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Pena de morte por país

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  Abolida na lei para todos os crimes: 110
  Abolida na lei para todos os crimes exceto aqueles cometidos em circunstâncias especiais (como crimes cometidos durante a guerra): 9
  Abolida na prática (nenhuma execução nos últimos 10 anos): 23
  Retém pena de morte: 53

A seguir, um resumo do uso da pena de morte por país. Globalmente, dos 195 estados independentes que são membros da ONU ou têm o status de observador da ONU, 108 países aboliram-na completamente de jure para todos os crimes, 7 aboliram-na para crimes comuns (mantendo-a para circunstâncias especiais, como crimes de guerra) e 26 são abolicionistas na prática, enquanto 54 países mantêm a pena de morte.

Visão geral global

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Historicamente, a pena de morte tem sido usada em quase todas as partes do mundo. Atualmente, a grande maioria dos países aboliu ou descontinuou a prática. O Japão tem o maior IDH ajustado à desigualdade (Índice de Desenvolvimento Humano, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) de qualquer país a usar a pena de morte; Singapura tem o maior IDH não ajustado.[1][2][3][4][5][6][7] O uso da pena de morte é geralmente dividido nas quatro categorias a seguir indicadas. Globalmente, dos 195 estados independentes que são membros da ONU ou têm status de observador da ONU:[8]

  • 53 (27%) mantêm-na na lei e na prática.
  • 23 (12%) a aboliram de fato, ou seja, de acordo com os padrões da Anistia Internacional, que eles não executaram ninguém durante a última década ou mais e se acredita que tenham uma política ou prática estabelecida de não realizar execuções.[9]
  • 9 (5%) a aboliram de facto, nomeadamente que não executaram ninguém durante os últimos 14 ou mais anos e a aboliram de jure, mas a retêm por circunstâncias excepcionais ou especiais (como crimes cometidos em tempo de guerra).
  • 110 (56%) a aboliram para todos os crimes, mais recentemente: Líbano (2026).
Execução de menores
Desde 2009, o Irã e o Sudão do Sul executaram infratores que tinham menos de 18 anos na época em que o crime foi cometido, infringindo a Convenção sobre os Direitos da Criança.[10][11][12]
Execução pública
Em 2013, execuções públicas foram realizadas pelos governos do Irã, Coreia do Norte, Arábia Saudita e Somália.[13]

Países classificados como 'muito elevados' no Índice de Desenvolvimento Humano

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Dos 66 estados soberanos classificados como 'muito altos' na edição de 2020 do Índice de Desenvolvimento Humano (referindo-se a 2019),[14] 12 aplicam a pena de morte: Singapura, Estados Unidos, Japão, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein, Omã, Bielorrússia, Kuwait, Catar, Malásia e Taiwan. Na Coreia do Sul, Rússia, Bahamas, Barbados e em Brunei, está em prática uma moratória. Em Israel e no Chile, é restrita a crimes cometidos em tempo de guerra. Todos os outros países nesta categoria aboliram a pena de morte.

Na África, existem vários países que aplicam a pena de morte. Botswana, Egito, Guiné Equatorial, Líbia, Somália, Somalilândia, Sudão do Sul e Sudão são exemplos de países que executam presos. Muitos países como Argélia, Camarões , República Centro-Africana, Eritreia, Essuatíni, Gana, Quênia, Libéria, Mali, Marrocos, Mauritânia, Níger, Serra Leoa, Tanzânia, Tunísia e Zâmbia têm moratórias que estão em vigor há mais de uma década tornando os países abolicionistas na prática, mas mantendo a pena de morte por lei. A Nigéria é em alguns estados abolicionista de fato e em alguns estados retencionista. Em 2018, Burkina Faso revogou a pena de morte para crimes comuns e a Gâmbia anunciou uma moratória como um primeiro passo para a abolição.[15] O Chade aboliu a pena de morte para todos os crimes em 2020 e Malawi e Serra Leoa em 2021.

