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Atlético Rio Negro Clube (Amazonas)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Image Nota: Não confundir com Atlético Rio Negro Clube (Roraima).
Rio Negro
Image
NomeAtlético Rio Negro Clube (Amazonas)
Alcunhas
expandir lista:
  • Time da Barriga Preta
    Galo da Praça da Saudade
    Galo Gigante do Norte
    Alvinegro Amazonense
    A Raça Mais Forte
    Imortal do Amazonas
    Clube Líder da Cidade
    Negão
    Galão da Massa
Torcedor(a)/Adepto(a)Rionegrino
Barriga-preta
Alvinegro
MascoteGalo
Principal rivalNacional-AM
Fast Clube
São Raimundo-AM
Fundação13 de novembro de 1913 (112 anos)
LocalizaçãoManaus, AM
PresidenteIndefinido
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo

O Atlético Rio Negro Clube (conhecido apenas como Rio Negro, cuja sigla é "ARNC") é um clube poliesportivo brasileiro, sediado em Manaus. Fundado em 13 de novembro de 1913 como “Athletic Rio Negro Club”, mais tarde rebatizado usando a grafia atual, o nome do clube é uma homenagem ao Rio Negro, um dos mais importantes do país. É um dos clubes mais tradicionais e importantes do Estado do Amazonas, no qual se destaca em diversas modalidades esportivas dentre as quais o vôlei e o futebol profissional.[1]

Tem como principal apelido a alcunha de Barriga Preta, em alusão ao seu uniforme principal, que tem a camisa branca com uma faixa horizontal preta, e seu mascote é o Galo, que lhe rendeu outro apelido, o "Galo Gigante do Norte". Seu principal rival no futebol é o Nacional, com quem mantém o maior clássico do futebol amazonense e umas das maiores rivalidades do norte-brasileiro.[2]

Ao longo de sua história no futebol, o Rio Negro possui 16 conquistas do Campeonato Amazonense de Futebol profissional, incluindo um tetracampeonato entre 1987 e 1990.[3] E na poliesportividade, coleciona títulos nas mais diversas modalidades.

História

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Schinda, ainda jovem, idealizador de um dos gigantes do futebol nortista, fundou o Rio Negro para o futebol baré.

Fundação do Rio Negro

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Shinda Uchôa, ainda um jovem de 16 anos, teve a ideia e insistiu com seus amigos para que criassem um clube. A insistência foi tanta, que no dia 13 de Novembro de 1913, às 16h, um grupo de rapazes se reuniu na residência de Manuel Afonso do Nascimento, na Rua Henrique Martins (hoje Lauro Cavalcante) para concretizar a ideia do jovem.[4] Os jovens fizeram neste dia a ata de fundação e no meio da leitura do documento, o momento histórico foi brindado com vinho do porto, bebido em autênticas taças francesas de cristal bacará. Na mesma ocasião, foi realizada uma eleição e o primeiro presidente foi Edgar Lobão. Uchôa foi designado secretário, recebendo também o título de presidente de honra.[1]

O brinde realizado durante o ato de sua fundação recebeu o nome de “Porto de Honra” e passou a se repetir nos aniversários do clube. Das doze taças originais, seis foram recuperadas pelo diretor cultural do clube, Abrahim Baze, que criou um museu para guardar a história do Rio Negro. Três delas são usadas no brinde atual pelo presidente mais duas autoridades escolhidas por ele durante o evento. Na casa onde o clube foi fundado, até pouco tempo atrás funcionou o Banco da Mulher, e de acordo com Abrahim Baze, o prédio ainda conserva a mesma arquitetura do início do século.[1]

Um clube de garotos

O Rio Negro foi idealizado por jovens, todos brasileiros, praticantes do esporte, principalmente do futebol, que ganhava popularidade entre os jovens manauaras. Dentre esses destacam-se:[5]

  • Schinda Uchôa - 16 anos. Depois mudou-se para o Rio de Janeiro. Voltou a Manaus e se tornou presidente de honra.
  • Manol Affonso do Nascimento - Filho dos proprietários da residência onde foi fundado o clube.
  • Edgar Lobão - 19 anos, o mais velho dentre os fundadores e o primeiro presidente.[6]
  • Deoclides de Carvalho Leal - foi atleta de vôlei do Rio Negro, depois chegou a ser vice-governador do estado do Amazonas.
  • Ao todo, haviam 11 pessoas no momento de fundação, podemos citar que estavam também presentes: França Marinho, Raymundo Vieira, Leopoldo Neves, Basílio Falcão, Paulo Nascimento, João Falcão, Ascendino Bastos e Affonso Nogueira.[7]
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Rio Negro, que deu o nome ao clube.

O nome do clube no início tinha a grafia “Athletic Rio Negro Club” o que remetia a muitos clubes de origem inglesa na cidade, hoje em dia a grafia foi aportuguesada para “Atlético Rio Negro Clube”. O nome do clube é uma homenagem clara ao rio do qual Manaus está situada a margem esquerda: o Rio Negro. Na história do clube consta que, no momento da fundação, os jovens que o fundaram estavam na casa que tinha vista para o grande Rio Negro, o que motivou a escolha do nome.

Início no futebol

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De 1914 a 1945

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A primeira competição oficial de futebol disputada pelo Rio Negro foi o torneio da Liga Amazonense de Foot-ball (reconhecido como estadual) em 1914,[8] apesar de já ter disputado muitos jogos. Este foi um campeonato muito ruim para a equipe alvinegra, sendo que neste ano sofreu as duas maiores goleadas da história no Clássico Rio-Nal. O time era formado por jovens ainda inexperientes no Futebol, que era um esporte ainda em crescente no mundo inteiro.[9]

O primeiro título oficial foi a 2ª Divisão do Estadual em 1917.[10] A nível de elite, a primeira conquista veio em 1921, quando conquistou o Campeonato Amazonense, pondo fim ao domínio do Nacional que havia conquistado os 5 últimos. No mesmo ano venceu o Torneio Interno do Dispensário Maçônico (torneio chancelado pela Federação Amazonense de Desportos Atléticos, equivalente a Copa Amazonas) após grande disputa com o Nacional. Por este último recebeu como troféu um escudo de prata. Polidesportivamente, o clube alvinegro já havia sido campeão da Liga de Baseball da Tranways em 1920.[11]

Linhas de Ataque destacadas

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No período o clube barriga-preta teve linhas de ataque muito respeitadas no futebol amazonense: primeiro o "Ataque Demolidor" que foi campeão estadual de 1932, que contava com Ciro, Goiot, Vidinho, Raimundo Bandeira e Ofir Corrêa alternando com Adair Marques (O Príncipe). No ano de 1939 o galo revelava novamente um grandioso ataque, desta vez composto por Babá, Cláudio, Lé, Bezerra e Benjamim que ficaram conhecidos por “Os Granadeiros”.

Primeiro Título em 1921

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O Rio Negro evoluiu rapidamente no futebol. Depois de um início amargo em 1914, o clube passou a brigar pela taça principal do futebol amazonense a partir de 1916. Apesar disso, viu nascer um grande rival que dominou as conquistas naqueles primeiros anos e coube ao "Galo" frear o adversário, conquistando assim seu primeiro título oficial e reconhecido em 1921. Esse adversário é o Nacional, que foi campeão de 1916 a 1920 mas após uma derrota no campeonato de 1921, decidiu por abandonar o campeonato. Tal confronto ocorreu em 1º de Maio (feriado), no Parque Amazonense e o time "barriga-preta" venceu por 4 a 2. Mais tarde outro clube desistiu após uma derrota para o "Galo", o Sporting, após ser goleado por 5 a 0. Os nomes que entraram para a história alvinegra como os primeiros campeões são: Manoelzinho; Mendonça e Santana; Evangelista, Castrinho e Pantaleão; Anízio, Rochinha, Pudico, Hermínio e Luiz Travassos.[12]

1939 - Perdeu nos últimos minutos

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Em 1939 o Galo viveu um drama na reta final do campeonato. O jogo decisivo, no Parque Amazonense, como já era praxe na época, novamente foi contra o Nacional. O Rio Negro liderava a tabela e jogava por um empate, resultado que estava acontecendo até 30 minutos do 2º tempo, quando o juiz Tácito Moura marcou um pênalti para o adversário. Neste instante, o jogador rionegrino Cláudio Coelho, pegou a bola e prendeu a consigo, impedindo a continuação da partida. Com o chegar da noite, o jogo teve de ser suspenso pois o estádio não possuía iluminação.[13]

A decisão foi parar no tribunal, onde foi determinado que os últimos 15 minutos do jogo fossem disputados, iniciando com a cobrança do pênalti a favor do Nacional. O pênalti foi convertido mas não demorou muito e o Rio Negro empatou enquanto os nacionalinos ainda comemoravam, com gol de Joel. O jogo permaneceu assim até que o tempo regulamentar já fosse dado como esgotado, o que daria o título ao time barriga-preta. A torcida já comemorava e se preparava para invadir o campo, quando no "apagar das luzes" o Nacional virou novamente e tirou do Rio Negro um título do qual ele esteve a segundos de conquistar.[13]

De 1945 a 1960

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Em 1945 o clube seria campeão amazonense, após a descoberta de uma irregularidade do Nacional, que perderia pontos de uma partida contra o Olímpico e assim seria ultrapassado pelo time alvinegro. Na comemoração de mais um aniversário, em sua sede, no dia 13 de Novembro de 1945, após a punição ao Nacional, o clube recebeu o presidente da FADA, que apenas por sua palavra afirmou que o Rio Negro era de fato o campeão de 1945. Dias depois o rival recorreu e acabou revertendo a situação.[14]

Depois de uma grande disputa extra-campo, o clube se viu derrotado nos tribunais mesmo após ter o título de campeão entregue em sua sede. A cúpula do clube, que muito elitizada já não via mais o futebol com bons olhos, resolveu tirar o clube dos torneios de futebol da Federação Amazonense de Desportos Atléticos (permaneceu nos quadros da mesma em outras modalidades).[15]

Década de 1960 - Retorno

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Durante o afastamento, segundo Carlos Zamith, era unanimidade em Manaus de que "o futebol amazonense não podia viver sem o Rio Negro" pois sua ausência tirava a emoção e o entusiasmo dos campeonatos e consequentemente afastava o torcedor dos estádios.[15] Em 1959 o político (então deputado estadual) e jornalista Josué Cláudio de Souza tomou a iniciativa de levar à presidência o projeto de retorno do clube ao futebol. O projeto foi aceito, contanto que o futebol passasse a ser autônomo e de responsabilidade de Josué. Este assumiu a responsabilidade e logo montou um elenco para o clube, que passou a disputar jogos em 1960. Em poucos anos, Josué fez do Rio Negro campeão estadual de 1962 e 1965.[16]

1962 e o "Time de Heróis"

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Em 1962, no turno de classificação, o "galo" fez uma campanha mediana, se classificando em 4º lugar dentre 5 vagas. A fase final do campeonato foi disputada em Pentagonal (com cinco clubes) que se encerrou apenas em Janeiro de 1963. Coincidiu de Rio Negro e Nacional serem os únicos com chance de título na rodada de confronto direto, onde quem vencesse levaria a taça. A partida decisiva aconteceu em 12 de Janeiro de 1963, um dia antes do aniversário de 50 anos do clube azulino.

A final foi disputada no Parque Amazonense, com bom público. No primeiro tempo o jogo decorria em equilíbrio até que o juiz expulsou o jogador Lacinha, do Nacional. Eis que se iniciou um tumulto, envolvendo inclusive o governador do estado, Plínio Coelho, que também era presidente do Nacional. Coelho ameaçou que tiraria o time de campo por considerar a expulsão injusta. Logo depois, em um consenso geral inesperado (inclusive dos dirigentes do Rio Negro) o árbitro Dorval Medeiros jogou as regras do futebol para o alto, e permitiu que o jogador expulso fosse substituído. E assim se encerrou o primeiro tempo. [17]

No segundo tempo os dois times voltaram com mais ímpeto e o "alvinegro" abriu o placar logos aos 4 minutos com gol de Thomaz. Aos 12, nova confusão, e desta vez o árbitro faz sinal de expulsar o defensor rionegrino Catita mas novamente volta atrás, porque Catita permaneceu em campo como se nada tivesse acontecido. Aos 26 após confusão na área, o Nacional empata, com Jayme Basílio, e outra confusão por conta das trocas de pontapés antes do empate. A luta seguiu empatada até que aos 35 minuto, Dermílson, que vinha se destacando na partida, marcou o gol da vitória.[18] A torcida barriga-preta ficou eufórica, já que estavam odiosas do rival pelo fato do galo ter se afastado durante tanto tempo, carregando os campeões e seguindo de pés rumo à sede do clube na Praça da Saudade, onde já eram aguardados por uma multidão. No outro dia os jornais diziam "Rio Negro: campeão de fato e de direito"[19]

Os jogadores campeões foram chamados de heróis, sendo eles: Chicão (que foi trocado por Pedro Brasil), Bololô e Mário; Fernando, Catita e Eudóxio; Horácio, Thomaz, Airton, Dermílson e Orlando Rabelo; No banco estavam Aderson, Luiz, Gravata, Marcondes, Rodrigo, Machado e Ismaelino; Técnico: Cláudio Coelho[18]

Ainda em 1962 o Rio Negro fez uma excursão pelo Pará e Maranhão, fez um total de 6 jogos, saindo invicto, sendo que os resultados dos quais se tem conhecimento são: 2x2 Paysandu em Belém e 2x1 no Sampaio Corrêa no Maranhão.

1964: A profissionalização

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Em 1964 instaurou-se em Manaus o profissionalismo no futebol amazonense, e naquele ano o Rio Negro ficou apenas em 5º lugar, porém o campeonato foi um dos mais competitivos até então. Dos seus jogadores, apenas o goleiro Clovis "Aranha-negra" foi relacionado pela mídia esportiva para a Seleção do Campeonato Amazonense daquele ano.

O grande campeão de 1965

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A estreia do "Galo" foi contra o Fast Clube no Parque Amazonense. O ápice deste campeonato foi a goleada de 7 a 2 que o time alvinegro impôs ao grande rival, que por muitos anos foi a maior goleada no clássico. A partida foi realizada em 22 de Agosto de 1965, ainda pelo primeiro turno e teve gols de Sabá "Burro-preto" (2), Nonato, Thomaz "Passa-fome" (2) e Ademir (2). Com este resultado o Rio Negro estava classificado à final do Campeonato Amazonense e o Nacional na lanterna do turno, o que fez a sua torcida comemorar em dobro a goleada sobre o Nacional que acabara em último na classificação do turno. Os torcedores Barrigas-Pretas desceram a antiga Rua Belém rumo a Praça da saudade cantarolando:[20]

-É freguês, É freguês, seremos campeões

Os times para este jogo:[20]

  • Rio Negro – Clovis, Valdér, Edson Ângelo (estreante), Catita e Damasceno; Ademir e Rubens; Nonato, Thomaz, Sabá Burro Preto (estreante) e Horácio.
  • Nacional – Marcus (Chicão), Téo, Russo, Jayme Basílio e Vivaldo; Hugo e Ribas; Maneca, Dernilson, Holanda e Quisso (Lacinha).

