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Prêmio Nobel da Paz de 2005

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Image Prêmio Nobel da Paz de 2005
Mohamed ElBaradei e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)
Image
ElBaradei (na imagem) e a AIEA — "por seus esforços para impedir que a energia nuclear seja utilizada para fins militares e para garantir que a energia nuclear destinada a fins pacíficos seja utilizada da maneira mais segura possível"
Data
  • 7 de outubro de 2005 (anúncio por Ole Danbolt Mjøs)
  • 10 de dezembro de 2005 (cerimônia)
LocalOslo, Noruega
Primeira cerimónia1901
ApresentaçãoComitê Nobel Norueguês
RecompensaSEK 10 milhões
Página oficial

O Prêmio Nobel da Paz de 2005 foi concedido à Agência Internacional de Energia Atômica e a Mohamed ElBaradei "por seus esforços para impedir que a energia nuclear seja utilizada para fins militares e para garantir que a energia nuclear destinada a fins pacíficos seja utilizada da maneira mais segura possível".[1]

Visão geral

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O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, afirmou estar satisfeito com a concessão do Prêmio Nobel da Paz de 2005 ao órgão de fiscalização nuclear das Nações Unidas e a seu diretor, ElBaradei. "O secretário-geral parabeniza ElBaradei e todos os funcionários da agência, atuais e antigos, por suas contribuições para a paz mundial", declarou um porta-voz de Annan.[2]

Em seu discurso de aceitação do Nobel, ElBaradei afirmou que as mudanças no cenário da não proliferação e do desarmamento nuclear poderiam ser caracterizadas pelo surgimento de um amplo mercado negro de materiais e equipamentos nucleares, pela proliferação de armas nucleares e de tecnologia nuclear sensível e pela estagnação do desarmamento nuclear. Para combater a proliferação, ElBaradei propôs impedir que materiais nucleares e radiológicos chegassem às mãos de grupos extremistas, reforçar o controle sobre as operações de produção de materiais nucleares que poderiam ser utilizados em armas e acelerar os esforços de desarmamento.[3] O Dr. ElBaradei também declarou que apenas 1% do dinheiro gasto no desenvolvimento de novas armas seria suficiente para alimentar toda a população mundial e que, se esperamos escapar da autodestruição, as armas nucleares não deveriam ter lugar em nossa consciência coletiva nem desempenhar qualquer papel em nossa segurança.[4]

Referências