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Helene Johnson

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Helene Johnson
Image
Nascimento
7 de julho de 1906

Boston, Massachusetts, Estados Unidos
Morte
1995
Nacionalidadenorte-americana
Ocupaçãopoetisa
Movimento literárioRenascimento do Harlem


Helene Johnson (nascida Helen Johnson; 7 de julho de 1906 – 1995) foi uma poetisa afro-americana associada ao Renascimento do Harlem, movimento cultural e literário que se desenvolveu sobretudo nas décadas de 1920 e 1930. A sua poesia abordou temas relacionados com a identidade racial, a experiência urbana e a vida da população afro-americana nos Estados Unidos. Publicou os seus poemas em diversas revistas literárias da época, entre as quais Opportunity, Vanity Fair e Fire!!.[1][2]

Prima da romancista Dorothy West, Johnson integrou uma geração de jovens escritores afro-americanos que procurou renovar a literatura negra norte-americana e afirmar a sua identidade cultural. Embora a sua actividade editorial tenha sido relativamente breve, os seus poemas foram posteriormente incluídos em várias antologias de poesia afro-americana. Parte significativa da sua produção, incluindo poemas inéditos, encontra-se preservada nos arquivos do Schomburg Center for Research in Black Culture, pertencente à Biblioteca Pública de Nova Iorque.[3]

Biografia

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Infância e formação

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Helene Johnson nasceu em Boston, no estado de Massachusetts, a 7 de julho de 1906. Era filha de Ella Benson Johnson e George William Johnson. A mãe trabalhava como empregada doméstica e os seus avós maternos tinham nascido em situação de escravidão na Carolina do Sul. Johnson não chegou a conhecer o pai. Cresceu sobretudo na região de Brookline, nos arredores de Boston, e manteve uma relação próxima com a sua prima Dorothy West, que viria a tornar-se romancista.[2][1]

Durante a infância, passou também temporadas com familiares em Oak Bluffs, na ilha de Martha's Vineyard, local com uma importante comunidade afro-americana. O ambiente familiar e social em que cresceu constituiu parte do contexto da sua formação e da sua relação com a identidade afro-americana.[2]

Frequentou a Universidade de Boston e a Universidade Columbia, em Nova Iorque. As fontes biográficas associam a sua passagem por estas instituições à fase em que começou a desenvolver a sua actividade literária.[1][2]

Renascimento do Harlem

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Na década de 1920, Johnson mudou-se para Nova Iorque com Dorothy West e aproximou-se dos círculos literários do Renascimento do Harlem. Este movimento reuniu escritores, artistas, músicos e intelectuais afro-americanos, contribuindo para uma renovação da literatura e das artes negras nos Estados Unidos.

Johnson destacou-se como uma das jovens poetisas da sua geração. Em 1925, participou num concurso literário promovido pela revista Opportunity, publicação ligada à National Urban League. Em 1926, a revista publicou vários dos seus poemas. A sua participação nos concursos e nas páginas desta publicação ajudou a dar visibilidade à sua escrita.[2][1]

Os seus poemas apareceram também em revistas como The Messenger, Saturday Evening Quill, Palms e Vanity Fair. Publicou igualmente na revista Fire!!, lançada em 1926 e associada a uma geração de escritores que procurava explorar formas de expressão artística menos condicionadas pelas expectativas convencionais sobre a literatura afro-americana. Entre os responsáveis pela publicação encontravam-se Wallace Thurman, Langston Hughes e Richard Bruce Nugent.[2][1]

A sua obra integrou o ambiente de experimentação estética e de afirmação cultural que caracterizou o Renascimento do Harlem. Através da poesia, Johnson explorou experiências individuais e colectivas da população negra, articulando referências à vida quotidiana com uma consciência da história e da identidade racial.[3]

Vida pessoal e últimos anos

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Em 1933, Johnson casou com William Warner Hubbell III. O casal teve uma filha, Abigail McGrath.[2][1]

A sua produção poética publicada diminuiu durante a década de 1930. Os seus últimos poemas publicados surgiram em meados dessa década, incluindo textos na revista Challenge: A Literary Quarterly, fundada por Dorothy West. Apesar de ter continuado a escrever, Johnson deixou de publicar poesia original de forma regular.[1][2]

Johnson morreu em 1995. A data exacta da sua morte é apresentada de forma divergente nas fontes biográficas disponíveis, pelo que deverá ser confirmada antes de se acrescentar um dia e mês à informação biográfica.