No segundo turno o time rionegrino lutou bravamente mas foi superado pelo Fast Clube. Apesar disso, venceu novamente o Nacional, desta vez por 3x2, deixando novamente o rival na lanterna.[21]

No terceiro turno, o time barriga-preta caiu de produção e acabou ficando com a lanterna. Fechou o turno contra o Nacional e desta vez foi ele o goleado, perdendo o confronto por 5x2. Desta vez o rival se deu melhor, se candidatando ao título do 3º turno, e o galo ficando com a lanterna.[22] A queda de produção gerou apreensão entre a torcida e os dirigentes, que viam o grande rival em melhor momento.

O triangular final

O triangular decisivo iniciou em 23 de Janeiro, com uma vitória do Nacional por 1x0 sobre o Fast Clube, resultado que obrigava o Rio Negro a vencer o mesmo adversário para que chegasse à rodada final com chances iguais de título.[23] Em 31 do mesmo mês o Rio Negro bateu o Fast Clube pelo mesmo placar (1x0) e assim levou a decisão estadual para o último confronto, em pé de igualdade.[24]

Na rodada final do triangular nenhum dos dois clubes teria vantagem e com isso, em caso de empate, uma nova partida seria realizada.[24] A partida final foi realizada em 6 de Fevereiro, no Parque Amazonense e começou com gol do adversário, que abriu o placar com Luizinho. Ainda no primeiro tempo o Galo virou com gols de Sabá e Ademir (de pênalti). No segundo tempo, aos 15 minutos, novamente Sabá marca, ampliando para 3x1; logo depois Horácio marca o 4º e fecha a contagem. Dado o apito final festejou a torcida barriga-preta o 2º título sobre o rival desde o retorno ao futebol.[25]

O time do Rio Negro nesta final foi:[25]

  • Clóvis(goleiro), Valdér, Edson Ângelo, Catita e Damasceno; Ademir e Rubens; Nonato, Sabá Burro Preto, Thomaz e Horácio.

Este jogo foi considerado a melhor do galo naquele campeonato, primeiro o Nacional teve o jogador Jayme Basílio expulso, porém, pouco depois, já no segundo tempo o Rio Negro perdeu o zagueiro Catita, mas o dia era rionegrino: o Nacional teve um pênalti marcado a seu favor e este foi cobrado por Téo, porém Clóvis defendeu a cobrança. O técnico ainda era o grande ídolo da torcida Cláudio Coelho que dirigiu o clube também no título de 1962. O jogador Sabá "Burro-Preto" que chegou ao clube para o segundo turno terminou o campeonato como artilheiro isolado, fazendo 12 gols em 10 partidas, e o vice-artilheiro, foi o também rionegrino Thomaz "Passa-fome".

1966 - Estreia Nacional

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Em 1966 estreou em competições nacionais oficiais, representando o Amazonas na Taça Brasil de Futebol de 1966, pela qual enfrentou o Paysandu de Belém do Pará. Antes de viajar para a capital paraense o clube se dedicou a um amistoso arrumado em última hora contra o Flamengo onde sofreu uma grande derrota.[26] O clube enfrentava uma série de problemas com o elenco e até mesmo Sabá "Burro Preto" que era o grande nome do time, se contundiu atuando contra o clube carioca. Acabou eliminado com duas derrotas para o clube paraense.[27]

Década de 1970

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Na década de 70 o futebol rionegrino viveu altos e baixos. Em 1970, ainda lutava pelo título disputado em pontos corridos quando perdeu para o Fast Clube e viu o rival ser campeão.[28] Ainda neste ano fez sua única participação no Torneio Norte-Nordeste, onde venceu 1 jogo (2x0 Clube do Remo), empatou 2 e perdeu 2.

Em 1971 caiu ainda no turno classificatório, ao lado do Sul América, após derrota no confronto direto com o América por 2x0.[29] Mais tarde, como prêmio de consolação foi campeão do Torneio Pentagonal, finalizando o torneio vencendo o Nacional por 1x0.[30] Considerando que a temporada não decorreu conforme o esperado, o clube reestruturou o elenco para 1972.[31] Apesar dos esforços, em 72 a situação não evoluiu e apesar de o time barriga-preta ter brigado pelo título do 1º turno, no 2º decaiu e não foi para a final.

Em 1973, fez o oposto do que vinha acontecendo nos últimos anos, foi mal no turno e melhorou no returno, do qual acabou campeão. Na final era o grande favorito mas perdeu o título para a zebra Rodoviária, em dois jogos onde foi total ataque do Rio Negro.[32] Em 74, fez uma campanha regular mas não foi forte o suficiente para evitar um título do grande rival Nacional.[33] Neste ano, com os investimentos do empresário Ézio Ferreira (que havia saido do Fast Clube) em seu departamento de futebol, mudou de patamar. Ézio pediu apoio de Flaviano Limongi, então presidente da Federação Amazonense de Futebol, assim como do governador João Valter de Andrade, para "conquistar" uma vaga para o "Galo" no Campeonato Brasileiro de Futebol. A vaga veio, então, Ézio logo trouxe Denilson (vindo do Fluminense) e praticamente um time inteiro do seu ex-clube, o Fast Clube. Para comandar a equipe, veio o técnico Décio Leal.[34] Estreou empatando em Natal com o América-RN, em 26 de Agosto. Durante a competição o clube enfrentou 28 equipes. Obteve 7 vitórias, 10 empates e 11 derrotas, marcou 20 gols e sofreu 2. As sete vitórias: 1x0 Santa Cruz (primeira vitória), 1x0 de visitante contra a Desportiva Ferroviária, 1x0 Goiás, 1x0 Ceará, 1x0 Náutico, 5x0 e 1x0 no Sergipe.

Campeão do Norte e vice do Norte-Nordeste

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Ainda em 73, embutido no Campeonato Brasileiro foi disputada a Taça Norte-Nordeste Almir de Albuquerque, sendo que para esta eram contados apenas os pontos dos confrontos entre os clubes das duas Regiões, sendo por pontos corridos, onde o maior pontuador final seria consagrado o campeão.[35] A estreia do Rio Negro foi justamente contra o clube que viria a conquistar o troféu, o América-RN:

Na última rodada valida pelo Torneio o América de Natal fechou com um ponto a frente do galo, resultado que poderia ser revertido caso o "alvinegro" vencesse o Clube do Remo de Belém, no Pará, mas como registrado nos meios de comunicação mais expressivos da época, a rivalidade entre as torcidas e clubes de Manaus e Belém era grande e o clube paraense dificultaria as coisas. O resultado foi a vitória remista pelo placar de 1 a 0, sendo que o "Galo" teve dois jogadores expulsos, o que dificultou o seu jogo. Apesar de não ter ganho a grande disputa a parte, o Rio Negro ficou com o título de Campeão do Norte. A derrota pro Clube do Remo foi a única do clube em sete partidas válidas pelo torneio, enfrentado clubes das regiões Norte e Nordeste. O jogo decisivo:

Times da partida decisiva:

  • Clube do Remo: Dico, Rui, Mendes, Cuca e Augusto; Elias(Nena), Tito, Caíto(Sérgio Pinheiro), Amaral, Alcino e Alberto. Técnico: Paulo Amaral.
  • Rio Negro: Borrachinha, Biluca, Zé Carlos, Pedro Hamilton e Almir; Denilson, Jorge Cuíca, Nilson, Toninho(Osmar), Mário(Zezinho) e Zé Claúdio.

1975 - campeonato emocionante e fim do jejum

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Flamula ao Campeonato de 1975

Em 1975 o Rio Negro completava 10 anos sem conquistar o Campeonato Amazonense de Futebol, neste período somou três vice-campeonatos, sendo o mais dolorido o do campeonato de 1973, onde era considerado franco favorito mas acabou perdendo o título para a Rodoviária. O jejum incomodava, ainda mais quando se via os maiores rivais Nacional e Fast Clube dominando a competição.

O "Galo" estreou em 9 de Março enfrentando o América, no Estádio Vivaldo Lima e com apoio de 3.171 pagantes o time alvinegro venceu o adversário pelo placar de 3 a 0 (gols de Almir, Orange e César).[36] Naquele ano a Taça Amazonas foi incorporada o estadual e valeu como primeiro turno. O Rio Negro esteve em pé de igualdade com o rival Nacional até a última rodada deste turno, onde se enfrentaram e os alvinegros acabaram derrotados por 2 a 0.

Depois, veio a disputa do "2º turno". Nessa fase do campeonato o Rio Negro voltou à sua briga particular com o Nacional pelo primeiro posto da tabela. Empates indigestos com São Raimundo[38] e Fast Clube[39] acabaram o colocando 2 pontos atrás do Nacional, o qual enfrentou na última rodada do turno buscando uma vitória para forçar um jogo desempate. O "jogo decisivo" era complicado, uma vez que o "Galo" enfrentaria um adversário que estava invicto há 9 jogos, cujo goleiro estava 810 minutos sem tomar gols. Num jogo bastante equilibrado, onde saiu atrás no placar, o Rio Negro venceu por 2 a 1, igualando os 8 pontos do Nacional, forçando assim o jogo desempate.[40]

O jogo desempate ou "tira-teima" valendo o título do 2º turno foi realizado uma semana depois, na tarde do dia 15 de Junho, um domingo. Apesar da vitória recente, nenhum favoritismo era conferido ao Galo, assim como também não era a seu rival. Desta vez o "Negão" não correspondeu à expectativa de sua torcida e acabou derrotado por 1 a 0, sem oferecer qualquer risco ao adversário. O ponto alto desta partida foi o recorde de renda e de público de até então, entre clubes, com 35.136 pagantes.[42]

Após nova derrota em jogo decisivo de turno, perdendo os dois primeiros para o Nacional, caberia ao Rio Negro vencer o 3º turno ou ficar mais uma temporada sem título. Em 5 jogos do clube, a média de público chegou a incríveis 10 mil torcedores por partida. Desta vez, o "negão" chegou à última rodada com 1 ponto de vantagem sobre o Nacional, bastando então um empate para ser campeão do turno. Em jogo bastante disputado, o Rio Negro vencia a partida até os 42 minutos do 2º tempo, quando Bibi empatou para o Nacional. O empate deu ao Rio Negro o título do 3º turno e o garantiu na final.[43]

Por ter vencido os dois primeiros turnos, o Nacional entrava na decisão com a vantagem de 2 pontos, ou seja: caso vencesse ou empatasse a primeira partida, seria campeão sem necessidade de disputar o 2º jogo. Ao "Galo" caberia a obrigação de vencer a primeira partida para garantir o 2º jogo onde nenhum dos dois teria qualquer vantagem.[44]

1º Jogo da Final

A primeira partida foi realizada na tarde de 10 de Agosto, um domingo. Em grande desvantagem num jogo onde apenas a vitória lhe interessava, o Rio Negro viu a situação piorar quando o Nacional saiu a frente, aos 38 minutos do 1º tempo, com Serginho. No 2º tempo o "Galo" reagiu para buscar o resultado, e os gols foram saindo: Jorge Nobre, aos 7; Davi, aos 17; Jorge Nobre novamente, aos 25 e Zé Cláudio, aos 30. Assim, uma estrondosa goleada garantiu o Rio Negro no 2º jogo da final.[45]

2º jogo da Final

Para este jogo, a Federação Amazonense de Futebol encareceu absurdamente os ingressos, visando lucrar mais, o que diminuiu bastante o público pagante, como já vinha ocorrendo nos clássicos mais recentes. O jogo, que deveria iniciar às 21 horas da quarta-feira (13 de Agosto), começou meia-hora depois. Logo no 1º minuto, um susto para a torcida alvinegra: o Nacional abriu o placar com o lateral Jorge Luiz. O jogo seguiu bastante estudado e equilibrado, com o Rio Negro chegando ao empate aos 30 minutos ainda do 1º tempo, com Jorge Nobre. O 1 a 1 prosseguiu até o fim do tempo regulamentar, levando a partida para a prorrogação, onde o empate novamente persistiu e levou a decisão para a disputa de pênaltis. Já era mais de meia-noite quando as cobranças alternadas iniciaram, com Lauro convertendo a 1ª para o "Galo", em seguida Iane defendeu a cobrança de Bibi, colocando o alvinegro na frente. Iane se tornaria o grande nome da decisão defendendo mais duas cobranças, inclusive a última, batida por Amaury, o goleiro adversário, fechando a disputa de pênaltis em 3 a 2 em favor do "Galo", que se consagrou campeão amazonense da "maior final" em tempo disputado da história do futebol amazonense.[46]

  • 13 de Agosto de 1975 - Rio Negro 1x1 (3x2) Nacional - Estádio Vivaldo Lima, Manaus (28.202 pagantes)[46]
  • Rio Negro: Iane. Lauro, Pogito. Paulo Roberto, Vanderlei (Toninho), Lopes, Claudio, Sidnei (Orange, depois Nilson), Jorge Nobre, Davi e Reis,
  • Nacional: Amauri, Antenor. Renato, Fausto; Jorge Luis, Jorginho, Rolinha (Torrado); Roberto, Serginho, Bibi e Nilson

Outro afastamento em 1977

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O ano de 1977 se mostrou complicado, primeiro a Rodoviária pediu licenciamento para cuidar de seu patrimônio. Não se deu muita importância uma vez que o clube atuou maior parte de sua vida esportiva no amadorismo. Porem, a situação se complicou quando Manoel Bastos Lira, presidente do Rio Negro, resolveu cumprir o que anunciou em 25 de Janeiro, enviando oficio para a Federação Amazonense de Futebol exigindo o licenciamento do clube por tempo indeterminado. Lira era parte de um grupo de sócios que via o futebol profissional com maus olhos e sonhava com o clube vivendo apenas da sua razão social. A gota d'água foi a saída de Ézio Ferreira, em novembro de 1976, este que assumiu a presidência do clube e vinha mantendo o futebol profissional do "Galo" a custo próprio. Por outro lado, sem Rio Negro e Rodoviária o Campeonato Amazonense de Futebol passaria a contar com apenas cinco clubes, abaixo do exigido pelo extinto Conselho Nacional de Desportos (CND) que estipulava um número mínimo de seis clubes participantes. A saída para a federação foi a profissionalização do então campeão amazonense de futebol amador, o Libermorro.[47]

Com a saída de Ézio Fereira, assumiu Manoel Bastos Lira, um defensor de que o futebol profissional deveria ser autônomo e autossustentável. Alguns dirigentes tentaram "salvar a pátria" como foi o caso de Enoch Bezerra, remanescente da gestão de Ézio. Bezerra planejou e orçamentou a temporada, levando até Lira uma proposta, de quem ouviu "Tudo muito bonito, Enoch, mas quem é que arca com a responsabilidade?". Bezerra respondeu "Ora, nós! A diretôria!" Diante da afirmação de Enoch, Lira completou dizendo "Nada disso! Quem quiser tomar conta do futebol do Rio Negro, que é um departamento autônomo, vai ter que assinar um termo de compromisso com a diretoria, responsabilizar-se por tudo! O dinheiro do futebol será tirado do futebol, e o clube não tirará um tostão da parte social ou patrimonial para socorrer o profissionalismo!". Com tal afirmação, Enoch Bezerra desistiu da ideia.[47]

