamado Blues, foi lançado por um foguete Zenit 3SL.

Em 18 de janeiro de 2007, a Comissão Federal de Comunicações decidiu que as normas de licenciamento então vigentes impediriam uma possível fusão da XM com a Sirius Satellite Radio. Em 19 de fevereiro, XM Satellite Radio Holdings Inc. e Sirius Satellite Radio anunciaram um acordo de fusão.[35] Em 20 de março, XM e Sirius apresentaram à FCC um "Consolidated Application for Authority to Transfer Control", pedido conjunto de autorização para transferência de controle. Em 24 de julho, a XM anunciou que Hugh Panero deixaria a empresa em agosto. Nate Davis, então presidente e diretor de operações, assumiria também o posto de diretor executivo interino.[36]

Em 24 de março de 2008, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou a fusão entre XM e Sirius Satellite Radio.[37] Em 25 de julho, a FCC deu sua aprovação final à operação,[38] e, em 29 de julho, as duas empresas concluíram formalmente a fusão que criou a Sirius XM Radio.[39] XM Canada e Sirius Canada, subsidiárias das antigas empresas controladoras, permaneceram separadas até abril de 2011.[40]

No início de 2009, a SiriusXM preparou-se para um possível pedido de recuperação judicial pelo Capítulo 11.[41] A empresa tinha obrigações de dívida de US$ 1 bilhão em 2009 e um pagamento imediato de US$ 175 milhões com vencimento em 17 de fevereiro daquele ano.[42] Em 12 de novembro, Gary Parsons renunciou à presidência do conselho de administração e foi substituído por Eddy W. Hartenstein, que assumiu como presidente não executivo.[43]

Em 24 de novembro de 2010, XM Canada e Sirius Canada anunciaram planos de fusão.[44]

2011 em diante

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Em 11 de abril de 2011, a Comissão de Radiodifusão e Telecomunicações Canadenses aprovou a fusão das empresas canadenses Sirius e XM, que passaram a formar a Sirius XM Canada.[40]

Tecnologia

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A XM distribuía sua programação digital diretamente por dois satélites de alta potência em órbita geoestacionária sobre o equador, o XM Rhythm, a 85° de longitude oeste, e o XM Blues, a 115° de longitude oeste,[45] além de uma rede terrestre de repetidores. A combinação dos dois satélites com a rede de repetidores foi projetada para oferecer cobertura sem interrupções nos Estados Unidos contíguos, no extremo sul do Alasca e no sul do Canadá. O sinal também podia ser recebido nas ilhas do Caribe e em grande parte do México. Houve relatos de recepção estável ao norte de Acapulco.[46] A XM, porém, não tinha licença para atender assinantes pagantes residentes nessas áreas.

Os satélites originais, XM-1, chamado "Rock", e XM-2, chamado "Roll", sofreram uma falha de projeto presente na série Boeing 702, que causava deterioração dos painéis solares. A vida útil dos equipamentos caiu para cerca de seis anos, em vez dos 15 anos previstos no projeto.[47][48] Para compensar a falha, o XM-3, "Rhythm", foi lançado antes do cronograma previsto em 28 de fevereiro de 2005 e transferido para a antiga posição do XM-1, a 85° oeste. O XM-1 foi então deslocado para a posição do XM-2, a 115° oeste. Cada satélite passou a operar apenas um transponder, transmitindo metade da largura de banda para reduzir pela metade o consumo de energia enquanto o XM-4, "Blues", era preparado para lançamento.

O XM-4, que era mantido como reserva em solo, foi lançado antes do cronograma em 30 de outubro de 2006 e colocado na posição de 115° oeste, concluindo o programa de substituição dos satélites. Em 15 de dezembro de 2006, o XM-1 foi desligado e levado de volta à posição original de 85° oeste, onde permaneceu como reserva do XM-3. O XM-2 também foi desligado e ficou como reserva do XM-4. Com isso, XM-3 "Rhythm" e XM-4 "Blues" passaram a operar como satélites ativos, com dois equipamentos de reserva em órbita.[49]

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Sede da XM Satellite Radio em Washington, D.C., perto da estação NoMa-Gallaudet U do metrô de Washington.

Em 7 de junho de 2005, a Space Systems/Loral anunciou que havia recebido o contrato para construir o XM-5.[50][51] O XM-5 teria duas grandes antenas desdobráveis. O Radiosat 5 da Sirius, também encomendado à Loral, teria uma antena semelhante de grandes dimensões.