Américas

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Nos países do Caribe, a pena de morte existe pelo menos de jure, exceto na República Dominicana e no Haiti, que a aboliram em 1969 e 1987, respectivamente. Granada é abolicionista na prática e sua última execução foi em 1978. A última execução no Caribe e a última nas Américas fora dos Estados Unidos foi em São Cristóvão e Nevis em 2008. Na América Central e do Sul, a pena de morte existe em Belize e na Guiana, embora não seja aplicada desde 1985 e 1997, respectivamente. No Brasil, Chile, El Salvador, Guatemala e Peru, as execuções só são legais em circunstâncias específicas, como crimes de guerra, e foram abolidas para crimes civis.

A maioria das execuções em todo o mundo ocorre na Ásia. A China é o país com pena de morte mais ativo do mundo; de acordo com a Amnistia Internacional, a China executa mais pessoas por ano do que o resto do mundo combinado.[16] No entanto, nem toda a China é retencionista, uma vez que Hong Kong e Macau a aboliram para todos os crimes. No Irã e na Arábia Saudita, o número de execuções também é muito alto. Dos 12 países com Índice de Desenvolvimento Humano "muito alto" que praticam execuções, 10 estão na Ásia: Japão, Taiwan, Singapura, Malásia, Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Omã, Catar e Emirados Árabes Unidos, embora a Malásia desde 2018 tenha uma moratória. Em 2017, a Mongólia revogou a pena de morte para todos os crimes[17] e em 2021 o Cazaquistão, que já era abolicionista para crimes comuns, aboliu-a também para crimes em circunstâncias especiais. A Índia raramente executa criminosos. Apenas 30 execuções ocorreram na Índia desde 1991. A última execução foi a de quatro perpetradores de um caso de estupro coletivo e assassinato em 20 de março de 2020.[18] De acordo com um relatório de 2017 da Comissão Nacional de Direitos Humanos de Mianmar, 709 prisioneiros em 26 prisões em todo o país tiveram suas sentenças de morte comutadas para prisão perpétua.[19] Em 2026, o Líbano tornou-se o primeiro país do Oriente Médio e o primeiro país árabe a abolir a pena de morte.[20]

A União Europeia mantém uma posição forte contra a pena de morte; a sua abolição é um objetivo fundamental da União em matéria de direitos humanos. A abolição também é uma condição prévia para a entrada na União Europeia. Na Europa, apenas a Bielorrússia e a República Popular de Donetsk e a República Popular de Luhansk continuam a aplicar ativamente a pena de morte.[21][22][23][24]

A pena de morte foi completamente abolida em todos os países europeus, exceto na Bielorrússia e na Rússia, a última dos quais tem uma moratória e não conduz uma execução desde 1996. A proibição absoluta da pena de morte está consagrada na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (UE) e em dois protocolos amplamente adotados da Convenção Europeia dos Direitos Humanos do Conselho da Europa, sendo, por isso, considerada um valor central. De todos os países europeus modernos, São Marinho, Portugal e os Países Baixos foram os primeiros a abolir a pena de morte, enquanto apenas a Bielorrússia ainda pratica a pena de morte. Em 2012, a Letônia se tornou o último Estado-Membro da UE a abolir a pena de morte em tempo de guerra.[25]

Foi no Reino do Taiti (quando a ilha era independente), em 1824, que pela primeira vez no mundo uma assembleia legislativa aboliu a pena de morte, comutada em exílio.[26] Quase todos os países desta região aboliram a pena de morte como forma de punição, e os dois países que ainda a aplicam (Papua-Nova Guiné e Tonga) não a usam há muitas décadas. As últimas execuções conhecidas nesta região ocorreram em Tonga em 1982.