Outro que tentou salvar o futebol foi José Sabóia do Nascimento que em ocasião de uma reunião para cerca de 45 pessoas falou "Chamei-os aqui porque foi minha família que fundou o Rio Negro. E o futebol sempre foi uma tradição do Rio Negro, não quero o Rio Negro fora do futebol!". Apesar de ser considerado um homem de poder financeiro, Nascimento também indicou que não colocaria dinheiro próprio no futebol do clube. Ainda assim, Lira lhe deu o cargo de vice-presidente de futebol, exigindo um plano de gestão. Nascimento então apresentou a Lira um orçamento com grande déficit, do qual se eximiu de pagar. Lira também isentou a si e ao clube de tais despesas, logo em seguida demitindo Nascimento do cargo que lhe fora confiado. Com isso, o Rio Negro estava consumadamente fora do futebol por tempo indeterminado.[47]

Na edição de 1º de Julho de 1977 da Revista Placar, numa pequena nota referente ao futebol amazonense, o repórter diz que "Com a saída do Rio Negro, o futebol amazonense morreu, só falta deitar!"[48]

O retorno em 1979

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Em Janeiro de 1979, o clube já estava afastado por dois anos e caminhava para um terceiro. Vendo isso, formou-se um grupo com cerca de 20 homens, dos quais podemos citar Flaviano Limoingi, ex-presidente da Federação Amazonense de Futebol e o radialista Arnaldo Santos. O grupo propôs assumir todo o gasto com futebol profissional do clube e a ideia só foi aceita pelo Conselho Deliberativo após assinatura de um contrato em cartório, onde o clube foi eximido de qualquer custo com este departamento. Assim, caiu então por terra o desejo e agrado de vários dirigentes e sócios de ter o clube para sempre fora do futebol. Quando a notícia se tornou pública, torcedores que aguardavam na porta da sede do clube causaram um grande alvoroço e fizeram um verdadeiro carnaval em Manaus, e todos tinham uma única coisa na cabeça: impedir o Tetracampeonato do Nacional.[49]

Década de 1980

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No período de 1980 a 1989 o "Galo esporão de ouro" viveu grande fase, conquistando 4 títulos estaduais e brigando pelo título em 9 edições. Iniciou a conquista do seu inédito tetracampeonato, que se completou em 1990. Na época, a rivalidade com o Nacional se acirrou, com os dois disputando 8 decisões, em três delas o Rio Negro saiu campeão.

Em 1980 se qualificou ao grande Triangular Final do Estadual ao lado de Fast Clube e Nacional. Apesar de vencer suas duas partidas viu o Nacional ser campeão por ter mais pontos bônus, acumulados no decorrer das fases.

Em 1981, após ter um primeiro turno apenas mediano, abandonou a competição e não disputou o segundo. Depois, disputou a Taça de Prata (2º nível do Futebol Brasileiro na época) e, apesar de um bom início com duas vitórias, viu a campanha desandar e acabou em má posição.

1982 - grande conquista

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Em 1982 nova direção de futebol assumiu no Rio Negro e com isso houve grande reformulação. O novo gerente de futebol, Dissica Valério, trouxe jogadores conhecidos no cenário nacional como o zagueiro Darinta, o goleiro Tobias, e Patrulheiro, atleta com grande destaque no futebol nortista. Além disso, naquele ano foi revelado para o país o jovem Berg, que veio a ter destaque na Taça Ouro, em 1983.[50]

O alvinegro ganhou o primeiro turno e o segundo. Na rodada decisiva do 2º turno aconteceu o famoso W.O., comentado em toda a Manaus, onde o Nacional não se apresentou para a disputa da partida decisiva no Estádio Ismael Benigno. O Nacional já havia avisado que não compareceria ao estádio por questões extra-campo envolvendo datas. Nada tendo a perder com isso, o elenco rionegrino entrou em campo, e após isso o árbitro aguardou pelo Nacional o tempo estipulado em regulamento e, ao constatar o não comparecimento do time azulino, declarou a partida por encerrada com vitória barriga-preta por W.O. O time que entrou em campo na Colina e foi titular em grande parte do Campeonato foi o seguinte: Tobias, Jair, Marcão, Darinta e Tonho; Dalmo, Patrulheiro e Berg; Pedrinho, Alcindo (Índio) e Tiquinho; técnico Ivam Gradim. Ainda faziam parte do elenco: Beto (Goleiro), Zelito, Jaime, Charligton, Renato, Adãozinho, Índio Carioca, Toninho, Bosco e Aarão (este jogou apenas 45 minutos no campeonato).[51]

Com uma campanha implacável, o Galo venceu 14 das 17 partidas que disputou, empatou 2 e perdeu apenas 1. O artilheiro do campeonato foi o centroavante Índio (Everaldino Oliveira dos Santos) com 9 gols com a camisa alvinegra.[51]

A principal causa da grande polêmica de 1982 foi a própria FAF, que marcando a final para 25 de Novembro resolveu adiar para uma semana depois, isso sem consultar as partes envolvidas, o Rio Negro foi contrário a mudança e entrou com liminar na justiça para ser mantida a primeira data. Ai, o Nacional, que não gostou na manutenção, anunciou publicamente que não disputaria a partida caso fosse em 25 de Novembro. O Nacional foi à justiça e por isso o campeão estadual só foi homologado em 1984, quando o Rio Negro venceu a causa.[51][52]

De 1983 a 1986 o Rio Negro amargou quatro vice-campeonatos, sendo que em dois desses, tinha o favoritismo e foi o clube que fez mais investimento.


De 1987 à 1990 - O tetracampeonato

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De 1987 a 1990 o Rio Negro conquistou sua primeira e até hoje única grande sequência de títulos do campeonato amazonense de futebol, é um dos três únicos clubes com sequência igual ou superior de títulos. Nesses anos o galo contou com grandes nomes que tirou jogadores de destaque do eterno rival (Tojal, Paulo Galvão, Marinho Macapá e Luís Florêncio, todos grandes ídolos do rival) e também formou seus ídolos como Luís Roberto e Kleber Brito (campeões nas quatro oportunidades), Bismark (que marcou o gol do tetra, em 1990), Fernandinho, Jason (mais tarde com moderado destaque no Atlético-MG fazendo o gol do título mineiro de 88), João Carlos Cavalo e outros.

Título de 87

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Em 1987 pôs fim à hegemonia de quatro anos que vinha sendo mantida pelo Nacional. Na Final venceu as duas partidas, a primeira por 2x1 (gols de Jason e Carlinhos Maracaña; a segunda por 1x0 (gol de Rildo).[53]

  • Time do 2º jogo da final: Luis Roberto, Paulo Verdan, Renato (Marinho Macapá), Paulo Galvão e Luis Florêncio; Kleber, Fernandinho e Jorginho; Robertinho (Carlinhos Maracanã), Tonho e Rildo.[53]

Também receberam a faixa de campeão os jogadores Beto , Marcão, Lindomar, Everton, João Francisco, Flávio, Pesado e Ari. Os três principais artilheiros do campeonato eram do elenco barriga-preta: Jason (19 gols), Curió (12 gols) e Rildo (10 gols). Dos jogadores que faziam parte do time rionegrino, os atletas Paulo Galvão, Marinho Macapá, Fernandinho, Luis Florêncio e Jason foram tirados do Nacional.[53]

Década de 1990

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O clube conquistou o tetracampeonato consecutivo em 1990, considerado o auge de sua força no futebol local. Depois disso, o clube passou a viver dificuldades no futebol profissional e até em outras modalidades, das quais se afastou por longos anos. Na década, esteve ausente dos estaduais de 1991, 94 e 97. Apesar disso, quando esteve em campo, o clube brigou pelo título, conseguindo ser vice-campeão em 1992, 96, 98 e 99, além do 3º lugar em 1993. Sua torcida se afastou gradualmente dos estádios, apesar de em 1999 ter tido o recorde absoluto de público do estadual, na final contra o São Raimundo. O Rio Negro fechou a década de 1990 com regular campanha na Série C do Campeonato Brasileiro de 1999, sendo eliminado pelo Figueirense.

Década de 2000 - Os piores anos

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O que já estava ruim, piorou nos anos 2000. Em 2001 o clube conquistou seu último estadual, depois de 11 anos de jejum. E em 2003, na sua última final, acabou como vice-campeão. Num dos últimos atos de grandeza, foi 3º colocado no estadual de 2006,[54] conquistando vaga para o Campeonato Brasileiro de Futebol - Série C daquela temporada, onde chegou entre os 16 melhores. A campanha a nível nacional foi um divisor de águas para o clube, que a partir de 2007 alegou enfrentar grave crise financeira que trouxe as piores participações do clube em estaduais, que resultaram em diversos rebaixamentos. Apesar da crise, o clube manteve-se disputando as competições profissionais, apesar de em 2009 ter sido especulado que o departamento de futebol profissional seria fechado.

Décadas de 2010 e 2020

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O "Negão" começou a década novamente disputando a Segunda Divisão, em 2010. Nela, o time alvinegro conquistou o acesso mas foi vice-campeão ao ser derrotado na final pelo Operário, nos pênaltis (3 a 3 e 0 a 0 no tempo normal e 4 a 5 nos pênaltis).[55] De volta à Primeira Divisão, em 2011 o Rio Negro anunciou parceria com o empresário Robson Ouro Preto, cujas principais contratações foram do aposentado Mário Jardel e do técnico português Paulo Morgado. Depois de algumas rodadas, Mário Jardel abandonou o projeto sem sequer ter estreado e pouco depois, Paulo Morgado também saiu, para assumir o comando técnico do Fast Clube. Apesar das adversidades, o clube conseguiu sua melhor campanha em anos, um modesto 6º lugar.[56]

Em 2012 o clube novamente montou uma equipe que no papel era insuficiente para buscar grandes objetivos. Perdeu as 3 primeiras partidas e só foi vencer na 4ª rodada. O clube contratou Iane Geber como técnico na reta final do 1º turno e este deu novo gás à equipe e de maneira surpreendente levou o Rio Negro para a fase Semifinal do 2º turno, onde enfrentou a forte equipe do Fast Clube e após dois empates em 0 a 0, foi eliminado na disputa de pênaltis por 1 a 3.[57] Em 2013, ainda com uma grande crise interna, faltou a garra de 2012 e no ano de seu centenário o clube foi rebaixado.[58] O então presidente Thales Verçosa, figura oriunda do vôlei, alegou que até sua posse, o clube devia cerca de R$4 milhões mas que teria diminuído 400 mil deste montante.[59]

Em 2014 jogando a Segunda Divisão, novamente conquistou o acesso mas voltou a perder o título para o Operário após derrota por 3 a 1.[60] No retorno à elite, em 2015, montou seu time base com jogadores das categorias de base e de origem no futebol amador, com folha salarial estimada em modestos R$30 mil.[61] Como esperado, fez nova campanha ruim, ficando em penúltimo lugar, só não sendo rebaixado por conta da dissolução da Segunda Divisão que passou 2 anos sem ser disputada em benefício de uma unificação com a primeira.[62]

2016 - o golpe de Henrique Barbosa

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Em 2016 o "Galo" começava mais uma temporada sem grandes ambições, por conta das suas dividas. No período de preparação pro Campeonato Amazonense de Futebol de 2016 o então presidente Thalles Verçosa anunciou uma parceria que até então era vista com vislumbre pelos torcedores, nela o departamento de futebol foi assumido pela empresa Excellence Football gerida por Henrique Barbosa que logo anunciou a contratação do ex-jogador Dodô como técnico,[63] além de jogadores como o atacante Abuda (com passagem pelo Vasco da Gama e Alan Bahia (com passagem pelo Atlético Paranaense).[64] Tudo parecia muito grande perante a situação financeira do clube e logo a realidade chegou: sem ao menos estrear como técnico, Dodô pediu demissão e saiu acusando a falta de estrutura e o atraso nos salários. O ex-jogador e agora ex-técnico do Rio Negro disse em entrevistas que o que foi oferecido não era nem o básico para a prática de futebol profissional.[65]

Assim que chegou em Manaus apresentando o "projeto ambicioso" em conjunto com o Rio Negro, Henrique Barbosa foi alvo de matérias jornalísticas que denunciavam uma má imagem do gerente de futebol em outros estados. Utilizando outras razões sociais, Henrique já teria tentado entrar no Amazonas ao solicitar parceria com o São Raimundo e também com o Fast Clube, onde o mesmo chegou a inserir em cláusula que a sua empresa teria direito a parte de possíveis cotas financeiras que os clubes recebessem.[64] O presidente Thalles Verçosa chegou a admitir que fechou a parceria sem investigar a outra parte, quando a imprensa local levandou a "ficha" do empresário.[66] Após a saída de Dodô, diretores do clube, evitando falar dos problemas encontrados, chegaram a acusar o ex-jogador de "estrelismo" e que o mesmo deu como principal causa da sua saída a não confiança na empresa que estava gerindo o departamento de futebol, apontando ainda que os empresários responsáveis não possuíam dinheiro ao menos para comprar passagens de atletas.[65] Pouco tempo depois, Henrique Barbosa foi para São Paulo alegando que sofrera um infarto e abandonou o clube com suas pendências e dividas, de acordo com o presidente Thalles "dessa vez não conseguiram levar nada" mas após o termino do estadual ele admitiu "Fomos enganados".

A boa campanha no estadual

Após a saída de Dodô o comando técnico passou para as mãos de Aderbal Lana, que apesar das dificuldades conseguiu levar o time as semifinais do Campeonato Amazonense. O clube contava com o futebol de veteranos de algum renome nacional como Abuda e Alan Bahia,[67] além de jogadores de rodagem local. Num campeonato longo, o "Galo" garantiu sua classificação para as Semifinais na última rodada da fase regular, ao bater o Fast Clube por 1 a 0.[68] O mesmo Fast Clube seria o adversário da Semifinal, disputada em jogo único onde o "Alvinegro" buscaria disputar a final depois de 13 anos. A partida foi realizada na Arena da Amazônia e terminou empatada em 1 a 1 no tempo normal, seguindo para a prorrogação, onde o adversário fez o 2º gol e garantiu sua classificação.[69] O 4º lugar geral foi a melhor campanha do Rio Negro desde o estadual de 2006.

