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Geografia de Minas Gerais

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A geografia de Minas Gerais é caracterizada pela diversidade de formas de relevo, condições climáticas, formações vegetais e bacias hidrográficas. Localizado na Região Sudeste do Brasil, o estado possui área territorial de 586 514,008 quilômetros quadrados e é dividido em 853 municípios.[1]

Minas Gerais não possui litoral e limita-se com os estados da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás, além do Distrito Federal. Seu território situa-se aproximadamente entre as latitudes 14° e 23° sul e as longitudes 39° e 51° oeste.[2]

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Pico da Bandeira, ponto mais elevado de Minas Gerais.

O relevo mineiro é composto por planaltos, serras, depressões e vales fluviais. Entre as principais unidades identificadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística estão o Planalto Centro-Sul Mineiro e Campos das Vertentes, o Planalto do Alto Rio Grande, o Planalto de Poços de Caldas, a Serra da Canastra, as serras do Espinhaço e do Quadrilátero Ferrífero e as serras da Mantiqueira, Itatiaia e Caparaó.[3]

As depressões do alto e médio rio São Francisco, do rio Doce, dos rios Jequitinhonha e Pardo e do rio Paraíba do Sul formam áreas de altitude relativamente mais baixa. Em contraste, as maiores elevações concentram-se nas serras situadas no centro, no sul e no leste do estado.[3]

O ponto culminante de Minas Gerais é o Pico da Bandeira, localizado na divisa com o Espírito Santo, com 2.891,32 metros de altitude. Entre outros pontos elevados situados total ou parcialmente no estado estão a Pedra da Mina, com 2.798,06 metros, e o Pico do Cristal, com 2.769,05 metros.[4]

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Classificação climática de Köppen em Minas Gerais.

A posição latitudinal, a altitude e a configuração do relevo produzem considerável diversidade climática no território mineiro. Um estudo baseado na classificação de Köppen identificou no estado os grupos climáticos tropical chuvoso, seco e temperado quente.[5]

Os tipos mais abrangentes são o Aw, tropical com inverno seco; o Cwa, temperado ou subtropical de altitude com inverno seco e verão quente; e o Cwb, de altitude, com inverno seco e verão ameno. Em conjunto, essas três classes ocupam mais de 99% do território estadual segundo o estudo. Pequenas áreas também foram classificadas como Am, tropical de monção, e BSh, semiárido quente.[5]

O clima tropical com inverno seco predomina em grande parte das áreas de menor altitude. Os tipos Cwa e Cwb ocorrem principalmente nos planaltos e serras do centro-sul e do leste, enquanto as condições semiáridas concentram-se no extremo norte do estado.[5]

Biomas e vegetação

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O território de Minas Gerais abrange áreas dos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga.[6][7]

O Cerrado ocupa extensas áreas do oeste, noroeste, norte e centro do estado. Sua vegetação apresenta diferentes formações, como campos, savanas, cerradões e veredas. A Mata Atlântica predomina principalmente no leste, sudeste e sul de Minas Gerais, incluindo florestas ombrófilas e estacionais.[6]

A Caatinga aparece no extremo norte mineiro, em uma faixa de transição com o Cerrado e as florestas estacionais secas. Os limites entre os três biomas formam áreas de contato nas quais se combinam espécies e características de diferentes formações vegetais.[6]

Ficheiro:Serra do Cipó MG.jpg
Vegetação de campo rupestre na Serra do Cipó.

Os campos rupestres ocorrem sobre afloramentos rochosos nas áreas mais elevadas, especialmente nas serras do Espinhaço, da Canastra e da Mantiqueira. As chamadas matas secas, ou florestas estacionais deciduais, aparecem sobretudo no norte do estado, inclusive sobre formações calcárias da bacia do São Francisco.[2]

Hidrografia

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Trecho do rio São Francisco entre Ponto Chique e Pirapora.

Minas Gerais situa-se em uma região de cabeceiras e divisores de águas de alguns dos principais sistemas fluviais brasileiros. Seu território está inserido nas regiões hidrográficas do São Francisco, Paraná, Atlântico Leste e Atlântico Sudeste.[8]

Região hidrográfica Principais bacias em Minas Gerais
São Francisco São Francisco e seus afluentes, entre eles das Velhas, Paraopeba, Paracatu, Pará e Verde Grande
Paraná Grande, Paranaíba e rios do sistema Piracicaba–Jaguari
Atlântico Leste Jequitinhonha, Mucuri e Pardo
Atlântico Sudeste Doce, Paraíba do Sul e Itabapoana

A bacia do São Francisco ocupa a maior extensão dentro do estado. O rio recebe em Minas Gerais afluentes provenientes de áreas densamente urbanizadas, como os rios das Velhas e Paraopeba, e de áreas de Cerrado do noroeste, como o Paracatu.[2]

Na região hidrográfica do Paraná, os rios Grande e Paranaíba unem-se na divisa entre Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul para formar o rio Paraná. A bacia do Grande drena grande parte do sul e do sudoeste do estado, enquanto a do Paranaíba abrange o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba.[2]

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Rio Doce em Galileia.

As bacias do Doce, Jequitinhonha, Mucuri, Pardo, Paraíba do Sul e Itabapoana drenam as porções leste, nordeste e sudeste do território mineiro em direção ao Oceano Atlântico.[2]

A gestão estadual dos recursos hídricos utiliza unidades territoriais delimitadas no interior das bacias, denominadas circunscrições hidrográficas, que servem de base para a organização dos comitês de bacia e para o planejamento do uso da água.[9]

Organização territorial e população

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Minas Gerais possui 853 municípios. O Censo de 2022 contabilizou 20.539.989 habitantes no estado.[1]

Belo Horizonte é a capital estadual e o município mais populoso, com 2.315.560 habitantes no Censo de 2022.[10] Além da capital e dos municípios de sua região metropolitana, destacam-se como centros urbanos regionais cidades como Uberlândia, Juiz de Fora, Montes Claros, Uberaba, Governador Valadares, Divinópolis, Pouso Alegre e Ipatinga.

Ver também

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Referências

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Referências

  1. 1 2 «Minas Gerais». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 31 de julho de 2026
  2. 1 2 3 4 5 «Geografia». Governo do Estado de Minas Gerais. 22 de junho de 2022. Consultado em 31 de julho de 2026
  3. 1 2 «Unidades de relevo» (PDF). Atlas Nacional do Brasil Milton Santos. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2010. Consultado em 31 de julho de 2026
  4. ↑ «IBGE revê as altitudes de sete pontos culminantes». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 29 de fevereiro de 2016. Consultado em 31 de julho de 2026
  5. 1 2 3 Sá Júnior, Arionaldo de; Carvalho, Luiz Gonsaga de; Silva, Fábio Fernandes da; Alves, Marcelo de Carvalho (2012). «Application of the Köppen classification for climatic zoning in the state of Minas Gerais, Brazil». Theoretical and Applied Climatology (em inglês). 108 (1–2): 1–7. doi:10.1007/s00704-011-0507-8
  6. 1 2 3 «Biomas». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 31 de julho de 2026
  7. ↑ «Lacunas de conhecimento relacionadas à biodiversidade em Minas Gerais». Infraestrutura de Dados Espaciais do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Consultado em 31 de julho de 2026
  8. ↑ «As regiões hidrográficas». Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. Consultado em 31 de julho de 2026
  9. ↑ «Comitês e unidades de planejamento». Instituto Mineiro de Gestão das Águas. Consultado em 31 de julho de 2026
  10. ↑ «Belo Horizonte». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 31 de julho de 2026

Ligações externas

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