Cronologia de abolição

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Ano da abolição País Países por ano Total
1863 Image Venezuela 1 1
1865 Image San Marino 1 2
1877 Image Costa Rica 1 3
1903 Image Panamá 1 4
1906 Image Equador 1 5
1907 Image Uruguai 1 6
1910 Image Colômbia 1 7
1928 Image Islândia 1 8
1956 Image Honduras 1 9
1962 Image Mónaco 1 10
1966 Image República Dominicana 1 11
1968 Image Áustria 1 12
1969 Image Vaticano 1 13
1972 Image Finlândia 1 14
1973 Image Suécia 1 15
1976 Image Portugal 1 16
1978 Image Dinamarca Image Ilhas Salomão Image Tuvalu 3 19
1979 Image Quiribáti Image Luxemburgo Image Nicarágua Image Noruega 4 23
1980 Image Vanuatu 1 24
1981 Image Cabo Verde Image França 2 26
1982 Image Países Baixos 1 27
1985 Image Austrália 1 28
1986 Image Ilhas Marshall Image Micronésia 2 30
1949,1987 Image Alemanha (como Alemanha Oriental, a jurisdição que mais demorou a abolir a pena de morte na atual República Federativa da Alemanha) 1 31
1988 Image Haiti 1 32
1989 Image Camboja Image Liechtenstein Image Nova Zelândia 3 35
1990 Image Andorra (Image Chéquia Image Eslováquia como Checoslováquia) Image Hungria Image Irlanda Image Moçambique Image Namíbia Image Roménia Image São Tomé e Príncipe 9 44
1991 Image Croácia Image Macedónia do Norte Image Eslovénia 3 47
1992 Image Angola Image Paraguai Image Suíça 3 50
1993 Image Guiné-Bissau Image Seicheles 2 52
1994 Image Itália Image Palau 2 54
1995 Image Djibouti Image Maurícia (Image Montenegro Image Sérvia como Iugoslávia) Image África do Sul Image Espanha 6 60
1996 Image Bélgica 1 61
1997 Image Nepal 1 62
1998 Image Arménia Image Azerbaijão Image Bulgária Image Estónia Image Lituânia Image Polônia Image Reino Unido 7 69
1999 Image Canadá Image Turquemenistão 2 71
2000 Image Costa do Marfim Image Malta Image Ucrânia 3 74
2002 Image Chipre Image Timor-Leste 2 76
2004 Image Butão Image Grécia Image Samoa Image Senegal Image Turquia 5 81
2005 Image México Image Moldávia 2 83
2006 Image Geórgia Image Filipinas 2 85
2007 Image Albânia Image Quirguistão Image Ruanda 3 88
2008 Image Uzbequistão 1 89
2009 Image Argentina Image Bolívia Image Burundi Image Togo 4 93
2010 Image Gabão 1 94
2012 Image Letónia Image Mongólia 2 96
2014 Image Madagascar 1 97
2015 Image Congo Image Fiji Image Suriname 3 100
2016 Image Benim Image Nauru 2 102
2017 Image Guiné 1 103
2019 Image Bósnia e Herzegovina 1 104
2020 Image Chade 1 105
2021 Image Cazaquistão Image Malawi Image Serra Leoa 3 108