Obra e características literárias

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A obra de Helene Johnson é constituída principalmente por poemas publicados em revistas literárias e posteriormente recuperados em antologias. Não publicou uma colectânea de poesia em nome próprio durante a fase activa da sua carreira literária.[1][2]

A sua poesia aborda a identidade afro-americana, a experiência da vida urbana e as condições sociais enfrentadas pela população negra. A descrição da vida quotidiana e a afirmação da herança cultural negra constituem elementos importantes da sua escrita. A sua produção insere-se no contexto mais amplo da renovação literária promovida pelo Renascimento do Harlem, no qual vários autores procuraram representar a experiência negra a partir de perspectivas próprias.[3]

Entre os seus poemas mais conhecidos encontram-se My Race, The Road, Magula, A Southern Road, Bottled, Sonnet to a Negro in Harlem, Summer Matures, Invocation e Remember Not. Estes textos têm sido reproduzidos em antologias dedicadas à poesia afro-americana e à literatura do Renascimento do Harlem.[2][4]

A extensão relativamente reduzida da sua obra publicada não impediu a sua inclusão em estudos e colectâneas dedicados ao período. A preservação de manuscritos e de poemas não publicados permite também estudar uma produção literária mais extensa do que aquela que chegou originalmente às revistas.[3]

A importância de Helene Johnson tem sido reconhecida sobretudo no âmbito dos estudos sobre o Renascimento do Harlem e a poesia afro-americana do século XX. Os seus poemas foram incluídos em antologias como The Book of American Negro Poetry, organizada por James Weldon Johnson, The Poetry of the Negro, editada por Arna Bontemps e Langston Hughes, e Voices from the Harlem Renaissance.[2][1]

Em 2000, a University of Massachusetts Press publicou This Waiting for Love: Helene Johnson, Poet of the Harlem Renaissance, uma colectânea organizada por Verner D. Mitchell que reúne a poesia conhecida da autora e uma selecção da sua correspondência. A publicação contribuiu para a recuperação e o estudo da sua obra, permitindo uma avaliação mais abrangente do seu percurso literário.[5]

O arquivo dedicado à poetisa, conservado no Schomburg Center for Research in Black Culture, inclui mais de trinta poemas inéditos ou não datados, com correcções e revisões manuscritas. Este conjunto documental constitui uma fonte importante para o estudo da sua actividade literária e da poesia afro-americana da primeira metade do século XX.[3]

Referências

  1. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 «Helene Johnson» (em inglês). Poetry Foundation
  2. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 «Helene Johnson» (em inglês). Academy of American Poets
  3. 1 2 3 4 5 «Helene Johnson poems» (em inglês). The New York Public Library
  4. ↑ «Wiley Blackwell Anthology of African American Literature» (em inglês). George Mason University Libraries
  5. ↑ «This Waiting for Love: Helene Johnson, Poet of the Harlem Renaissance» (em inglês). BiblioVault / University of Massachusetts Press

Bibliografia

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Antologias com poemas de Helene Johnson

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  • Johnson, James Weldon (org.). The Book of American Negro Poetry. Harcourt, Brace and Company, 1922.
  • Bontemps, Arna; Hughes, Langston (orgs.). The Poetry of the Negro, 1746–1949. Doubleday, 1951.
  • American Negro Poetry. Hill and Wang, 1963.
  • Voices from the Harlem Renaissance. Oxford University Press, 1976.

Edição dedicada à autora

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  • Mitchell, Verner D. (org.). This Waiting for Love: Helene Johnson, Poet of the Harlem Renaissance. University of Massachusetts Press, 2000.

Ligações externas

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