Novas campanhas regulares em 2017 e 18

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As projeções para o Rio Negro em 2017 foram mais otimistas. O então vereador William Abreu (um dos fundadores do Amazonas) assumiu o departamento de futebol[70] e trouxe para o clube nomes conhecidos como o técnico Aderbal Lana e os jogadores Leonardo e Cristiano, alguns dos destaques do rival Nacional. O início foi avassalador, conquistando simbolicamente o primeiro turno do estadual e nesse percurso acabando com o tabu de 11 anos sem vencer o Nacional. Como costumava fazer em seus trabalhos mais recentes, Lana saiu no decorrer do campeonato, e para seu lugar foi contratado Alemão, que "perdeu a mão" e acabou perdendo a vaga na Semifinal. O clube que tinha uma campanha impecável acabou perdendo pontos importantes e saiu do G4 na última rodada ao perder em Itacoatiara para o Penarol. Ao contrário de 2016 onde ficou em 4º lugar, o 5º lugar geral em 2017 surpreendeu de forma negativa, uma vez que o "Galo" foi apontado durante parte do campeonato como um dos favoritos ao título.[71]

Em 2018, num Campeonato Estadual completamente desorganizado, o clube conseguiu regular destaque, sendo semifinalista dos dois turnos. No 1º turno, eliminou nas Quartas de Final a forte equipe do Princesa, sendo eliminado na Semifinal pelo Fast Clube. No 2º turno, eliminou o Nacional nas Quartas de Final, mas acabou sendo eliminado novamente na Semifinal, desta vez pelo Princesa. No geral, voltou a ficar em 4º lugar da competição, entre 8 participantes.

O inesperado rebaixamento em 2019 e três anos de Segunda Divisão

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A falta de vitórias nos 5 primeiros jogos dos 7 do 1º turno de 2019 já mostravam que a campanha do clube não teria a mesma força dos 3 anos anteriores. Apesar disso, os resultados não eram tão preocupantes, uma vez que Iranduba e Sul América despontavam como os mais fracos. No 2º turno o quadro parecia se manter quando o Rio Negro venceu o Iranduba, na 3ª rodada, abrindo uma boa diferença de pontos. Porem, o improvável ocorreu e o Iranduba reagiu, chegando à última rodada apenas 2 pontos atrás do "Galo" e podendo ultrapassa-lo. O time barriga-preta teve o Nacional pela frente, enquanto o Iranduba enfrentou o Princesa. Os dois enfrentaram clubes que brigavam no pelotão da frente, mas o Iranduba novamente surpreendeu e venceu o Princesa, enquanto o "Galo" levou goleada de 5 a 0, culminando em um novo rebaixamento.

Após isso, o clube passou o seu maior período longe da Primeira Divisão sem estar licenciado, ficando três anos ausente na elite estadual. Em 2020, longe de ter uma campanha brilhante, caiu na fase semifinal, que decidiria o acesso, diante do Clíper.[72] Em 2021 outra campanha fraca, porem agora coroada pelo amadorismo de seus dirigentes, o clube tinha seu departamento de futebol administrado por Neto Jacaré e foi eliminado no "tapetão" por conta de duas escalações irregulares, perdeu 10 pontos e acabou em último lugar.[73] A volta por cima veio apenas em 2022, com o título da categoria, numa competição onde sobrou em campo.[74]

2022 - Campeão da Segunda Divisão

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Em 2022 o Rio Negro completava sua terceira temporada na Segunda Divisão. O clube então teve seu departamento de futebol assumido por jovens torcedores. O trabalho deu frutos e o clube acabou o Campeonato Amazonense de Futebol de 2022 - Segunda Divisão como campeão com 100% de aproveitamento. Na primeira fase o "Galo" teve de longe a melhor campanha, vencendo os 8 jogos. Depois, na Semifinal, foi impiedoso ao eliminar o RB do Norte com vitórias de 6 a 0 e 4 a 1, assim garantindo seu retorno à elite estadual. Na final, entrentou o Parintins e novamente mostrou superioridade ao vencer por 3 a 1 e assim garantir também o título da competição. O "Galo" venceu todas as partidas do campeonato.[74]

2023 - Novo retorno à elite

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O clube voltou à Primeira Divisão estadual depois de 3 anos ausente. De planejamento modesto, guiado por torcedores abnegados, o time continuou sob o comando de João Carlos Cavalo. Na fase regular, onde se classificavam 8 de 9 clubes, o "Galo" não fez grandes apresentações e ficou em 7º lugar. Nas Quartas de Final, enfrentou a forte equipe do Manauara e acabou sendo eliminado com duas derrotas por 1 a 0.[75] As derrotas magras validaram alguma força ao time barriga-preta, já que depois o mesmo Manauara eliminou o Princesa com agregado de 6 a 1.

2024 - Hoje - Crise administrativa

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Pouco tempo depois do fim prematuro de sua temporada no futebol profissional, o "Galo" teve páginas turbulentas em seus bastidores. O então diretor de futebol, Christian Juan, deixou o cargo afirmando que o alto comando do clube havia agido de má fé com ele e outros diretores do departamento de futebol. Juan alegou que o dinheiro de cotas de TV e outros benefícios do departamento de futebol profissional do clube foram desviados pelo presidente para outros fins. O dinheiro, que por direito era do departamento, serviria para sanar dividas e diminuir prejuízos da temporada. O presidente teria evitado contato com Juan, sem dar explicações nem prestar contas do que foi feito com a verba.[76] Depois de Juan se desligar, o presidente Jefferson Oliveira, passou a uma espécie de "caça às bruxas" desligando outras figuras ligadas a Juan e à torcida. Oliveira também foi acusado de autoritarismo, chegando até a bloquear torcedores em redes sociais do clube.

Jefferson Oliveira renuncia
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Após irregularidades e má administração, Oliveira foi obrigado a renunciar ao cargo de presidente do clube, após quase 3 anos a frente do clube. O Tribunal de Justiça do Amazonas determinou o afastamento dele e outros dois membros da diretoria por 90 dias, embora o mesmo tenha alegado questões pessoais. O TJAM determinou também um interventor que pudesse fiscalizar questões do clube e também promovesse novas eleições.[77]

Com um efeito suspensivo do afastamento de 90 dias da cúpula, e baseados na renuncia de Oliveira, os dois vice-presidentes, Alvaro Meninéa e Washington Deneriaz passaram a brigar judicialmente pelo cargo de presidente, tirando o então interventor Ricardo Onety. Em Dezembro, inicialmente assumiu a presidência o até então 1º vice-presidente, Alvaro Meninéa, que tinha a preferência dos torcedores do clube.[78] Poucos dias depois, Washington Deneriaz, 2º na linha sucessória, entrou na justiça e assumiu o cargo, alegando que Meninéa estava afastado da diretoria há algum tempo. A entrada de Deneriaz prejudicou o planejamento do futebol profissional do clube, que já tinha técnico e jogadores para a temporada que iniciou menos de um mês depois. [79]

O resultado da desorganização e incompetência se viu na disputa do estadual de 2024. Após subir financiado por torcedores, em 2022, e conseguir se manter em 2023, em 2024 o futebol do clube voltou a ser gerido integralmente pela presidência que é basicamente a continuação da gestão anterior. O resultado foi vexaminoso: o Rio Negro acabou rebaixado. O clube encerrou sua participação levando grandes goleadas,[80] mas o auge disso foi quando abandonou o campo supostamente para favorecer o Manauara, após o presidente deste entrar no vestiário alvinegro, durante a partida contra o Parintins, em Rio Preto da Eva. Manauara e Parintins disputavam no saldo a vaga do estado para o Campeonato Brasileiro de Futebol de 2025 - Série D.[81]

Reconhecendo que foi incapaz de gerir o futebol, antes mesmo do término do estadual, Deneriaz eximiu-se da responsabilidade do que aconteceu, atrelando a campanha ao processo judicial que ele mesmo colocou o clube e também aos jogadores que o denunciavam por oferecer condições desumanas de trabalho.[82]

Fora do futebol depois de 27 anos
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No "novo milênio" o clube passou por inúmeras crises em diversas gestões, mas manteve-se ativo no futebol profissional desde o último afastamento, em 1997. Em 2025, depois de 28 anos, novamente o Rio Negro foi afastado do futebol, esporte que foi o seu berço: Deneriaz novamente se eximiu de culpa, novamente atrelando se ao processo judicial, numa nota oficial dada em rede social, com apoio de um conselho deliberativo e de uma suposta diretoria de futebol dirigida não se sabe por quem.[83] Deneriaz, apoiado por Jefferson Oliveira, praticamente expulsou quem geria o futebol do clube.

Ainda em 2025, mesmo com a crise apontada por Deneriaz, o Salão dos Espelhos do clube foi completamente modernizado e segundo o mesmo, outras partes seriam reformadas. Na ocasião, em entrevista ao Jornal do Comércio, Deneriaz disse que “O Rio Negro é mais que futebol. É cultura, esporte e tradição. E estamos trabalhando para que continue sendo referência para o Amazonas”, isso depois de retirar o clube do futebol profissional depois de 27 anos, e passar a tratar o Rio Negro como mero clube social.[84] [85]

Em Outubro de 2025, o desembargador Délcio Santos apreciando o caso da presidência do clube, avaliou que o apossamento da presidência por Deneriaz foi arbitrário, já que não houve um processo reconhecido que comprovasse ou indicasse que Meninéa não poderia assumir a presidência, indo contra os estatutos do clube. Além disso, observou que ao renunciar, Jefferson Oliveira unilateralmente destituiu Meninéa do posto de 1º vice-presidente, de forma que escolheu seu sucessor, mesmo após ter sido afastado pela justiça. Deneriaz também ficou além do período de mandato da gestão da qual fazia, sem sequer organizar novas eleições, sendo reforçado pelo desembarador que este estava fazendo uma “clara afronta ao Estatuto do clube” e que “Manter a gestão nessas condições seria utilizar a via judicial para validar uma administração sem qualquer lastro de legitimidade estatutária”. Foi determinada entãouma nova eleição para o conselho diretor, uma vez que de uma forma ou de outra, Deneriaz estava na presidência sem respaldo jurídico nem transparência institucional.[86]

Patrimônio

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Sede do Rio Negro

O principal patrimônio do Rio Negro é sua sede social, localizada em frente a Praça da Saudade, região do Centro Histórico de Manaus. Nela está toda a estrutura física do clube:

  • Parque Aquático com duas piscinas (Flávio de Castro e Gilberto Mestrinho), inaugurado em 13 de Novembro de 1960, na gestão de Glauther Marques Batista. Há ainda uma pequena piscina de hidroginástica;
  • Ginásio Poliesportivo Aristophano Antony, com capacidade para 2000 espectadores. Recebe jogos de vôlei, futsal e handebol e também escolinhas do clube;
  • Centro Administrativo Joaquim Rocha da Silva Barateiro, inaugurado em 16 de Maio de 1989 na gestão de Antônio Carlos da Silva. Nele funciona todo o setor administrativo da agremiação. É possível ver a sala de troféus onde estão todos os títulos do clube "barriga preta", além de quadros, revistas sobre o clube, fotos antigas e medalhas das grandes equipes de futebol, futsal e de todos os outros esportes que são praticados.
  • Palácio Dórico com Salão dos Espelhos, utilizado para eventos sociais como formaturas e festas diversas.

Tombamento

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Placa de Fundação do Parque Aquatico.

Em 2013, o então vereador Professor Samuel, nacionalino, protocolou o Projeto de Lei nº435/2013 na Câmara Municipal de Manaus pedindo o tombamento da sede do Rio Negro como patrimônio histórico de Manaus, o que impediria mudanças estruturais e as características do prédio.[87] O projeto foi aprovado na Câmara Municipal de Manaus em 6 de Novembro de 2013[88] Em 13 de Novembro de 2013, quando comemorava seu centenário, o clube teve sua sede tombada pela sanção de lei pelo então prefeito Arthur Virgílio Neto.[89]

Quase venda

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O Parque Aquático do Clube

Em 2021 o empresário Sung Un Song chegou a arrematar a sede em um leilão por R$3,78 milhões, na única vez em que a venda foi contretizada.[90] Dono da empresa Digitron, sediada no Polo Industrial de Manaus, Sung chegou a afirmar que sua empresa se tornaria mantenedora do clube, fortalecendo seu departamento de futebol e até mesmo pagando suas dividas.[91] Depois de algum vislumbre, dirigentes do Rio Negro decidiram embargar o leilão, considerando possíveis irregularidades no processo. A situação fez Song desistir da compra da sede e dos possíveis investimentos que faria no clube.[92]

Possível desafogo de dividas

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Em Março de 2023 a sede voltou a ser posta em leilão para pagamento de dividas do clube, porem foi logo retirada.[93] O clube fez um acordo e apresentou garantias de pagar suas dividas, assim podendo evitar que mais uma vez o patrimônio do clube voltasse ao risco de sofrer leilão.[94]

Sócios e Setor Social

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O clube alvinegro hoje totaliza cerca de 4.200 sócios proprietários, sendo que cerca de 2.000 destes foram remidos por uma diretoria do passado do clube, e cerca de 200 se tornaram sócios beneméritos. Ou seja, o clube hoje é abastecido por poucos sócios que não são remidos nem beneméritos, sendo que muitos usufruem do clube sem pagar o título de sócio proprietário.

Setor Social

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No Palácio Dórico o clube recebeu grandes eventos e grandes autoridades locais e nacionais

O Rio Negro exerceu importante papel na sociedade amazonense, recebendo grandes eventos em suas estruturas e também realizando festas tradicionais como bailes de carnaval e sua tradicional "Semana rionegrina" reaizada em ocasião de seu aniversário.

Miss Amazonas

Foram eleitas Miss Amazonas representando o clube:[4]

  • Maria Amália - vencedora do concurso em 1949
  • Annete Stone - venceu o Miss Amazonas de 1955 e posteriormente foi 2º lugar no Miss Brasil.
  • Terezinha Morango - natural de São Paulo de Olivença, no interior do estado, venceu o Miss Amazonas em 1957. Posteriormente foi Miss Brasil e conquistou o 2º lugar no Miss Universo.[95]
  • Kátia Louzada Vargas - vencedora do concurso de 1982
  • Anne Christine César - vencedora do concurso de 1987
Figuras Importantes

Nomes de grande importância na história da sociedade local que fizeram parte do quadro de atletas ou quadro de sócios do clube:

  • Adalberto Vale - foi atleta do clube e depois fez carreira política, chegando a ser deputado federal pelo estado.[7]
  • Álvaro Maia - foi deputado federal, senador e governador do Amazonas.[7]
  • Arthur Virgilío Filho - foi atleta do vôlei e depois senador no Amazonas.[7]
  • Arthur Virgílio Neto - ex-atleta do clube, já declarou ser seu torcedor. Exerceu cargos como prefeito de Manaus e Senador do Amazonas. Foi o responsável pelo tombamento da sede do clube como Patrimônio Histórico de Manaus.
  • Eduardo Braga - foi atleta de vôlei do clube. Depois foi prefeito de Manaus, governador e Senador do Amazonas.
  • Lauro Cavalcante - terceiro presidente do clube alvinegro, médico que prestou serviços comunitários à sociedade manauara, sendo também idealizador do Asilo de Proteção e Assistência à Infância, em Manaus. Após seu falecimento, foi reconhecido pela Intendência Municipal e seu nome foi dado à rua onde o Rio Negro foi fundado. Por seu motivo, o Rio Negro adotou o nome fantasia "Team Lauro Cavalcante" para seus times de futebol.[96]
  • Leopoldo Neves "Pudico" - foi atleta do clube e depois Deputado Federal e Governador do Amazonas.[7]
  • E também senhores que ganharam destaque na sociedade por serem membros de renomadas instituições como a Academia Amazonense de Letras e o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, sendo alguns deles: Álvaro Maia, Aristophano Antony, Arlindo Porto, Gebes Medeiro, Genesino Braga, Jurandir Batista de Sales, Manoel Bastos Lira, Max Carpenthier, Moacir de Andrade e Robério Braga.[4]

Acadêmicos do Rio Negro

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Os Acadêmicos do Rio Negro é uma escola de samba ligada ao clube por ter sido fundada como batucada composta por torcedores do Rio Negro em 1972, sendo que em 1983 essa mesma batucada resolveu tornar-se uma escola de samba. Após muito tempo desativada, esta volta no ano de 2011 como muitas torcidas organizadas, que, animadas com o projeto do clube, resolveram se reativar. O seu primeiro samba enredo foi intitulado de “As Mil e Uma Noites nos Carnavais Rionegrinos”.