Ver também

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Referências

  1. ↑ «Document». www.amnesty.org. Cópia arquivada em 12 de agosto de 2021
  2. ↑ Leigh B. Bienen (2011). Murder and Its Consequences: Essays on Capital Punishment in America 2 ed. [S.l.]: Northwestern University Press. ISBN 978-0-8101-2697-8. Cópia arquivada em 15 de novembro de 2025
  3. ↑ Michael H. Tonry (2000). The Handbook of Crime & Punishment. [S.l.]: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-514060-6. Cópia arquivada em 2 de fevereiro de 2026
  4. ↑ Reichert, Elisabeth (2011). Social Work and Human Rights: A Foundation for Policy and Practice. [S.l.]: Columbia University Press. ISBN 978-0-231-52070-6. Cópia arquivada em 7 de janeiro de 2026
  5. ↑ Durrant, Russil (2013). An Introduction to Criminal Psychology. [S.l.]: Routledge. ISBN 978-1-136-23434-7. Cópia arquivada em 19 de dezembro de 2024
  6. ↑ Clifton D. Bryant; Dennis L. Peck (2009). Encyclopedia of Death & Human Experience. [S.l.]: Sage Publications. ISBN 978-1-4129-5178-4. Cópia arquivada em 8 de janeiro de 2026
  7. ↑ Roberson, Cliff (2015). Constitutional Law and Criminal Justice, Second Edition. [S.l.]: CRC Press. ISBN 978-1-4987-2120-2. Cópia arquivada em 5 de janeiro de 2026
  8. ↑ «Abolitionist and Retentionist countries as of July 2018» (PDF). Consultado em 10 de fevereiro de 2020. Cópia arquivada (PDF) em 8 de abril de 2021
  9. ↑ «DEATH SENTENCES AND EXECUTIONS REPORT 2015». Amnesty International. Abril de 2016. Consultado em 10 de agosto de 2016. Cópia arquivada em 29 de julho de 2026
  10. ↑ «Executions of juveniles since 1990». Amnesty International. Cópia arquivada em 4 de dezembro de 2012
  11. ↑ Philp, Catherine (11 de agosto de 2017). «Iran hangs Ali Reza Tajiki, who was arrested for murder at age 15». The Times (em inglês). Consultado em 12 de agosto de 2017. Cópia arquivada em 5 de abril de 2023
  12. ↑ «South Sudan steps up executions, children not spared». www.amnesty.org (em inglês). Consultado em 10 de fevereiro de 2020. Cópia arquivada em 7 de junho de 2022
  13. ↑ «Death Sentences and Executions 2013» (PDF). Amnesty International. Consultado em 22 de novembro de 2014
  14. ↑ «Human Development Report» (PDF). HDRO (Human Development Report Office) United Nations Development Programme. 2020. Consultado em 2 de janeiro de 2021. Cópia arquivada (PDF) em 7 de junho de 2022
  15. ↑ «Gambia suspends death penalty en route to abolition». African News. Consultado em 20 de fevereiro de 2018. Cópia arquivada em 25 de janeiro de 2025
  16. ↑ «Canadian's death sentence in China 'horrific', family says». BBC. 15 de janeiro de 2019. Consultado em 15 de janeiro de 2019. Cópia arquivada em 30 de dezembro de 2025. China is believed to execute more people annually than any other country, but is highly secretive about the number. Human rights group Amnesty International puts the figure in the thousands - more than the rest of the world's nations put together.
  17. ↑ «ADPAN welcomes Mongolia decision abolish death penalty in law» (em inglês). Consultado em 10 de março de 2019[ligação inativa]
  18. ↑ «Nirbhaya case: Four Indian men executed for 2012 Delhi bus rape and murder». BBC News. 20 de março de 2020. Cópia arquivada em 8 de agosto de 2026 – via www.bbc.com
  19. ↑ «Government 'hasn't relaxed death penalty'». The Myanmar Times. 5 de julho de 2018. Cópia arquivada em 22 de julho de 2025
  20. ↑ «Líbano se torna o 1º país árabe a abolir a pena de morte». G1. 11 de agosto de 2026. Consultado em 11 de agosto de 2026
  21. ↑ European External Action Service (30 de setembro de 2008). «European Union - EEAS (European External Action Service) | EU Policy on Death Penalty». Eeas.europa.eu. Consultado em 9 de abril de 2016. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2016
  22. ↑ Crisp, James (1 de abril de 2015). «Belarus and Ukrainan rebels keep death penalty alive in Europe». euractiv.com (em inglês). Consultado em 28 de junho de 2019
  23. ↑ «UN Says Fighting Fuels 'Dire' Situation In Eastern Ukraine As Winter Sets In». RadioFreeEurope/RadioLiberty (em inglês). Consultado em 28 de junho de 2019. Cópia arquivada em 10 de abril de 2026
  24. ↑ «More than 9 death sentences imposed in unrecognized Russian proxy Donbas 'republic'». khpg.org. Consultado em 18 de março de 2021. Cópia arquivada em 21 de abril de 2025
  25. ↑ «International law: abolition protocols ratified last month». World Coalition Against the Death Penalty. Consultado em 4 de dezembro de 2018. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2018
  26. ↑ Alexandre Juster, L'histoire de la Polynésie française en 101 dates : 101 événements marquants qui ont fait l'histoire de Tahiti et ses îles, Les éditions de Moana, 2016 (ISBN 9782955686010), p. 40