Volkswagen Santana Quantum
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| Volkswagen Santana Quantum | ||||
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Volkswagen Santana Quantum GLS 1987. | ||||
| Visão geral | ||||
| Nomes alternativos | Volkswagen Passat Variant (Europa) Volkswagen Quantum Wagon (Estados Unidos) Volkswagen Corsar Variant (México) | |||
| Produção | 1985 — 2003 | |||
| Fabricante | Volkswagen | |||
| Modelo | ||||
| Classe | Station Wagon médio | |||
| Carroceria | Station Wagon | |||
| Ficha técnica | ||||
| Motor | AP 1.8/1.8i, AP 2.0/2.0i | |||
| Transmissão | Manual de 5 Marchas ou Automático de 4 marchas | |||
| Modelos relacionados | Volkswagen Santana Ford Royale Ford Versailles Chevrolet Caravan Ford Belina | |||
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A Quantum foi uma station wagon de porte médio produzido pela Volkswagen de 1985 até 2003 no Brasil. Ela também era chamada de Santana Quantum em alusão ao sedan do qual se derivou. Ambos eram as versões brasileiras da segunda geração do Volkswagen Passat alemão, que ao contrário da primeira, chegou ao país sem manter o nome original. Sua primeira aparição no país era de um modelo quase idêntico ao alemão, diferindo somente em adaptações regionais quanto à mecânica.

Seu lançamento foi recheado de expectativas por compor com o Santana a primeira linha de luxo da VW no país, e na verdade ela acabou recebendo índices de vendas bem expressivos. Afinal era um projeto bem novo, que oferecia doses de luxo quase no nível da principal rival, Chevrolet Caravan, mas com todas as vantagens de ser muito mais moderna que esta: a concepção de motor e tração dianteiros não roubava excesso de espaço interno e portanto não requeria comprimento total exagerado, e seu peso consideravelmente menor lhe permitia usar os motores AP (Alta Performance) 1.8 e 2.0, garantido ótimo desempenho mas consumo mais comedido que um de seis cilindros, por exemplo.
Escassa e defasada, a concorrência do mercado da época lhe fez sobreviver por vários anos sem mudanças de estilo de grande monta, até que em 1992 ela acompanhou o sedan numa generosa reestilização. Neste momento chegavam enxurradas de novos modelos graças à reabertura das importações no Brasil, e isso provocou uma repercussão enorme no mercado nacional, que de repente passou a precisar modernizar toda a linha, visando manter a competitividade. À esta época a Volkswagen alemã já produzia a terceira geração do equivalente Passat, maior e mais moderna, mas trazê-la para a produção no país faria o preço do modelo subir demais para sua categoria.
A solução adotada foi redesenhar pesadamente sobre a base do mesmo projeto dos anos 80, com frente, traseira e cabine totalmente renovadas, as duas primeiras estilizadas com enfoque na aerodinâmica, e aproveitando para seguir as tendências da nova década. Assim como o sedan, a Quantum ganhou frente em cunha com faróis e grade no estilo dos modelos europeus da marca, mas a traseira da station wagon não seguiu o estilo do Santana, como na Passat Variant. Isso não impediu, no entanto, que a Quantum ganhasse um aspecto muito mais moderno, que na verdade só ficou maculado pelo fato de os dois modelos preservarem as portas do projeto anterior, pequenas e antiquadas.

Assim como o sedan, a Quantum logo voltou a ser alvo de desejo do público, ainda que com preços altos. Ganhou versões esportivas e requintadas, e permaneceu ao lado do sedan por vários anos, recebendo leves atualizações de estilo. Infelizmente, ao redor de 1999 esta linha recebia seu último facelift mas com enfoque no custo/benefício por então se tratar de modelos já defasados em relação ao segmento que disputaram um dia.
Cronologia
[editar | editar código]1985
[editar | editar código]Lançamento do modelo, nas versões CS e CG, já com com motor AP 1800 de 90 cv a gasolina e 96 cv a álcool (outubro).
1987
[editar | editar código]Reestilização, com adoção do farol de neblina integrado a grade, as versões passam a ser CL, GL e GLS. Essas nomenclaturas ficariam em produção até 1996.
1988
[editar | editar código]Recebe o motor AP2000 nas versões GL e GLS
1990
[editar | editar código]A perua recebe o motor AP2000 "fase II" que passa por mudanças para equipar a nova geração do Santana de 1991. Chega a versão Sport.
1991
[editar | editar código]Com a chegada da nova linha Santana, a VW interrompe a produção da perua.
1992
[editar | editar código]Ganha seu primeiro facelift, apresentando a mesma dianteira do Santana 1991 e a traseira exclusiva com lanternas maiores, a versão GLS tinha opção do motor AP2000i, freios ABS e transmissão automática. Com o intuito de melhorar o desempenho das versões GLS 2000 carburadas, a Autolatina, sem alarde, trocou o eixo comando de válvulas do motor AP2000 pelo 049G do motor AP1800S do Gol GTS e Escort 1.8 XR3 (Revista Quatro-Rodas, ano 32, edição 379), para o Santana e a Quantum.