Nas regiões metropolitanas dos Estados Unidos e do Canadá, a XM e sua licenciada canadense Canadian Satellite Radio (CSR), que operava como Sirius XM Canada, mantinham uma rede de aproximadamente 900 estações terrestres de repetição destinada a compensar bloqueios do sinal de satélite causados por edifícios, túneis e pontes. Nos Estados Unidos, a XM possuía e operava cerca de 800 locais de repetição, que atendiam 60 mercados. No Canadá, a CSR instalava aproximadamente 80 a 100 repetidores que seriam de sua propriedade e operação nas 16 maiores cidades do país. O número exato de locais mudava porque o sinal era testado e acompanhado regularmente para ajustar o desempenho. Nos Estados Unidos, o total caiu em relação aos mil repetidores instalados quando o serviço começou, em 2001.

Os repetidores transmitiam na mesma faixa de frequência dos satélites. Uma cidade típica tinha 20 ou mais estações terrestres. Em geral, o proprietário de um receptor não percebia quando o sinal vinha de uma estação terrestre, a menos que consultasse as informações de antena no próprio aparelho. Um documento apresentado à FCC em outubro de 2006 tornou pública uma lista da rede de repetidores terrestres da XM nos Estados Unidos.

O sinal da XM ocupava 12,5 MHz da banda S, entre 2.332,5 e 2.345,0 MHz. A XM destinava 128 quilobits por segundo de sua largura de banda à OnStar para uso em veículos da General Motors equipados com XM, mesmo quando o proprietário do automóvel não era assinante. A American Honda também mantinha o direito de usar parte da largura de banda da empresa para transmitir mensagens aos veículos Acura por um serviço chamado AcuraLink.

O XM NavTraffic, oferecido como serviço opcional, transmitia informações codificadas sobre trânsito diretamente aos sistemas de navegação dos veículos por meio da tecnologia Traffic Message Channel (TMC).

A maioria dos canais de áudio da XM era comprimida digitalmente com o codec CT-aacPlus, baseado em HE-AAC, da Coding Technologies. Alguns canais empregavam o codec Advanced Multi-Band Excitation (AMBE), da Digital Voice Systems, principalmente os dedicados à voz. Todos os canais de trânsito e meteorologia estavam nesse grupo.

O sinal de rádio da XM era transmitido por seis portadoras distintas dentro da faixa de 12,5 MHz. Todo o conteúdo do serviço, incluindo dados e áudio, era representado por apenas duas dessas portadoras. As quatro restantes transmitiam cópias do mesmo conteúdo, criando redundância por diversidade de sinal. Os dados de cada portadora eram codificados com atraso temporal e técnicas de correção de erros para aumentar a disponibilidade. Na prática, o espectro de rádio empregado para o conteúdo tinha pouco mais de 4 MHz.[52]

Cada conjunto de duas portadoras transmitia cem fluxos de 8 quilobits por segundo em cerca de 4 MHz de espectro. Esses fluxos eram reunidos por um processo patenteado para formar um número variável de canais com diferentes taxas de bits. A largura de banda era dividida em segmentos virtuais de 4 quilobits por segundo, reunidos para formar canais de áudio e dados com taxas que iam de 4 a 64 quilobits por segundo.[52]

A XM processava previamente o áudio com processadores Neural Audio otimizados para o codec aacPlus, incluindo replicação de banda espectral, ou SBR. O áudio era armazenado digitalmente em sistemas de biblioteca da Dalet com MPEG-1 Layer II a 384 kbit/s, formato por vezes chamado MUSICAM. Antes da transmissão, o áudio passava por novo processamento nos equipamentos Neural Audio.

O canal SiriusXM Pops, dedicado à música clássica, chegou a transmitir em som surround 5.1. A tecnologia, chamada XM HD Surround, nasceu de uma parceria entre a XM e a Neural Audio Corporation e oferecia seis canais digitais discretos de áudio. O antigo canal XM Live também usou o formato em alguns concertos e apresentações em estúdio. Fabricantes parceiros da XM, entre eles Denon, Onkyo, Pioneer e Yamaha, lançaram sistemas de áudio domésticos capazes de reproduzir XM HD Surround. Em 2015, não havia confirmação de que a tecnologia ainda fosse empregada pelo serviço.

Satélites

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  • XM 1 (Roll). Lançado em 8 de maio de 2001.[53]
  • XM 2 (Rock). Lançado em 18 de março de 2001.[53]
  • XM 3 (Rhythm). Lançado em 28 de fevereiro de 2005.[54]
  • XM 4 (Blues). Lançado em 30 de outubro de 2006.[55]
  • XM 5. Lançado em 14 de outubro de 2010.[56]

Acordo de programação com a Clear Channel

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Em 1998, a Clear Channel Communications investiu na XM.[57] As empresas firmaram acordos sobre programação e indicação de diretores que permaneceriam em vigor enquanto a Clear Channel mantivesse integralmente seu investimento original na XM. Com isso, a XM obteve direitos exclusivos para transmitir o conteúdo da Clear Channel, incluindo programas nacionais como Coast to Coast AM, embora esses programas só pudessem ocupar a largura de banda controlada pela Clear Channel.