Símbolos

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O Rio Negro possui dois hinos, um social e um esportivo, o Hino Esportivo é o mais conhecido e fora composto por Albino Ferreira Dantas (Pernambucano), Tenente-Maestro da Policia Militar do Amazonas, que tem como parte principal:

Em qualquer esporte

O Rio Negro é o mais forte

E traz bem justo seu quadro

Não temer o rival

No Amazonas não tem igual

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Uniformes do Rio Negro.

Na ata de fundação do clube, consta que a primeira ideia, apresentada por Edgard Lobão (primeiro presidente do clube) consistia num uniforme composto de calção preto, camisa branca com um escudo azul, logo Schinda Uchoa alegou que no nome do clube já havia bairrismo mas o escudo idealizado por Lobão não combinava com isso, logo idealizou o uniforme em preto e branco assim como o distintivo do clube.. Em votação venceu a ideia de Schinda e foi assim que surgiram o negro e o branco como distintivo e uniforme do clube.[7]

Uma outra versão diz que no imaginário dos presentes na idealização do clube, a primeira proposta para o uniforme estava com muito preto e pouco branco. Então, Schinda teria idealizado uma camisa com listras verticais brancas e pretas, igual a do Botafogo de Futebol e Regatas do Rio de Janeiro. Porem, não há registros fotográficos do uso dessa combinação.

Uniforme atual

O uniforme do Rio Negro constitui de: camisa branca com a famosa faixa horizontal preta cortando-a ao meio (daí o apelido "Barriga-preta"), com calção e meias pretas. A combinação de cores é invertida no segundo uniforme. O calção e os meiões tradicionalmente são pretos.

O clube usa da cor vermelha nas numerações de camisa, e geralmente o escudo fica ao centro, porem em vários anos o escudo ficou no tradicional canto esquerdo-superior. Atualmente o clube trabalha com a Neo Sports para fornecimento de materiais esportivos, já trabalhou por muito tempo com Nell, Topper e Adidas, entre outras.

O escudo do Rio Negro é constituído de um círculo preto com seis furos vazados (quatro embaixo e dois em cima) e um as letras ARNC dentro do círculo. As Letras ARN estão dispostas em sequência com o C sobreposto a elas. Por algumas vezes se utilizou quatro estrelas acima do escudo, que simbolizaram o tetra amazonense de 1987-1988-1989-1990.

Existe um clube com o mesmo nome no estado de Roraima, que até pouco tempo atrás usava o escudo e uniformes idênticos ao time manauara. O Rio Negro tem um escudo singular, já que no mundo nenhum outro clube tem um escudo ao menos parecido. O escudo do galo alvinegro transmite imponência, sendo um escudo reconhecível no meio de tantos a qualquer um que entenda de futebol.

Monograma

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Monograma do Rio Negro, de Manaus, em Piscina do Parque Aquático do Clube

O Rio Negro tem um monograma que representa um símbolo, este é tão simbólico que foi desenhado em uma das piscinas do Parque Aquático e também estampou a camisa do clube como símbolo principal em vários anos, como por exemplo em 1982, quando o time campeão, trajava um uniforme todo preto com o acrônimo em vermelho na foto oficial de Campeão. Nesse mesmo ano, em várias ocasiões, o clube jogou usando o acrônimo como símbolo maior.

As cores principais do clube são o Preto e o Branco, o que dá ao clube a alcunha de alvinegro. A cor preta deve-se a homenagem feita ao rio homônimo e suas águas escuras.

O mascote da equipe é o galo, provavelmente desde os anos 1960. Sobre o Galo, os torcedores chamam o clube carinhosamente de "Galo Carijó", "Galo Esporão de Ouro" ou "Galo Gigante do Norte". O mascote por muitos anos entrava em campo acompanhado de crianças que deveriam ter boas notas na escola para receber o prêmio de entrar em campo com o mascote. Hoje em dia não é possível encontrá-lo em jogos do clube.

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Bandeira Esportiva Rionegrina

O Galo Alvinegro tem oficialmente duas bandeiras:

  • Esportiva: Desenhada por Carvalinho, tem um losango branco acompanhado de uma faixa preta central(em maior largura)e duas mais finas a margeando, com o escudo no topo esquerdo.
  • Social: Bandeira das atividades sociais do clube, diferencia-se da esportiva pela ausência das duas faixas menores, foi desenhada por Ariolino Azevedo e Oscar Maia.
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Bandeira Social Rionegrina.

A bandeira mais utilizada é a de um losango preto com uma faixa branca central e o escudo precisamente no meio deste. Existe ainda outra bandeira muito utilizada com características inversas, ou seja um losango branco com uma faixa preta ao centro com o escudo.

  • Barriga Preta – Apelido recebido há muito tempo, talvez desde os anos 1930, quando ganhou muitos torcedores. O apelido faz referência ao tradicional uniforme com a faixa preta na parte mais central do abdome. Depois de um tempo, o apelido foi dado à torcida, o clube foi chamado de "o clube da barriga preta". Este por muito tempo foi o maior sinônimo da torcida do clube.
  • Galo da Praça da Saudade - O Rio Negro está sediado na Rua Epaminondas, que margeia a Praça conhecida popularmente como Praça da Saudade. Somando-se a isso o fato do mascote principal e único do Rio Negro ser o galo, o clube foi chamado por este apelido. Na época, era comum ligar os principais clubes aos locais onde ficavam suas sedes sociais.
  • Galo Gigante do Norte - Logo nos primeiros anos de participação no Campeonato Brasileiro de Futebol o Rio Negro não fazia feio, jogava com raça, os mais importantes veículos de comunicação regional, além de muitos torcedores o chamavam carinhosamente de Galo Gigante do Norte, ou, o "Único galo do norte".
  • Alvinegro Amazonense e Alvinegro – Isso se deve às cores do clube, o Preto e o Branco. O clube também já foi chamado de "Gigante Alvinegro", "O Alvinegro do Norte" entre outros.
  • A Raça Mais Forte – Se deve ao fato do clube ter como mascote o galo, como o galo tem várias espécies, desde os mais fracos e os galos de menor porte (os chamados garnisés) até os valentes galos de briga, então devido a esse fato a raça do galo alvinegro é “a raça mais forte”. A torcida “Mancha Negra” utiliza em suas faixas a frase “Nossa raça é a mais forte”.
  • Imortal do Amazonas – O Rio Negro passou por várias baixas na sua história, passou 14 anos sem jogar futebol oficialmente e ao voltar encontrou sua torcida fiel nos estádios. Depois o lamentável afastamento de 1977, na sua volta às atividades esportivas foi feito um verdadeiro carnaval na Praça da Saudade. E ainda durante os dois rebaixamentos seguidos no campeonato estadual, porém o clube ainda assim tinha muitos torcedores e ainda era lembrado por desportistas de Manaus, sendo que muitos torcedores ao serem questionados por ainda torcerem fanaticamente pelo clube falavam que “Pra mim o Rio Negro é imortal”.
  • O Afluente Amazônico – fora conhecido assim na sua primeira participação do campeonato brasileiro, devido ao fato do Rio Negro, que lhe empresta o nome, ser um dos principais afluentes do rio Amazonas, tendo grande destaque quando teve um bom início de campeonato.
  • Alinhadérrimo - Devido ao seu alinhamento em campo, a sua excelente postura dentro das quatro linhas, o clube alvinegro foi chamado pelos torcedores de "alinhadérrimo", isso nas décadas passadas que foram até o início do profissionalismo. A alcunha perdurou um bom tempo até ser totalmente esquecida.
  • Clube Líder da Cidade - Ganhou este apelido nos anos 1940 por conta do seu lado social, já que sua sede passou a receber os principais eventos sociais de Manaus.
Honorários
Competição Títulos Temporadas
Campeão do Norte 1 1973[97]
Estaduais
Competição Títulos Temporadas
Campeonato Amazonense 17 1921, 1926, 1927, 1931, 1932, 1938, 1940, 1943, 1962, 1965, 1975, 1982, 1987, 1988, 1989, 1990 e 2001[98]
Copa Amazonas 3 1976, 1979 e 1988
Torneio Início 11 1933, 1966, 1968, 1969, 1979, 1980, 1982, 1983, 1990, 1995 e 2002[98]
Campeonato Amazonense - 2ª Divisão 4 19171, 19211, 2008 e 2022[99][100]
1 - Por mais que tenha conquistado com o segundo time, a FAF contabiliza o título junto aos vencidos pelo time principal, de acordo com sua lista oficial de campeões.[99]

Outras conquistas

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Internacionais
  • Taça Internacional da Guiana: 1963[98]
Interestaduais
  • Taça Amazônica: 1928[98]
  • Torneio da Independência do Brasil: 1971[98]
  • Taça Suframa: 1971[101]
Estaduais
  • Taça Tiradentes: 1971[102]
  • Copa Integração: 1988[98]
  • Torneio João Havelange: 1960[98]
Fases/Turnos

Categorias de base

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  • Campeonato Amazonense de Futebol – Juniores: 1999, 2000, 2001
  • Campeonato Amazonense de Futebol – Juvenil: 1963, 1965, 1988
  • Campeonato Amazonense de Futebol – Infantil: 1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1997

Estes são apenas alguns dos títulos das categorias de base, por conta da escassez de registros, não é possível listar todos precisamente.

Curiosidades

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Grandes jogos e goleadas

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Jogos Interestaduais

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Vitória em confronto amistoso sobre o famigerado clube carioca. O Flamengo vinha a Manaus para uma "temporada" de dois jogos e acabou derrotado. Neste jogo um atleta barriga-preta se destacou, o jogador Jorge Nobre fez os três gols do galo.[103]

Jogo válido pela segunda fase do Campeonato Brasileiro de 1983

O Vasco esteve em Manaus para um amistoso festivo contra o Rio Negro. O "galo" contou para essa partida com o concurso de Dadá Maravilha que acabou marcando dois dos três gols do alvinegro amazonense.[105]

O adversário vinha a Manaus como campeão brasileiro e a partida foi válida pelo Campeonato Brasileiro de 1983. O galo jogou de igual e conseguiu um excelente resultado frente ao clube carioca, que viria a ser bicampeão ao final do torneio. Dirigentes e jogadores do Flamengo se envolveram numa grande polêmica após a partida ao criticar o estádio, a torcida e até o clima de Manaus.[106][107]

O Rio Negro perdeu o jogo, porém um fato tornou o jogo histórico: Para aquele jogo o clube contou com Roberto Dinamite, um dos grandes jogadores da recém finda década de 80, que fez os dois gols do clube.

A grande goleada aplicada pelo clube barriga-preta revelava sua ótima fase, onde chegou em um período de 11 jogos a vencer 5, empatar outras 5 e perder apenas 1. Chegou a ser o melhor clube do Norte e Vice-campeão do Norte-Nordeste naquele ano.

O clube mineiro contava com grandes jogadores e era um dos mais fortes naquele início dos anos 1970, tanto que em 1971 foi o primeiro campeão brasileiro de futebol, o Rio Negro jogou com garra e teve seu goleiro Iane destacado pela imprensa daquele estado.

Primeira vitória do Rio Negro como mandante em torneios oficiais interestaduais, o jogo foi valido pelo Torneio Norte-Nordeste naquele ano vencido pelo conterrâneo Fast Clube.

Este jogo foi a estreia histórica do "Galo gigante do norte" no Campeonato Brasileiro de Futebol.

Foi a primeira vitória do Rio Negro pelo Campeonato Brasileiro de Futebol, com mais de 15 mil presentes.

Primeira vitória do galo como visitante em jogos validos pelo Campeonato Brasileiro de Futebol. O clube vinha de uma derrota amarga contra o Atlético Mineiro, onde a atuação do juiz foi muito contestada e a vitória fora de casa serviu como um alento.[108] adversário.

Jogos estaduais

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  • 13 de Março de 1927 - Rio Negro Amazonas 25x0 Amazonas Grupo Internacional Visconde - Campo do Luso

Jogo válido pelo Campeonato Amazonense de Futebol com resultado que é considerado como a maior goleada em partidas oficiais no futebol brasileiro.

A maior goleada aplicada pelo Rio Negro no clássico na era profissional.

Registros históricos

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  • Mais gols em um temporada: Lívio com 22 gols em 29 partidas, em 1976.[19]
  • Mais gols em uma partida: Índio, que marcou 5 gols na vitória do Rio Negro de 6x1 frente ao Penarol em 12 de Maio de 1984.[19]
  • O gol mais rápido: também o mais rápido da história do futebol Amazonense, foi marcado por Carlos Alberto Silva, que estreava no Rio Negro, aos 10 segundos de jogo, no empate em 2x2 contra o São Raimundo, no dia 22 de Junho de 1989.[19]
  • Goleiro com mais tempo sem tomar gols: Luís Roberto Silva Lima, que passou exatos 802 minutos sem tomar gols. Invencibilidade quebrada por Cido, atacante do Princesa do Solimões no jogo Rio Negro 2x1 Princesa, ocorrido em 29 de Julho de 1987.[19]
  • Recordistas de títulos do Estadual: Luís Roberto e Kleber Brito, com 4 títulos cada um.[19]

Campeonato Brasileiro - Série A

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  • Enfrentou mais vezes: Ceará e Paysandu, enfrentando 6 vezes cada um;
  • Melhor retrospecto: contra o Paysandu - 3 vitórias, 1 empate e 2 derrotas;
  • Artilheiro na divisão: Nilson Santos, com 10 gols em 32 jogos;
  • Mais partidas disputadas: Jorge Cuíca (ATA), com 48 partidas; Almir (LAT) e Zé Carlos (ZAG), com 47 partidas;
  • Mais venceram: os três que mais jogaram são os que têm mais vitórias, com 13 cada;
  • Técnico que dirigiu mais jogos: Décio Leal, comandando em 19 jogos, com 6 vitórias, 7 empates e 6 derrotas.

