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Cuba quer aumentar exporta��o de m�dicos

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• ter�a, 18 de junho de 2013 - 19h23
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CubaQuase 40.000 m�dicos cubanos est�o presentes em 66 pa�ses da Am�rica Latina, �sia e �frica

Havana - �Cuba prev� aumentar sua exporta��o de m�dicos, principal fonte de divisas, cobrando por seus servi�os aos pa�ses que podem pagar, mas enviando-os de gra�a �s na��es mais pobres.

"A exporta��o de servi�os se tornou a principal fonte de ingressos em divisas para o pa�s e tem grande potencial para continuar a crescer", afirma�o ministro do Com�rcio Exterior, Rodrigo Malmierca.

Quase 40.000 m�dicos cubanos est�o presentes em 66 pa�ses da Am�rica Latina, �sia e �frica, aos quais poderiam se somar mais 6.000 profissionais que o Brasil pretende contratar para suprir seu d�ficit de pessoal.

A exporta��o de servi�os - principalmente da sa�de, mas tamb�m da educa��o e esporte - arrecada 6 bilh�es de d�lares ao ano, acima do turismo e dos impostos familiares (2,5 bilh�es) e das vendas de n�quel (1,1 bilh�o).

Desta forma, o governo de Ra�l Castro decidiu manter as miss�es m�dicas, iniciadas por seu irm�o Fidel em 1998, e busca ampliar o n�mero de pa�ses que pagam por seus servi�os. Atualmente, 40 pa�ses recebem essas miss�es gratuitamente.

"Aos pa�ses que n�o podem pagar os servi�os m�dicos manteremos a ajuda solid�ria, como � o caso do Haiti", disse�o ministro da Sa�de, Roberto Morales.

Entre os 26 pa�ses que pagam, o principal � a Venezuela e com esses recursos "compensamos os gastos em outras na��es" e uma parte se destina a "melhorar a qualidade dos servi�os de sa�de e as condi��es de trabalho dos profissionais do setor", segundo Morales.

Do total pago pelos 26 pa�ses, a maior parte vai para o Estado cubano, que destina parte ao sal�rio e subs�dios do profissional. O governo n�o informa o quanto os m�dicos cubanos recebem em uma miss�o, mas o valor seria superior ao recebido na ilha, onde o sal�rio oscila entre 25 e 41 d�lares mensais.

A Venezuela paga pelo servi�o de 30.000 m�dicos, param�dicos e outros profissionais. Al�m disso, fornece 100.000 barris de petr�leo por dia em condi��es preferenciais (parte � pago em longo prazo com juros baixos).

Este interc�mbio bilateral come�ou h� uma d�cada e contribuiu para a sa�da da ilha da crise econ�mica dos anos 90.

Para favorecer Cuba, Caracas paga os servi�os de acordo com a varia��o do pre�o do petr�leo.

Aproximadamente 135.000 m�dicos e param�dicos cubanos prestaram servi�os em outros pa�ses desde o envio da primeira miss�o ao Chile ap�s o terremoto de 1960.

Em maio, Cuba registrava 38.868 trabalhadores do setor no exterior, entre eles 15.407 m�dicos, segundo Yiliam Jim�nez, diretora da Unidade Central de Coopera��o M�dica.

Em 1999 Cuba criou a Escola Latino-americana de Medicina, que possui 14.263 alunos estrangeiros.

A sa�de, que � gratuita em Cuba, � uma das principais conquistas do governo comunista. O setor recebeu em 2012 16% do or�amento nacional, mas continua afetado pela crise provocada pelo fim da ajuda sovi�tica, que se manifesta na deteriora��o de edif�cios e na escassez de insumos, equipamentos e medicamentos.

"O que compensa � que os m�dicos s�o bons, porque o estado dos hospitais � terr�vel", afirmou � AFP Mar�a, uma dona de casa de 58 anos.

Ap�s a chegada de Fidel Castro ao poder em 1959, e com o fim da sa�de privada, milhares de m�dicos migraram, o que obrigou o governo a priorizar a forma��o.

Com uma popula��o de 11,1 milh�es, a ilha possui 82.065 m�dicos, um para cada 137 habitantes, segundo o Instituto Nacional de Estad�sticas, um recorde mundial que permite a exporta��o.

Ainda sim, os m�dicos est�o entre os profissionais com os piores sal�rios. Um mec�nico ou uma cabeleireira recebem, por exemplo, muito mais.

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