Em junho de 2003, a Clear Channel assinou um contrato a termo de venda relacionado à sua participação na XM. No terceiro trimestre de 2005, Clear Channel e XM submeteram a arbitragem os efeitos do acordo sobre o Operational Assistance Agreement e o Director Designation Agreement. O painel arbitral decidiu que o Operational Assistance Agreement continuaria em vigor, inclusive o direito da Clear Channel de receber parte da receita de publicidade comercial da programação fornecida à XM. O painel recusou-se, porém, a aplicar o Director Designation Agreement, o que retirou integrantes da família Mays do conselho de administração.

Pelo acordo original, a Clear Channel podia programar 409,6 kbit/s, ou 10%, da largura de banda da XM. Isso obrigava a XM a incluir publicidade comercial nos canais Nashville!, KISS, Mix e Sunny, que depois passou a se chamar The Music Summit. A publicidade nos canais musicais podia chegar a quatro minutos por hora, aproximadamente o mesmo volume usado pela XM antes de seus canais musicais deixarem de exibir anúncios. Programas musicais distribuídos por sindicação que já traziam publicidade da rede eram uma exceção. Os anúncios da Clear Channel na XM eram administrados por sua subsidiária Premiere Radio Networks.

A Clear Channel também fornecia a programação de canais falados já existentes, como Fox Sports Radio, Extreme XM e Talk Radio. A empresa controlava ainda o America Right, anteriormente chamado Buzz XM. Depois de trocas de programas, grande parte do conteúdo que não pertencia à Clear Channel foi retirada e o controle da programação voltou à XM Radio.

Planos para criar canais falados regionais, cada um com um noticiário de cinco minutos voltado a uma parte do país, foram cancelados. A Clear Channel preferiu lançar outros canais de música e programas falados. Entre eles estavam ReachMD e America's Talk. The Pink Channel, National Lampoon Comedy Radio, WSIX-FM, WLW e Rock@Random foram lançados e retirados mais tarde. Seus lugares foram ocupados por canais como Bollywood & Beyond, The Music Summit e Sixx Sense.

A chegada de publicidade aos canais musicais programados pela Clear Channel contrariava a divulgação da XM de uma grade musical inteiramente sem comerciais. Eric Logan, vice-presidente executivo de programação da XM, publicou um comunicado aos assinantes reafirmando o compromisso da empresa com música sem intervalos comerciais. Ele observou que a XM ainda tinha mais canais musicais sem publicidade e afirmou que outros seriam acrescentados.

Em 17 de abril de 2006, a XM lançou US Country (XM17), Flight 26 (XM26), XM Hitlist (XM30) e Escape (XM78). Os novos canais ofereciam música sem comerciais nos mesmos formatos dos canais da Clear Channel que começariam a veicular publicidade. A Sirius respondeu anunciando que era a única operadora de rádio por satélite com todos os canais musicais livres de comerciais. XM e Sirius exibiam anúncios em canais de notícias, programas falados e esportes.

O contrato a termo de venda da Clear Channel com a Bear, Stearns & Co. Inc. foi encerrado em 2 de agosto de 2006. O encerramento levou a Clear Channel Investments, Inc. a pagar à Bear Stearns US$ 83,1 milhões, valor da participação da Clear Channel na XM. O valor acumulado da dívida era de US$ 92,9 milhões e o valor justo do collar era um ativo de US$ 6 milhões, resultando em ganho líquido de US$ 3,8 milhões para a Clear Channel.[58]

PCR e DirectPCR

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No centro da controvérsia do TimeTrax estava o XM PCR, um receptor XM controlado por computador. Diferentemente dos outros receptores, que podiam ser usados em automóveis ou aparelhos de som domésticos, o XM PCR precisava de um computador para funcionar. Um programa instalado no computador servia como controle e tela do rádio, o que levou desenvolvedores independentes a criar programas destinados a substituir o software original do PCR.

O TimeTrax permitia gravar no computador a programação recebida pelo XM PCR e separar músicas em arquivos digitais. Em 2004, a XM avaliou medidas legais contra a distribuição do programa, em meio a preocupações da empresa e da indústria fonográfica com a possibilidade de arquivamento das transmissões.[59][60]

Depois que o PCR foi descontinuado, usuários descobriram que o XM Direct, receptor criado para aparelhos de som automotivos preparados para rádio por satélite, podia ser conectado a um computador por meio de um cabo adaptador simples. O conjunto de receptor, cabo e software passou a ser chamado de DirectPCR por parte da comunidade de usuários. O software original do PCR não controlava o receptor XM Direct, mas desenvolvedores independentes continuaram criando programas substitutos.