Campeonato Brasileiro - Série B

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Campeonato Brasileiro - Série C

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  • Em 1999 teria tido um das melhores medias de público do Brasil, quando disputou a Série C. Isso se deve ao programa "Eu quero a nota";
  • Em 2006 fez sua última participação nesta competição e no cenário nacional. Aos "trancos e barrancos" chegou à 3ª fase e ficou entre os 16 melhores.

Ídolos e Grandes atletas

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  • Ademir(MC); Meia-armador pernambucano, deu muitas glórias ao clube onde jogou de 1964 a 1969, sendo participante ativo do título de 1965.
  • Bezerrinha, (A), natural de Tefé fez parte do grupo de ataque barriga-preta que ficou conhecido como "Os granadeiros" e foi campeão pelo clube. Ficou apenas dois anos no futebol de Manaus, por exigências familiares parou de jogar aos 20 anos de idade.
  • Berg (Ninimberg dos Santos Guerra) - meia-esquerda, é considerado a grande revelação do clube, fazendo parte do time campeão amazonense em 1982, que é considerado um dos melhores da história do clube. Ainda disputou com destaque o Campeonato Brasileiro de Futebol de 1983 pelo "Galo" depois se transferindo pro Botafogo, onde fez sucesso.[109] Depois, transferiu-se para o Botafogo, onde ficou muitos anos e obteve grande destaque.[110]
  • Bismark (Bismark Nascimento Aguiar), formado nas divisões de base do Galo, fez o gol do tetracampeonato em 1990 e depois foi vendido ao Santo André (SP), chegou a ser cogitado pelo São Paulo do "Mestre" Telê Santana, mas os clubes não chegaram a acordo. Fez carreira em Portugal.
  • Catita (Wilson Ferreira da Silva) - zagueiro temido em seu tempo, Catita chegou a o Rio Negro em 1960 ficando até 1969. Foi campeão estadual pelo "Galo" nos anos 1962 e 1965, se tornando um nome de peso na história rionegrina.[111]
  • Cláudio Coelho - atacante nascido em Manaus, em 9 de maio de 1917, foi multicampeão do Amazonas, como jogador e como técnico. Por ocasião do destino, Cláudio pertencia ao Nacional mas acabou ficando livre após o rival se licenciar em 1938, vindo então para o Rio Negro onde conquistou os campeonatos de 1938, 1940 e 1943. Saiu do "Galo" justamente por este "abandonar" o futebol em 1945. Mais tarde retornou, agora como técnico, em 1960. Ele levou o "Galo" ao primeiro título pós-hiato de 14 anos, em 1962. Voltou a ser campeão em 1965. Um episódio considerado marcante de Cláudio se deu em 1939, ainda como jogador, quando "roubou" a bola de jogo para não deixar o Nacional bater um pênalti. Sua atitude fez o jogo de uma final ser suspenso.[112]
  • Clóvis "Aranha Negra - Clovis Amaral Machado, goleiro natural de Parintins, defendeu o "Galo" de 1963 a 1970 e depois em 1973, fazendo um total de 119 jogos. Foi campeão amazonense pelo clube em 1965. O goleiro se tornou conhecido por usar uma toalha vermelha que sempre amarrava na rede do gol, o que, segundo alguns, tornava sua meta impenetrável. Clóvis foi um dos poucos jogadores de futebol do Amazonas a ter uma despedida oficial, na ocasião de um amistoso contra o Bangu em Junho de 1982 que terminou empatado em 0 a 0. Clovis saiu com pouco mais de 12 minutos do 2º tempo, dando então uma volta olímpica no Estádio Ismael Benigno, sendo aplaudido pelo público presente. Clóvis faleceu em 12 de Outubro de 2020 em decorrência da COVID-19[113][114]
  • Raimundo Garcia de Moraes (Dog) - lateral esquerdo de marcação forte, que se destacou pelo Rio Negro nos anos 40 sendo campeão pelo clube em 1943. Iniciou a carreira no clube barriga-preta, do qual se revelou torcedor.[115]
  • Horácio (Horácio Rodrigues do Nascimento Neto)- Um dos maiores atacantes que fizeram parte da história do Rio Negro, atuou no clube de 1960 a 1967 e fez parte dos quadros campeões de 1962 e 1965 em decisões contra o Nacional, que ficaram na memória do torcedor alvinegro.[116]
  • Hugo Guimarães - goleiro que defendeu o clube no bicampeonato de 1931-32. Apesar do sucesso local, abandonou o futebol ainda jovem.[117]
  • Iano (G), Iano Monteiro foi um grande goleiro da década de 1940, começou no Nacional e mais tarde se transferiu pro Galo onde ficou cerca de 8 anos e foi tricampeão amazonense e se tornou um dos grandes ídolos do clube na virada da década de 30 para 40.[118]
  • Iane Geber Jamel (G), também goleiro, foi campeão em 1975 em uma final contra o Nacional. Iane sempre recorda um jogo em que jogou com garra e segurou o empate pelo clube perante o Atlético-MG em pleno Mineirão. Saiu do Rio Negro em 1978 para jogar no Remo do Pará, onde não foi bem aproveitado.
  • Jason - natural de Macapá, defendeu o Rio Negro em 1987, sendo o artilheiro do time (e do campeonato) que foi campeão estadual e quebrou a sequência nacionalina.[119]
  • Kleber Brito(Z), defendeu o galo da praça da saudade no período de 1983 a 1990 e fez parte dos elencos que conquistaram o maior feito do clube, o tetracampeonato amazonense de 87-90. Por sua grande atuação, o atleta recebeu uma placa de prata do clube barriga-preta.
  • Lé (João Chaves Garcia) - ponta-esquerda manauara, foi um dos mais destacados do clube antes de seu afastamento em 1946. Lé foi campeão baré pelo "Galo" em três temporadas. Fez parte do temido ataque barriga-preta do final da década de 1930 que ficou conhecido como "os granadeiros" por "bombardearem" os adversários.[120]
  • Luizinho “Mão de Grude” (Luíz de Souza Gonçalves) - goleiro natural de Parintins, chegou ao Rio Negro com a promessa de ser o substituto do consagrado Iano. Luizinho ficou no "Galo" até 1945, ano que o clube se desagradou com a federação e se afastou do futebol. Foi campeão de fato em 1940 e 1943 e de direito em 1945, pelo Rio Negro. O último grande goleiro do clube antes do seu afastamento.[121]
  • Luís Roberto(G), natural do interior paulista, defendeu o Rio Negro e seus maiores rivais (Fast Clube e Nacional). Pelo Rio Negro foi campeão em todos os anos do tetracampeonato alvinegro, sendo que ele ganhou grande destaque e foi por muitas vezes escolhido pela imprensa o melhor goleiro do Amazonas da época.
  • Roberto Berdana (Roberto Almeida Jorge Elias) - O clube tem como um dos seus maiores artilheiros o atacante amazonense, que jogou futebol pelo clube na década de 1960. Roberto tinha um chute forte e preciso e deu muitas alegrias a torcida do "galo" sendo o primeiro atacante na história do futebol mundial a marcar gols chutando a bola de bico no ar (sem deixar a bola cair no chão), feito inédito na história do futebol. Roberto, por ter atuado pelo clube durante muitos anos, recebeu o título de sócio benemérito no dia 13 de novembro de 1975.
  • Marcus Paiva(G), Outro goleiro que começou no Nacional, Marcus foi para o Paysandu de Belém e voltou a Manaus em 1960 para defender o clube alvinegro.
  • Marcílio (Z), Lateral esquerdo da década de 1940, iniciou sua carreira no Fast Clube e ganhou destaque no Rio Negro onde foi campeão de 1943 e de direito em 1945. Naquele período formou com Amâncio e Darcy a sólida defesa barriga-preta até 1946 quando o Galo saiu do futebol.
  • Paulo Galvão - Um dos maiores zagueiros do norte do país nos anos 1980, começou a carreira muito cedo, ainda muito jovem foi campeão estadual pela extinta Rodoviária, depois foi inúmeras vezes campeão pelo Nacional e foi bicampeão pelo Rio Negro em 87 e 88, mesmo sendo adversário muitas vezes foi sempre respeitado pela torcida do Galo, por isso foi muito bem recebido no clube.
  • Thomaz "Passa-fome" (Thomaz Humberto Fernandes) - parintinense, atuava pelo Amazonas local quando foi trazido para Manaus para fazer parte do elenco do Rio Negro, que voltava ao futebol. Foi autor do gol que deu o título de 1962 ao Galo. Foi novamente campeão em 1965, ano em que também foi vice-artilheiro do estadual.[122]
  • Tobias (G): veio para o Galo com 33 anos e jogou no clube no ano de 1982, foi campeão pelo clube e disputou o Campeonato Brasileiro de 1983.
  • Zé Cláudio - carioca, formou-se na base do Fluminense. Veio para o Rio Negro em 72, onde com algum destaque marcou seu retorno ao clube carioca. Voltou em 75, após contusões que o deixaram de canto no Fluminense. Fez parte do elenco campeão de 1975.[123]

Futebolistas renomados

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Silva, jogador convocado para a Copa de 1966, passou pelo clube quatro anos depois de ser artilheiro do Campeonato Argentino de Futebol pelo Racing.

Grandes jogadores do cenário nacional passaram pelo Rio Negro, alguns confirmando sua fama, outros decepcionando a torcida. Podemos listar:

  • Denilson - volante carioca com passagem pela Seleção Brasileira, participou da Copa de 1966. Tinha grande destaque no Fluminense e foi contratado pelo clube barriga-preta em 1973, disputando parte do Campeonato Amazonense e todo o Campeonato Brasileiro de Futebol do mesmo ano. No "Galo" recebia um salário que foi considerado "milionário" pela imprensa do sul.[124]
  • Edson Borracha - goleiro mineiro com passagem pelo Vasco da Gama, Fluminense e Seleção Brasileira de Futebol. Atuou pelo Rio Negro em 1973, longe de ser um grande destaque, já que apresentava muitos problemas extra-campo.[125]
  • Reinaldo - atacante mineiro que atuou pela Seleção Brasileira de Futebol até 1985 (jogou a Copa do Mundo de 1978) e tinha expressiva passagem pelo Atlético Mineiro, onde é ídolo. Foi contratado pelo Rio Negro em 1986 na altura dos seus 29 anos. O "Galo" foi seu 3º clube, mas, por conta de suas ambições, ficou menos que quatro meses em Manaus, onde pouco rendeu.[126]
  • Silva "O Batuta" - atacante paulista, foi mais um dos que jogaram a Copa de 1966 e depois fizeram parte do elenco que disputou o Campeonato Brasileiro de Futebol de 1973, onde atuou em oito partidas.
  • Jason Rodrigues Corrêa - atacante amapaense, foi campeão amazonense pelo "Galo" em 1987 sendo artilheiro do clube com 19 gols em 19 jogos. Com seu destaque, foi contratado no ano seguinte pelo Atlético Mineiro[127] onde fez o gol do título estadual do clube naquela temporada.[128]
  • Darinta - zagueiro paraense natural de Santarém, fez parte do histórico time de 1982. Darinta fez grande cartaz no futebol paraense, e teve passagem pelo Palmeiras em 1981.[129]
  • Tobias (José Benedito Tobias) - goleiro paulista que fez parte do histórico time que acabou com o jejum do Corinthians em 1977, chegou ao "Galo" em 1982, ficando até 1983.[130]

Artilheiros do Estadual

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Os artilheiros que o Rio Negro fez durante todo o campeonato profissional foram:

  • 1965 - Sabá Burro Preto, 10 gols em 12 jogos
  • 1966 - Sabá Burro Preto, 8 gols em 9 jogos
  • 1969 – Santos, 9 gols em 11 jogos
  • 1972 – Santarém, 6 gols em 11 jogos
  • 1976 – Lívio, 22 gols em 29 jogos
  • 1982 – Índio, 9 gols em 10 jogos
  • 1983 – Tita, 14 gols em 20 jogos
  • 1986 – Wolney, 15 gols em 12 jogos
  • 1987 – Jason, 19 gols em 19 jogos
  • 1990 – Marcão, 7 gols em 9 jogos
  • 1992 – Humberto, 9 gols em 17 jogos
  • 2017 – Leonardo, 10 gols em 14 jogos

A torcida do Atlético Rio Negro Clube é reconhecida historicamente como a segunda maior torcida do Amazonas, possuindo também muitos torcedores no interior do estado. Reconhecida pelo coro de "Galo... Galo... Galo..." e uma famosa sirene que ecoava no antigo Estádio Vivaldo Lima; Até mesmo jogadores consagrados no Nacional deram testemunho relatando a emoção em ver as festas da torcida alvinegra, observando-os dos vestiários que ficavam no sentido oposto. Muitos jogadores que passaram pelo clube a consideravam uma das mais fanáticas que já presenciaram. Fatos revelam que o clube por grande período detinha também a segunda maior torcida dentre todos os clubes, ou seja, isso incluía também clubes cariocas e paulistas.

Por ser um clube poliesportivo e social, muitos torcedores viviam o Rio Negro: as festas de fim de ano, o carnaval, entre outras festas e eventos, tinham que ser os organizados pelo clube. Os fãs do futebol não se aquietavam até ir na sede do clube saber as novidades. Nos dias de jogo, grandes grupos saiam com bandeiras pelas ruas de Manaus entoando cânticos e hinos do clube. Havia até pagamento de promessas caso o clube vencesse mais um clássico contra o Nacional. Do choro quando o departamento de futebol foi desativado ao grande carnaval quando o mesmo anunciou seu retorno em 1960 e depois em 1979.

A paixão pelo clube era um símbolo no futebol amazonense, tendo exemplos como o de 1960, quando saia de 14 anos afastado do futebol direto para uma das maiores médias do campeonato. Na época desse afastamento, na cultura local se dizia "campeonato sem o Rio Negro não tem emoção". O mesmo aconteceu em 1979 depois do clube passar dois anos fora do estadual, com seu retorno a sua torcida comemorou como um título, fazendo um grande "carnaval" em Manaus.[49] Naquela ocasião, um grupo extremado plantou uma bomba no carro de um dirigente do clube, em retaliação a esse afastamento. Depois, em 1999, o clube chegou a figurar como uma das maiores médias de público do país, tendo a 15ª maior entre todas as divisões do Campeonato Brasileiro, isso como participante da 3ª divisão.