1993
[editar | editar código]Opção do motor AP2000i para as versões GL, que passava a se chamar GLi. Introdução do carburador eletrônico para as versões com motor AP1800 e AP2000 a gasolina. Adoção de injeção eletrônica monoponto FIC EEC-IV para os motores AP1800, chamada de CLi. O modelo ganha novos comandos de ventilação e ar condicionado, para choques e espelhos externos pintados da cor da carroceria para a versão GLS.
1994
[editar | editar código]A versão CLi 1.8 ganha injeção eletrônica single point para as versões a alcool e o motor AP2000i passa a ter injeção eletrônica digital FIC EEC-IV no lugar da analógica Bosch LE-Jetronic, que também ganha versão movida a álcool. A partir do modelo 1994 a Quantum GLSi passa a vir com equipamentos novos, o CD player, bancos em couro, teto solar e a coluna de direção com ajuste em altura (este opcional na versão GLi, também) , painel de instrumentos com fundo branco e check-control.
1995
[editar | editar código]Ganha nova grade dianteira, novos faróis de neblina, novo volante e revestimentos internos e parachoques na cor do veículo desde a versão CLi.
1996
[editar | editar código]A nomenclatura da Quantum passava a ser: 1.8 Mi, 2000 Mi (básicos), Evidence (considerada esportiva pela VW, com volante do Gol GTI e bancos do Gol TSi) e Exclusiv (de topo), com elementos da antiga versão GLSi, incluindo novas rodas em liga leve. É lançada a versão "Family", com elementos da Evidence.
1997
[editar | editar código]Os motores AP1800 passam a ser equipados com injeção eletrônica multipoint e o AP2000 deixa de usar o sistema de injeção Ford para usar o mesmo Magneti Marelli dos 1.8
1998
[editar | editar código]Reestilização do modelo, que chega como linha 1999, perde o quebra-vento e passa a usar bancos no formato da linha Gol e Parati e os espelhos retrovisores externos, que posteriormente também equipariam Gol e Parati GIII. A lente das lanternas traseiras recebe um novo desenho. O modelo ganha acionamento do alarme com controle acoplado a chave de ignição, novo painel de instrumentos, console central e nova linha de rodas em liga-leve, também usadas pela linha Gol, Parati e Saveiro. Os motores AP1800 e AP2000 passam a usar uma tampa no motor, semelhante a usada no Gol GIII.
2000
[editar | editar código]Foram inseridos os módulos Comfortline e Sportline para ambas as motorizações, 1.8 e 2.0.
2002
[editar | editar código]Fim da produção do modelo.
Versões
[editar | editar código]Primeira Geração
[editar | editar código]- C
- CS
- CD
- CG
- CL
- GL 1.8
- GL 2.0
- GLS
Segunda Geração
[editar | editar código]- CL / CLi*
- GL 1.8 / GLi 1.8*
- GL 2.0 / GLi 2.0*
- GLS / GLSi*
- 1.8 Mi (1996-2002)
- 2.0 Mi (1996-2002)
- Evidence 2.0 Mi (1996-1999)
- Exclusiv 2.0 Mi (1996-1999)
(*) Até 1995 ainda existiam versões com carburador. Para diferenciação, as versões com injeção eletrônica eram identificadas pela letra "i".
Séries especiais
[editar | editar código]Primeira Geração
[editar | editar código]- Sport (1990): também derivados da versão GL, tinham acessórios extras, bancos Recaro® com a inscrição Sport e itens decorativos, como faixas laterais e lanternas fumês. Segundo informações de mercado foram produzidas 4.500 unidades sendo 1.500 de cada cor: Branca, Vermelha e Preta. Produzida a partir da base GL e fechando a produção da primeira geração possuía uma mistura de diversos itens de outros modelos da mesma família e modelos da VW como: o conjunto ótico frontal da GLS, espelhos retrovisores do Gol GTI porém com acionamento manual, vidros elétricos nas quatro portas, travas elétricas a vácuo e elétricas em sua últimas unidades produzidas. Devido a crise do setor em 1989 pouquíssimas unidades saíram com o motor a álcool alimentado pelo carburador Brosol 3E. O Ar-Condicionado era opcional instalado na fábrica assim, aparelho de som era opcional fornecido pelos concessionários.
- Branca - Caracterizada com as rodas diamantadas e fundo branco na cor do veículo, grade frontal branca com o emblema frontal em preto.
- Vermelha - Caracterizada com as rodas pintadas integralmente em prata, grade frontal preta com o emblema cromado.
- Preta - Caracterizada com as rodas diamantadas e fundo preto, grade frontal preta com o emblema cromado.
Segunda Geração
[editar | editar código]- Family (1996): uma Evidence com adesivos decorativos, mais equipamentos e novas rodas (depois adotadas como padrão da versão).
Ver também
[editar | editar código]Referências
- Revista Auto Esporte nº 322, Março de 1992. FC Editora.
- Revista Quatro Rodas, Agosto de 1985, Edição 301. Chegou a Quantum.
- Revista Quatro Rodas - Dezembro de 1986 - Edição 317.
Ligações externas
[editar | editar código]- Best Cars Web Site. Carros do Passado: O "carro do povo" para a elite
- Quatro Rodas. Grandes Brasileiros: Volkswagen Quantum (2º geração)
- QUATRO RODAS - GRANDES BRASILEIROS: VW QUANTUM SPORT
- Associação Santana Fahrer Club do Brasil