Fusão com a Sirius Satellite Radio e reestruturação da empresa

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Em 19 de fevereiro de 2007, a XM anunciou um acordo de fusão com sua concorrente Sirius Satellite Radio. A operação reuniu os dois serviços e criou uma única rede de rádio por satélite nos Estados Unidos e no Canadá.[61]

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou em 24 de março de 2008 o encerramento de sua investigação sobre a fusão. O órgão concluiu que as provas não mostravam que a operação proposta provavelmente reduziria de forma substancial a concorrência.[62]

Em 16 de junho de 2008, Kevin Martin, presidente da Comissão Federal de Comunicações, disse ao The Washington Post que havia decidido apoiar a fusão entre XM e Sirius depois que as empresas aceitaram, na semana anterior, condições destinadas a impedir que a nova companhia elevasse preços ou restringisse a concorrência. Martin emitiu uma recomendação favorável, preparando a proposta para a votação final da comissão.

A fusão recebeu a aprovação final da FCC em 25 de julho de 2008. Martin e os comissários Robert M. McDowell e Deborah Taylor Tate votaram a favor. Como uma das condições da operação, a empresa resultante ficou sujeita a uma multa de quase US$ 20 milhões pela falta de desenvolvimento e comercialização, antes da fusão, de rádios intercambiáveis capazes de receber sinais das duas companhias.[63]

Aplicativos para iPhone, iPod Touch, BlackBerry e Android

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A XM desenvolveu um aplicativo para o Apple iPhone e o iPod Touch que permitia aos assinantes ouvir sua programação nesses aparelhos. O aplicativo Sirius XM para iPhone ficou disponível na iTunes Store em 17 de junho de 2009.

Os assinantes da SiriusXM Internet Radio podiam baixar gratuitamente o aplicativo pela App Store. A audição pelo iPhone, iPad ou iPod Touch estava incluída em alguns planos de assinatura e exigia uma taxa separada em outros.

Em 4 de fevereiro de 2010, a SiriusXM lançou um aplicativo para a linha de smartphones BlackBerry, da Research In Motion, incluindo Storm da série 9500, Bold das séries 9000 e 9700, Tour da série 9600 e Curve das séries 8500 e 8900. Assim como o aplicativo para iPhone e iPod Touch, o programa para BlackBerry era gratuito, mas exigia uma assinatura da SiriusXM.

A SiriusXM também passou a oferecer um aplicativo para dispositivos com Android, distribuído pelo Google Play.

Os aplicativos transmitiam grande parte da programação musical, falada, esportiva e de entretenimento da XM, além de parte do conteúdo exclusivo da internet. Também ofereciam alguns canais dos pacotes "Best of SIRIUS/XM", de acordo com o plano do assinante.

Em novembro de 2004, a Canadian Satellite Radio apresentou à Comissão de Radiodifusão e Telecomunicações Canadenses um pedido para levar o serviço da XM ao Canadá. Ao lado da Sirius Canada e de um consórcio formado pela CHUM Limited e Astral Media, a CSR foi uma das três empresas que pediram autorização à comissão para operar serviços nacionais de rádio por assinatura.

Em 16 de junho de 2005, a comissão aprovou os três pedidos. Organizações ligadas à radiodifusão, ao trabalho, às artes e à cultura recorreram das decisões ao gabinete federal canadense. Entre elas estavam Friends of Canadian Broadcasting, CHUM Limited e National Campus and Community Radio Association. Os grupos contestavam a abordagem das empresas de rádio por satélite e os níveis reduzidos de conteúdo canadense e de programação em francês, além da ausência de emissoras canadenses não comerciais. Depois de um longo debate, o gabinete rejeitou os recursos em 9 de setembro de 2005.

Os canais canadenses da XM passaram a aparecer em receptores dos Estados Unidos em 17 de novembro de 2005. Em 29 de novembro, a XM Canada iniciou oficialmente suas operações.

Ver também

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Referências

  1. ↑ Kawamoto, Dawn (29 de julho de 2008). «Sirius And XM close merger». CNET (em inglês). Consultado em 5 de junho de 2019
  2. ↑ Hinckley, David (12 de novembro de 2008). «Sirius-XM satellite merger brings changes and cuts». Daily News (em inglês). Nova Iorque. Consultado em 12 de novembro de 2008
  3. ↑ «2010 Form 10-K, Sirius XM Radio, Inc.» (em inglês). U.S. Securities and Exchange Commission
  4. ↑ «XM, Sirius Bow Local Weather, Traffic Services». TWICE (em inglês). 8 de março de 2004. Consultado em 27 de fevereiro de 2020
  5. ↑ Hazlett, Thomas W. (2017). The Political Spectrum: The Tumultuous Liberation of Wireless Technology, from Herbert Hoover to the Smartphone (em inglês). [S.l.]: Yale University Press. p. 122. ISBN 978-0-300-21050-7
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Ligações externas

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