O mais simpatizado

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Em 1928 a Revista Amazonida com auxílio do Jornal do Commercio realizou um concurso para descobrir qual era o clube mais "simpatizado" na sociedade manauara. Ao clube vencedor do concurso foi entregue a Taça Amazonida. O concurso contou com 1.123 votos computados em 18 clubes esportivos da capital baré. O "Galo" foi o vencedor com 250 votos (22,26%), apenas 5 votos a mais que o Nacional, o segundo colocado. Com isso o Rio Negro foi aclamado o clube mais simpatizado ou mais simpático de Manaus, recebendo então a posse da Taça Amazonida oferecida pela Revista homônima.[131]

Dias atuais

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O "Galo" é sem dúvida o clube que experimentou a maior decadência entre os principais clubes do estado, estando também há mais de 20 anos sem conquistar um título. Com isso, o clube que tinha públicos de 20 mil pessoas com certa frequência, hoje resume a uma média de público inferior a 300 pessoas por jogo. A última grande demonstração de força da sua torcida foi na final do campeonato amazonense de 1999, disputada contra o São Raimundo, onde o clube possuía grande parte dos mais de 50.000 presentes no Vivaldão. Após isso, mesmo sendo Campeão em 2001 e Vice-campeão em 2003 em finais contra o Nacional, o clube não obteve mais êxito em públicos, sendo que até mesmo na Serie C, em 2006, nas fases mais decisivas, o clube não viu o comparecimento da sua torcida. Em uma pesquisa registrada dos anos 1980, o Rio Negro era apontado como favorito de 21% dos manauaras. Hoje, em pesquisas mais recentes o clube varia no que diz respeito ao percentual.

Em 2015, uma pesquisa apontou que o clube era apontado como favorito de 6,6% dos manauaras, possuindo cerca de 150 mil torcedores e simpatizantes. Essa pesquisa colocava o Rio Negro como 5ª maior torcida da região norte, atrás de Paysandu, Clube do Remo, Nacional e São Raimundo.[132]

Torcidas Organizadas

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Em 1972 um grupo de rionegrinos fundou a "Charangalo" o primeiro grupo organizado de torcedores no estado. A "Charanga rionegrina" deu origem a uma respeitada batucada que fez história nos carnavais de Manaus.

O clube "barriga-preta" conta com as seguintes torcidas organizadas:

  • Torcida Organizada Império Alvinegro - fundada em 2012, como uma dissidência da Mancha Negra, é a principal organizada do clube atualmente.
  • Torcida Organizada Mancha Negra - Fundada em 2007, permaneceu até 2012 como a principal torcida organizada do clube. Passou anos inativa até seu retorno em 2016.
  • Torcida Feminina Galo Chique - é a torcida feminina do Galo, presidida pela torcedora Rosário Almeida. Sua presença nos estádios é de longa data, existindo registros de sua presença desde o final dos anos 1980.
  • Torcida Organizada Charangalo - Fundada na década de 1960, é atualmente a mais antiga em atividade no Amazonas, conta com torcedores símbolos do clube, como Enédio Negreiros, Johames Bastos e Lúcio Gervásio. Da Charangalo nasceu a escola de samba Acadêmicos do Rio Negro, em 1971.
  • Torcida Galo Gay - Fundada pelo saudoso Eurico Carvalho na década de 1980, foi uma das primeiras torcidas compostas por homossexuais do Brasil.[133] Ao contrário do que se pensa, a razão da torcida não serviu para chacota mas sim como incentivo para os rivais, que também criaram suas torcidas de gays, caso do próprio Nacional, que apresentou sua torcida gay num Clássico Rio-Nal.[134]

Maiores públicos

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Aqui, uma lista dos maiores públicos do clube no Vivaldo Lima:

  • 22 de julho de 1999 São Raimundo 3 x 1 Rio Negro, público de 47.188, pelo Campeonato Amazonense de 1999
  • 27 de agosto de 1986 Nacional 1 x 0 Rio Negro, público de 41.661, pelo Campeonato Amazonense de 1986
  • 26 de setembro de 1979 Nacional 1 x 0 Rio Negro, público de 40.193, pelo Campeonato Amazonense de 1979

Em jogo amistoso:

  • 26 de setembro de 1971 Rio Negro 2 x 2 Nacional, público de 30.003 pagantes, jogo amistoso

Maiores públicos na Colina

  • 27 de abril de 1969 Rio Negro 0 x 0 Nacional, público de 23.152 pagantes, jogo valido pela Taça Amazonas
  • 26 de abril de 1970 Rio Negro 0 x 0 Nacional, público de 20.783 pagantes, jogo valido pela Taça Amazonas

Maior público no Parque Amazonense

  • 25 de outubro de 1970 Rio Negro 1 x 3 Fast Clube, público de 10.981 pagantes, jogo valido pelo Campeonato Amazonense

Médias de público no Campeonato Brasileiro - Série A

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Image
Mascotes entram carregando o bandeirão alvinegro em meio a fumaça da torcida na Colina lotada para um jogo do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1983.

O Rio Negro somou 7 participações em Campeonato Brasileiro de Futebol da Primeira Divisão, e conta com uma média de público de 9.700 pessoas por jogo que disputou. Até 2002 o clube aparecia como o 39º colocado na Classificação histórica de médias de público do campeonato, sendo o 4º melhor na Região Norte, atrás apenas de Nacional, Paysandu e Clube do Remo.[135]

  • 1973: 13.237

Maior público: 29.082 - 18 de Novembro de 1973 - Rio Negro Amazonas 0x0 Amazonas Nacional - Estádio Vivaldo Lima
Segundo maior: 21.248 - 29 de Agosto de 1973 - Rio Negro Amazonas 1x2 São Paulo Palmeiras - Estádio Vivaldo Lima[136]

  • 1974: 8.710

Maior público: 22.728 - 18 de Maio de 1974 - Rio Negro (Amazonas 1x1 Amazonas Nacional - Estádio Vivaldo Lima
Segundo maior: 15.493 - 24 de Março de 1974 - Rio Negro Amazonas 0x4 São Paulo Palmeiras- Estádio Vivaldo Lima[137]

  • 1975: 9.193

Maior público: 14.739 - 24 de Agosto de 1975 - Rio Negro Amazonas 0x0 Amazonas Nacional - Estádio Vivaldo Lima

  • 1976: 7.661

Maior público: 11.209 - 29 de Agosto de 1976 - Rio Negro Amazonas 0x3 São Paulo Guarani - Estádio Vivaldo Lima

  • 1979: 2.650

Maior público: 6.557 - 7 de Outubro de 1979 - Rio Negro Amazonas 0x1 Minas Gerais Villa Nova - Estádio Vivaldo Lima

  • 1983: 12.895

Maior público: 18.300 - 3 de Fevereiro de 1983 - Rio Negro Amazonas 1x1 Rio de Janeiro Flamengo - Estádio Ismael Benigno
Segundo maior público: 12.513 - 27 de Março de 1983 - Rio NegroAmazonas 0x1 Goiás Goiás - Estádio Ismael Benigno

Campeonato Amazonense de Futebol

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Médias de público em jogos do clube pelo Campeonato Amazonense de Futebol (para as médias foram desconsiderados os clássicos):

  • 1966 - Média de Público: 3.256
  • 1968 - Média de Público: 3.448
  • 1969 - Média de Público: 5.479
  • 1970 - Média de Público: 4.140;

Maior público: 11.273 - 25 de Outubro de 1970 - Rio Negro 3x1 Fast Clube

  • 1973 - Média de público: 6.282
  • 1974 - Média de público: 1.908
  • 1975 - Público total: 71.221, Jogos: 12; Média de Público: 5.935
  • 1976 - Média de público: 4.118
  • 1977 - Não participou
  • 1978 - Não participou
  • 1979 - Média de Público:6.789[138]

Rivalidades

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Clássico Rio-Nal

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O Rio Negro tem como rival número um o Nacional, e com este faz o clássico mais antigo da Região Norte e o maior clássico futebolístico Amazonense, o Rio-Nal que por muito tempo concorria com o clássico paraense "Re-Pa" o título de maior clássico de futebol do norte. O maior clássico sempre foi o que mais levou público nos jogos em Manaus, sempre contou com a grande presença da torcida alvinegra. Além das competições oficiais e amistosas em nível estadual, as duas equipes chegaram a disputar jogos pelas Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Torneio Norte-Nordeste. Nos histórico de confrontos, contra o Nacional é o único onde o Rio Negro apresenta retrospecto negativo.[139]

Estatísticas

Foram contados apenas jogos a partir de 1964(ano do profissionalismo no estado). Inclui se jogos do Campeonato Amazonense, Taças estaduais oficias, Campeonato Brasileiro das Series A, B e C; Copa do Brasil e Jogos Amistosos datados.

Último jogo considerado: Nacional 1-1 Rio Negro, pelo Campeonato Amazonense de Futebol de 2023, no dia 28 de Janeiro de 2023, na Arena da Amazônia.

Estatísticas
Número de jogos310
Vitórias do Nacional126
Vitórias do Rio Negro88
Empates96
Número de gols778
Gols feitos pelo Nacional454
Gols feitos pelo Rio Negro324

Clássico RioFast

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Com o Fast Clube, a rivalidade é de longa data pois o Fast Clube nasceu de dissidentes do Nacional, que sempre viram no Rio Negro um grande rival. Até parte dos anos 1990 o Fast Clube formava ao lado do "Galo" e do Nacional o Trio de Ferro do Futebol Amazonense, o que o tornava sempre um adversário difícil e também chamava grande atenção da imprensa local. Os dois sempre realizaram grandes empates, e a imprensa amazonense sempre tratou o confronto como um clássico decisivo para os campeonatos locais.

Último jogo considerado: Fast Clube 1x1 Rio Negro, pelo Campeonato Amazonense de Futebol de 2019, no dia 17 de Março de 2019, no Estádio Roberto Simonsen.

Estatísticas
Número de jogos163
Vitórias do Rio Negro65
Empates38
Vitórias do Fast Clube60
Número de gols366
Gols feitos pelo Rio Negro193
Gols feitos pelo Fast Clube195

Outros rivais

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São Raimundo

Além do Nacional e do Fast Clube, o Rio Negro encontra também grande rivalidade São Raimundo, uma rivalidade nova, pois com o crescimento "clube da Colina" nos anos 1990, os clubes acabaram se empenhando em duas decisões consecutivas e, 1998 e 1999. Na final de 1998, talvez a mais polêmica da história do "Galo", o jogo seguia empatado em 1 a 1 até os acréscimos do 2º tempo, o que garantiria a taça ao Rio Negro pela melhor campanha, porem, o adversário acabou passando à frente no placar com um gol de mão do atleta Bugrão, o que gerou uma grande confusão que levou à suspensão da partida, no dia seguinte, de forma arbitraria, a Federação Amazonense de Futebol homologou o São Raimundo campeão.[140] Em 1999, em nova decisão, estabeleceram o atual recorde de público em Campeonato Amazonense, onde 47.188 pessoas compareceram à partida no Estádio Vivaldo Lima.

Sendo que em uma dessas finais se tem o maior público pagante da história do campeonato amazonense, sendo que os 47.188 da segunda final de 99 nunca foi batido.

Estatísticas
Número de jogos133
Vitórias do Rio Negro59
Empates31
Vitórias do São Raimundo43
Número de gols389
Gols feitos pelo Rio Negro212
Gols feitos pelo São Raimundo177
  • Olímpico Clube - Com o Olímpico o Rio Negro disputava o verdadeiro "Clássico da Elite". A rivalidade aflorou com as decisões de título do Campeonato Amazonense de Futebol, nos anos 1940 e a força do clube dos "Cinco aros" nos anos 1960 e 70 quando o "Galo" voltou ao futebol. Mas, a grandeza dessa rivalidade vinha das quadras, onde era considerada a maior: Rio Negro e Olímpico eram as principais forças do Basquete amazonense onde decidiram muitos títulos, e também tiveram importantes "prélios" no Vôlei. Com o passar dos anos, o adversário abandonou o futebol, e depois também os torneios oficiais de quadra, mas, a rivalidade entre ambos está na história.[141]

Estatísticas

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Participações

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Participações em 2026
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
AmazonasCampeonato Amazonense83Campeão (16 vezes)191420246
2ª Divisão*6Campeão (2008 e 2022)200820225
ImageCopa Norte19º colocado (2002)2002
BrasilCampeonato Brasileiro726º colocado (1974)19661983–
Série B89º colocado (1986)19801991––
Série C810º colocado (1992)19922006––
Copa do Brasil6Oitavas de final (1990)19892004

* O clube está licenciado e não disputou a 2ª divisão do Campeonato Amazonense de 2025.

Outros esportes

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Além do futebol, o Rio Negro também mantem atividades no handebol, voleibol, futsal, natação, basquetebol e judô entre outros, sendo sempre forte nessas modalidades, obtendo várias conquistas. O Clube conta com um ginásio particular para praticá-los, e este tem a capacidade de cerca de 2.000 lugares. Em 2012 montou o time de futebol americano Rio Negro Mustangs, em parceria com o time Mustangs.

É um dos clubes que mais representam o estado do Amazonas em competições regionais e nacionais em diversos esportes, principalmente nos esportes de quadra. Nestes esportes o que mais se destaca é o voleibol onde é muito prestigiado na Região Norte, também tem grande reconhecimento no handebol. Foi no Rio negro que começou a se difundir o futebol de salão dentro do estado do Amazonas, onde o clube foi a primeira grande potencia.

A tradição do Rio Negro também entra na quadra, o clube tem a mais tradicional equipe de futsal do estado, mas, apesar de ser colecionador e taças, o clube encontra-se desfiliado da Federação Amazonense de Futebol de Salão, ficando de fora dos torneios oficiais já há alguns anos. O clube foi uma das principais forças do futebol de salão do estado na primeira fase dos torneios estaduais, quando estes eram organizados pela antiga Federação Amazonense de Desportos Atléticos.

O galo foi o pioneiro do esporte no Amazonas, quando Carlos Coelho, amazonense de família de origem portuguesa, morador do bairro de Aparecida, gerente de esportes do Atlético Rio Negro Clube por meio de seu amigo Mansueto de Queiroz, homem de imprensa, filiado aos Diários Associados, trouxe em 1953 de São Paulo, onde fazia sucesso, a modalidade para Manaus e implantou no clube, na época era praticado em quadras de basquete.

A partir de então o Rio Negro difundiu esse esporte, primeiramente entre seus associados organizando competições de âmbito interno com a participação de equipes que sugeriam as cores do clube como barriga preta, barriga branca, negão, alvinegro, de onde surgiram vários craques, estes considerados atletas históricos como Nazaré, Guaxinaldo, Álvaro Mestrinho, Amando, Flávio e Orlando Rebello. Como curiosidade vale salientar que já àquela época o Futsal era praticado no naipe feminino. Senhoras, adolescentes e crianças assistiam aos jogos promovidos pelo clube e logo se apaixonavam pela modalidade

Em 2004, o Rio Negro foi o primeiro representante do Amazonas na Taça Brasil de Futsal Sub-17 feminino, competição ocorrida em Maringá, Paraná. Atualmente, mantém ativa sua escolinha de futsal, que conta com meninos e meninas a partir dos 5 anos de idade e também equipes de base que disputam competições locais.

Títulos

Lista-se aqui alguns dos títulos com referência, do Rio Negro no futsal, que são muitos:

  • ImageCampeonato Amazonense de Futsal - Adulto: 3(1976-85-88)
  • ImageCampeonato Amazonense de Futsal - Infantil: 04(1986-87-88-89)
  • ImageCampeonato Amazonense de Futsal - Infanto-Juvenil: 01(1988)
  • ImageCampeonato Amazonense de Futsal - Juvenil: 01(1989)

O vôlei no Amazonas foi introduzido também pelo Rio Negro, no ano de 1928 pelas mãos de desportistas como Ésio, Heitor, Lúcio, Edwuino, Euclides e Arthur, que formaram o primeiro time da modalidade no estado.[4] A partir de então o clube se tornou a equipe mais tradicional deste esporte, sendo o principal campeão amazonense nos primeiros anos de disputa.

