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Deslizamento de terra na mina de ouro de Kifula em 2026

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Deslizamento de terra na mina de ouro de Kifula em 2026
Image
Localização da província do Bengo no mapa de Angola
Data23 de maio de 2026
Hora3:00 (WAT)[a]
LocalizaçãoKifula, Canacassala, Nambuangongo, Bengo, Angola
Coordenadasaprox. 8° 12′ 40″ S, 14° 07′ 39″ L
Tipodeslizamento de terra
Mortes28
Lesões não-fatais3

Em 23 de maio de 2026, um deslizamento de terra atingiu uma operação ilegal de mineração de ouro na localidade de Kifula, em Canacassala, Nambuangongo, província do Bengo, Angola, matando 28 pessoas.[2][3][4][5] Quatro pessoas foram resgatadas.[6] É um dos acidentes relacionados à mineração ilegal mais mortais da história de Angola.[7]

Antecedentes

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Angola possui uma importante indústria mineira e é o terceiro maior produtor de diamantes da África. O setor de Mineração Artesanal e de Pequena Escala (MAPE) do país também produz ouro, diamantes e pedras ornamentais.[8] Pela legislação angolana, o ouro extraído pela MAPE só pode ser vendido a compradores licenciados, o que favorece o contrabando de ouro oriundo de operações ilegais de mineração para países vizinhos.[9] Segundo as autoridades, estima-se que 7 mil garimpeiros ilegais atuem na extração de minerais apenas na província do Bengo.[2]

Em 17 de março de 2019, 13 garimpeiros que trabalhavam em uma mina de ouro artesanal ilegal morreram após o desabamento da estrutura na localidade de Chicuele, em Sangueve, Chipindo, província de Huíla.[4] Não houve sobreviventes.[10] Cerca de um mês depois, fortes chuvas e deslizamentos de terra mataram outros dois trabalhadores na mesma região, ambos atuando em minas de ouro ilegais.[11]

Outros desastres de mineração ocorreram anteriormente no país. Em junho de 2025, por exemplo, seis pessoas morreram ao longo de três dias em acidentes de mineração na província do Huambo. Desabamentos fatais também foram registrados nas províncias de Bié, Lunda Norte e Huambo, todos ligados a operações ilegais de mineração nessas áreas.[4][12]

Deslizamento de terra

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Por volta das 3h da manhã[a] do dia 23 de maio, ocorreu um deslizamento de terra em um local de mineração de ouro ilegal na floresta de Nova Luanda, perto da localidade de Kifula, Canacassala, província do Bengo. O deslizamento desabou sobre estruturas improvisadas, matando 28 trabalhadores da mina de ouro,[4] a maioria homens.[5] Segundo uma testemunha ocular, cerca de 60 a 70 pessoas estavam no local imediatamente após o ocorrido. A causa do deslizamento não foi explicitamente declarada.

Consequências

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Equipes de emergência, grupos de resgate e autoridades locais foram os primeiros a responder ao deslizamento de terra. Três pessoas receberam tratamento no hospital próximo do Bengo Central.[3] A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros do Bengo monitoraram as buscas e o resgate dos inicialmente desaparecidos,[6][13][14] até o término das operações em 25 de maio.[7] O bispo católico Maurício Camuto expressou pesar e solidariedade às vítimas, afirmando também que o governo angolano deveria tentar "conter o fenômeno".[12]

As vítimas fatais identificadas incluem uma família de 13 pessoas,[4][12] com idades entre 16 e 35 anos.[7] Outras fontes dizem que a faixa etária das vítimas era de 18 a 40[5][13] ou 45 anos.[2]

Ver também

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Notas e referências

Notas

  1. 1 2 Segundo um morador local citado pelo Jornal de Angola, o incidente ocorreu por volta das 5:00 no horário local, enquanto um sobrevivente afirmou à Agência de Notícias Lusa que o deslizamento aconteceu por volta das 3:00.[1]

Referências

  1. «Lusa – Business News – Angola: Landslide kills 28 gold miners». Agência de Notícias de Portugal via Alliance of Mediterranean News Agencies. 24 maio 2026. Consultado em 26 maio 2026
  2. 1 2 3 «Pelo menos 28 pessoas morrem em desabamento de mina de ouro ilegal em Angola» [At least 28 people die in collapse of illegal gold mine in Angola]. Agence France-Presse via Universo Online. 25 maio 2026. Consultado em 27 maio 2026. Cópia arquivada em 26 de maio de 2026
  3. 1 2 «At least 28 killed in mine collapse in northern Angola». Xinhua. 24 maio 2026. Consultado em 25 maio 2026
  4. 1 2 3 4 5 «Deslizamento em mina ilegal de ouro mata 28 garimpeiros em Angola» [Landslide at illegal gold mine kills 28 miners in Angola]. Sol. 24 maio 2026. Consultado em 26 maio 2026. Arquivado do original em 26 maio 2026
  5. 1 2 3 «Tragedy in Angola! At least 28 dead after illegal gold mine collapses». 24 maio 2026. Consultado em 25 maio 2026. Cópia arquivada em 26 de maio de 2026
  6. 1 2 «Vinte e oito mortos em desabamento de mina em Nambuangongo» [Twenty-eight dead in mine collapse in Nambuangongo]. GiraNoticias. 24 maio 2026. Consultado em 25 maio 2026
  7. 1 2 3 «Landslide at Angola illegal gold mine kills 28». Reuters. 25 maio 2026. Consultado em 25 maio 2026
  8. «Angola ASM Profile». CEA. Consultado em 26 maio 2026. Arquivado do original em 22 abril 2024
  9. Tychsen, John; Batista, Maria João (2022). Artisanal and Small-Scale Mining Handbook for Southern African Region: A Practical Guide (PDF). [S.l.]: Geological Survey of Denmark and Greenland; Geological Survey of Portugal. 30 páginas. ISBN 978-87-7871-568-5. doi:10.22008/gpub/38532. Consultado em 26 maio 2026
  10. «Desabamento numa mina deixa 13 mortos na Huíla, Angola» [Collapse at a mine leaves 13 dead in Huíla, Angola.]. Radio Angola. 17 março 2019. Consultado em 25 maio 2026. Arquivado do original em 26 maio 2026
  11. «Dois garimpeiros angolanos morrem soterrados em mina de ouro no Chipindo» [Two Angolan gold miners die buried in a gold mine in Chipindo]. Diário de Notícias. 23 abril 2019. Consultado em 25 maio 2026. Arquivado do original em 26 maio 2026
  12. 1 2 3 «Bishop of Caxito says death of 28 gold miners reflects hunger and poverty among families». Verangola, Agência de Notícias de Portugal. 25 maio 2026. Consultado em 26 maio 2026
  13. 1 2 Kunda, James (24 maio 2026). «28 killed as gold mine collapses in Angola». Agência Anadolu. Consultado em 26 maio 2026
  14. «At least 28 killed in Angola illegal gold mine landslide». caliber.az. 25 maio 2026. Consultado em 26 maio 2026. Cópia arquivada em 28 de maio de 2026