Campeão do Norte-Nordeste
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Em 1975 o "Galo" conquistou a Copa Norte-Nordeste de Vôlei, da categoria masculina, disputada na cidade de Belém. Na decisiva o clube amazonense enfrentou justamente o clube local, Clube do Remo, no ginásio Serra Freire. O time barriga-preta perdeu o primeiro set mas chegou a virar 2 sets a 1 mas a equipe paraense resolveu dificultar vencendo o 4º set. No set desempate o Rio Negro chegou a estar atrás por 4 a 0 e 8 a 4, mas se organizou e venceu por 15 a 13, assim se consagrando campeão da VII edição do torneio.[142]

Liga Norte de Vôlei
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O Rio Negro conquistou oito vezes a Liga Nacional Norte do naipe masculino, torneio de caráter regional que classificava dois clubes à fase final da Liga Nacional de Vôlei.

Na Liga Nacional
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2011

Em 2011 o Rio Negro classificou-se novamente à Liga Nacional de Vôlei, tornando-se heptacampeão nortista da modalidade, participando do torneio em Rondônia, o clube fechou a Liga Norte com 100% de aproveitamento e tornou-se campeão.[147] Foi a última aparição da respeitada equipe rionegrina no cenário nacional.

  • ImageImageCopa Norte/Nordeste de Vôlei(M): 1 título (1930)[4]
  • ImageImageTorneio Norte-Nordeste de Vôlei(M) - 1975[142]
  • ImageImageLiga Norte de Vôlei(M) : 8 títulos(2000, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011)
  • ImageAmazonasCampeonato Amazonense de Voleibol(M) - 15 (1928, 1929, 1930, 1953, 1954, 1955, 1974, 1979, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011)
  • ImageAmazonasCampeonato Amazonense de Voleibol(F) - 03(1945, 1953 e 1959)
  • ImageAmazonasCopa Aberta Cidade de Manaus de Vôlei(F) - 2022
  • M - Másculino, F - Feminino
  • O Rio Negro foi o primeiro campeão amazonense de Vôlei, na modalidade masculina, em 1928
  • Os dados de conquistas são incompletos, podendo haver mais títulos

Image Natação

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O clube também atua na natação, e para isso tem um Parque Aquático(que também é muito requisitado pelos sócios do clube, aos quais se destina a atender deixando um tanto de lado o seu lado esportivo) onde eram ministradas aulas de natação, e natação esportiva.

Em 1969 o Jornalista e Diretor de Divulgação do clube Bianor Garcia idealizou uma travessia da Baía do Rio Negro a nado, e neste mesmo ano quinze atletas rionegrinos realizaram tal feito, sendo que em 2009 os atletas que realizaram este feito foram homenageados pelo clube no seu tradicional Porto de Honra.

Conquistas e Medalhas

São diversas as conquistas do clube dentro das águas, mas, é muito difícil de listar todas as suas conquistas, a mais recente foi a da Prova Almirante Tamandaré. O clube, tem tradição e já relevou nomes para natação nacional, como a atleta paraolímpica Valeria Santarém, que disputou os Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008, além de ser medalhista nos Jogos Parapan-americanos de 2007

  • Prova Almirante Tamandaré (5 km) - Categoria Feminino Adulto de 2012: 1º lugar com Maria Emília Martins.

Image Handebol

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O Rio Negro, novamente foi o clube pioneiro na difusão de um esporte no Amazonas. Segundo o relato do Dr. Eduardo Monteiro de Paula, em 1970, o irmão dele, o senhor Edgar Monteiro de Paula, jogava voleibol em São Paulo, no clube Pinheiros. O outro irmão, Evandro Monteiro de Paula, morava na Alemanha, onde teve contato pela primeira vez com essa modalidade de esporte, o handebol. Ele observou como se jogava e quando regressou a Manaus trouxe consigo duas bolas de handebol. Edgar trouxe as regras desse jogo de São Paulo. Então, eles reuniram o pessoal que jogava voleibol, basquetebol e futsal naquela época e fizeram o primeiro jogo de handebol no Amazonas, na quadra do clube, onde atualmente funciona sua sede. No início as regras não foram bem estabelecidas, mas eles jogaram assim mesmo.

3º lugar nacional em 1984

Em 1984 o "Negão" ficou com a 3ª colocação na Taça Brasil de Handebol, disputada em Maceió, Alagoas. O clube foi um dos 11 participantes e teve a artilheira da competição, a jogadora Margareth Monteiro, que fez 46 gols e foi incluída na lista das 12 melhores do país. Além dela, Rita Moraes e Socorro Auzier também fizeram parte da lista como atletas do Rio Negro.[148]

Vice-campeão brasileiro entre clubes em 2021

Após anos de desleixo administrativo onde as modalidades esportivas foram negligenciadas, o Rio Negro reorganizou seu departamento de handebol nos anos 2010, e com isso obteve logo bons frutos, o clube chegou a se consagrar vice-campeão feminino do Campeonato Brasileiro de Clubes, em 2021, realizado em Recife. Na final o "galo" acabou derrotado pelo local Clube Português. A equipe pernambucana tinha como técnico Cristiano Rocha, que também era técnico da seleção brasileira feminina. O Rio Negro perdeu por 24 a 42 e com isso ficou com o posto de vice-campeão nacional, contando ainda com a MVP da competição, Kellen Oliveira.[149][150] Na semifinal o "Galo" passou pelo Sport Club do Recife/Jaguar por 29 a 28.[151]

Títulos

O clube por diversas vezes teve o melhor time da Região Norte, com as mais variadas conquistas a nível estadual, regional e diversos atletas que defenderam a seleção nacional de handebol, o clube chegou a ter uma das melhores equipes de handebol do país. Na lista abaixo, apenas os títulos que de certeza pertencem ao clube:

  • Image BrasilVice-campeão do Campeonato Brasileiro de Clubes (Feminino) de 2021
  • Image Brasil3º lugar na Taça Brasil de Handebol (Feminino) de 1984
  • Image AmazonasCampeão Amazonense de Handebol (Masculino): 05 (1981, 2000, 2004, 2008, 2009.)
  • ImageImage Taça Amazônica - Liga Nacional/Conferência Norte (Masculino): 03 (2000, 2004, 2005.)

Em 2004 e 2005 o time foi formado em parceria com a Ulbra.

  • ImageAmazonasCampeão Amazonense de Handebol (Feminino): 11 (1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1999, 2017, 2018, 2019, 2021, 2022.)
  • ImageAmazonasTaça Laércio Miranda (Feminino): 03 (2019, 2021, 2022)
  • ImageImage Taça Amazônica - Liga Nacional/Conferência Norte (Feminino): 05 (2000, 2003, 2007, 2009, 2017.)[152]

Image Judô e Jiu-Jitsu

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Em 1915, o mestre japonês Soichiro Satake (que depois se naturalizou brasileiro, passando a ser chamado de Antônio Soichiro Satake), chegou ao Amazonas e passou a praticar e ensinar o Judô e o Jiu-Jitsu, formando na sede do Atlético Rio Negro Clube as primeiras academias de Jiu-Jitsu e judô do Brasil.[153][154]

Títulos em outras modalidades

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  • ImageImageAmazonasCampeonato Amazonense de Remo - 1922[4]
  • ImageImageAmazonasCampeonato Amazonense de Tênis de Quadra(Clubes) - 1949[4]
  • ImageImageAmazonasCampeonato Amazonense de Beisebol - 1920
  • ImageImageAmazonasCampeonato Amazonense de Esgrima - 1923
  • ImageImageAmazonasCampeonato Amazonense de Basquetebol - 1931
  • ImageImageAmazonasCampeonato Amazonense de Tênis de Mesa(Clubes) - 1940
  • Image Amazonas Campeonato Amazonense de Futebol de Botão (12 toques) - 2022[155]
  • Image Amazonas Campeonato Amazonense de Futebol de Botão (3 toques) - 1985

Bibliografia

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  • Manoel Bastos Lira (1987). Sete Decadas de Barriga-preta. [S.l.]: Calderaro. 750 páginas 
  • Carlos Zamith (2008). Baú Velho 2 ed. [S.l.]: Valer. 426 páginas. 8575122518 
  • Carlos Zamith (2006). Histórico das 42 decisões do campeonato profissional (1964-2005). [S.l.]: Muiraquitã. 158 páginas 

Ligações externas

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Referências

  1. 1 2 3 «Atlético Rio Negro Clube: mais de 1 século fazendo história no esporte do Amazonas». Portal da Amazônia. 25 de novembro de 2024. Consultado em 21 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2026
  2. ↑ Adneison Severiano (31 de outubro de 2012). «Iniciativa pretende resgatar história de Rio Negro e Nacional, no AM». Globo Esporte/AM. Consultado em 1 de outubro de 2022. Cópia arquivada em 4 de abril de 2023
  3. ↑ «Campeões Série A». Federação Amazonense de Futebol. 2022. Consultado em 1 de outubro de 2022. Cópia arquivada em 17 de maio de 2026
  4. 1 2 3 4 5 6 7 Abrahim Baze (16 de novembro de 2021). «Atlético Rio Negro Clube: Museu mostra o sonho de garotos que se tornou realidade». Portal Amazônia. Consultado em 1 de outubro de 2022. Cópia arquivada em 28 de maio de 2025
  5. ↑ «Clube fundado por jovens». Portal Amazônia. 18 de fevereiro de 2022. Cópia arquivada em 15 de fevereiro de 2026
  6. ↑ Abrahim Baze (21 de junho de 2019). «Atlético Rio Negro Clube: museu mostra o sonho de garotos que se fez realidade». Portal Amazônia. Consultado em 1 de outubro de 2022. Cópia arquivada em 8 de fevereiro de 2023
  7. 1 2 3 4 5 6 Abrahim Baze (17 de fevereiro de 2020). «Atlético Rio Negro Clube: mais de um século de glórias». Francisco Gomes. Consultado em 1 de outubro de 2022. Cópia arquivada em 19 de abril de 2026
  8. ↑ «Resumo dos jogos da 1ª série». Jornal do Commercio. Manaus, AM. 19 de abril de 1914. Consultado em 21 de agosto de 2026. Cópia arquivada em 5 de novembro de 2022
  9. ↑ «Atlético Rio Negro Clube, 105 anos do 'Galo da Praça da Saudade'». Alternativa Sports. 8 de novembro de 2018. Consultado em 2 de outubro de 2022. Cópia arquivada em 18 de fevereiro de 2022
  10. ↑ «Sem título». A Epocha. Itacoatiara, AM. 21 de outubro de 1917. Consultado em 21 de agosto de 2026
  11. ↑ «Foot-ball - Base-ball». Almofadaka. Manaus. 2 de janeiro de 1922. Consultado em 21 de agosto de 2026
  12. ↑ Denir Simplicio (6 de novembro de 2021). «Há 100 anos, o Rio Negro conquistava o primeiro título do Amazonense de sua história». D24AM. Consultado em 1 de outubro de 2022. Cópia arquivada em 6 de novembro de 2021
  13. 1 2 Carlos Zamith (20 de fevereiro de 2010). «Os últimos 15 minutos dramáticos». Bau Velho. Consultado em 1 de setembro de 2026
  14. ↑ Carlos Zamith (6 de maio de 2011). «A saída do Rio Negro». Bau Velho. Consultado em 31 de agosto de 2026
  15. 1 2 Carlos Zamith (12 de novembro de 2010). «Parabéns Rio Negro». Bau Velho. Consultado em 31 de agosto de 2026
  16. ↑ Carlos Zamith (1 de outubro de 2010). «A Volta do Rio Negro». Bau Velho. Consultado em 31 de agosto de 2026
  17. ↑ Carlos Zamith (11 de setembro de 2009). «JOGADOR EXPULSO É SUBSTITUÍDO». Bau Velho. Consultado em 31 de agosto de 2026
  18. 1 2 «Rio Negro - Campeão de fato e de direito». Jornal do Commercio. Manaus, AM. 13 de janeiro de 1963. Consultado em 31 de agosto de 2026
  19. 1 2 3 4 5 6 Carlos Zamith (2008). Bau Velho 2ª ed. [S.l.]: Valer. 425 páginas. ISBN 9788575122518
  20. 1 2 Carlos Zamith (15 de outubro de 2010). «Nacional sofre goleada». Bau Velho. Consultado em 1 de setembro de 2026
  21. ↑ «Nacional lutou muito, mas goleiro Clóvis fechou o arco do Rio Negro, e este venceu». Jornal do Commercio. Manaus, AM. 26 de outubro de 1965. Consultado em 1 de setembro de 2026
  22. ↑ «Nacional goleou o Rio Negro na Colina candidatando-se ao título do 3º turno». Jornal do Commercio. Manaus, AM. 21 de dezembro de 1965. Consultado em 1 de setembro de 2026
  23. ↑ «Hugo marcou o tento da vitória do Nacional na primeira partida da série decisiva de 65». Jornal do Commercio. Manaus, AM. 25 de janeiro de 1966. Consultado em 1 de setembro de 2026
  24. 1 2 «Rio Negro derrotou o Fast classificando-se para disputar o título máximo com Nacional». Jornal do Commercio. Manaus, AM. 1 de fevereiro de 1966. Consultado em 1 de setembro de 2026
  25. 1 2 «Rio Negro campeão de 1965». Jornal do Commercio. Manaus, AM. 8 de fevereiro de 1966. Consultado em 1 de setembro de 2026
  26. ↑ «Flamengo despediu-se goleando o Rio Negro». Jornal do Commercio. Manaus. 12 de julho de 1966. Consultado em 22 de agosto de 2026
  27. ↑ «Rio negro deve pensar num trunfo». Jornal do Commercio. Manaus. 17 de julho de 1966. Consultado em 22 de agosto de 2026
  28. ↑ «Detalhes dos Jogos». Jornal do Commercio. Manaus. 27 de outubro de 1970. Consultado em 1 de setembro de 2026
  29. ↑ «Detalhes dos Jogos». Jornal do Commercio. Manaus. 3 de agosto de 1971. Consultado em 1 de setembro de 2026
  30. ↑ «Campeão do Torneio». Jornal do Commercio. Manaus. 30 de novembro de 1971. Consultado em 1 de setembro de 2026
  31. ↑ «Rio Negro vai dispensar oito de seu atual time». Jornal do Commercio. Manaus. 1 de dezembro de 1971. Consultado em 1 de setembro de 2026
  32. ↑ «Rodoviária conquistou o título máximo de 73». Jornal do Commercio. Manaus. 9 de agosto de 1973. Consultado em 2 de setembro de 2026
  33. ↑ «Nacional confirmou título e goleou Rio Negro». Jornal do Commercio. Manaus. 10 de dezembro de 1974. Consultado em 2 de setembro de 2026
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