Andrologia
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Andrologia (<grego, original e transliterado ανδρος, andrós + λόγος, logos = "homem" e "estudo [de]") é a especialidade médica dedicada ao estudo e cuidado diagnóstico e prognóstico da saúde masculina, especificamente o que se refere à função sexual masculina, ao sistema reprodutivo masculino, e às questões conexas, anatômicas, biológicas, psíquicas, urológicas e outras, desde que conexas com as sexuais.
Andrologia
[editar | editar código]A andrologia algumas vezes é confundida com a Urologia, como se fosse um subconjunto desta, ou como se fossem idênticas. Com efeito, a Andrologia é reconhecida como disciplina autônoma, especialidade definida e própria, com objeto específico, desde a década de 1960. O primeiro jornal especializado nesta área foi o periódico alemão Andrologie (atualmente chamado Andrologia), publicado desde 1969 (Estudos Sociais da Ciência 1990 20, p. 32).
Na prática médica, ainda se encontram muitos especialistas apenas em Urologia que, na ausência do especialista em Andrologia, atendem também casos afetos a esta útlima. Ademais, o fato de organicamente os dois sistemas serem intimamente coligados, com mútuas interferências ao nível anatômico, fisiológico, neurológico e até funcional (a uretra, no homem, conduz tanto o esperma, na função andrológica, como a urina, na função urológica, de modo mutuamente exclusivo, isto é, ou um ou outro), essa íntima conexão, a ponto de se referir, de ordinário, sistema uro-genital, justifica em parte a confusão das especialidades.
No Brasil, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), tem, entre os seus departamentos, um específico Departamento de Andrologia. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia também possui um departamento que se dedica ao estudo da Endocrinologia Feminina e da Andrologia, o DEFA. Em Portugal, a Sociedade Portuguesa de Andrologia existe desde 1979.[1]
Andrologia é dita a contraparte masculina da correlata especialidade feminina, a Ginecologia.
Generalidades
[editar | editar código]Homens são mais suscetíveis a disfunção cardíaca que mulheres, como tendem a apresentar, via de regra, longevidade média pouco inferior à delas. Todavia, são mais resistentes a muitas condições que costumam ser adversas às mulheres, como, por exemplo, a osteoporose.
Tais constatações em séries históricas permitem concluir que qualquer terapêutica medicamentosa de alcance andrológico deva ser conduzida com cautela ainda maior, assim como maiores devem ser as precauções apresentadas nas bulas dos medicamentos específicos.
Disfunções
[editar | editar código]Disfunção andrológica é qualquer alteração da função sexual considerada normal (relativa ao homem médio em termos de saúde integral, segundo os cânones médicos). Essa conceituação, em si, já traz enormes dificuldades operacionais, dada a compreensão tão ampla quanto possível se possa conceder ao atributo "normal", a variar segundo culturas, etnias, religiões etc..
É, todavia, possível estabelecer indicadores comuns a todas as situações. Assim, diz-se que um homem é sexualmente sadio quando:
- sua função reprodutiva é satisfatoriamente alcançada ao longo de sua vida fértil;
- sua satisfação íntima em termos de prazer sexual é alcançada ao longo de sua vida;
- a conjugação dos fatores anteriores resulta numa satisfatória imagem sócio-inclusiva.
Uma das disfunções sexuais masculinas mais críticas (possivelmente a mais crítica) em todas as culturas é a chamada disfunção erétil. Embora algumas vezes se confunda disfunção eerétil e impotência, deve-se evitá-lo, em razão de não serem necessariamente a mesma coisa.
De qualquer forma, é precisamente nesse domínio que se alcançaram notáveis soluções farmacoterápicas, com o advento de fármacos como sildenafila, vardenafila, apomorfina e tadalafila, cuja função é atuar direta ou indiretamente sobre a ereção peniana, potencializando-a e, em consequência, restituindo a autoestima do paciente-usuário.
No campo cirúrgico específico (andrológico sempre que necessário conjugado com urológico), acham-se as vasectomias e vasovasostomias (um dos procedimentos de reversão das vasectomias), e as intervenções dedicadas às disfunções geniturinárias masculinas, tais como:
- Balanite
- Câncer peniano
- Câncer prostático
- Câncer testicular
- Criptorquidia
- Doença de Peyronie
- Disfunção erétil
- Epispádias
- Epididimite
- Fimose
- Fratura peniana
- Frenulum brevis
- Hidrocele
- Hipospádias
- Impotência
- Infertilidade
- Micropênis
- Orquite
- Parafimose
- Prostatite
- Espermatocele
- Testiculo ectópico
- Torsão testicular
- Varicocele
Assim sendo, a especialidade médica mais afeita para a realização dessas intervenções cirúrgicas acaba sendo a urologia.
Condições tratadas pela andrologia
[editar | editar código]A andrologia abrange o diagnóstico e o tratamento de diversas condições relacionadas à saúde sexual e reprodutiva masculina.
Infertilidade masculina
[editar | editar código]De acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada seis casais enfrenta algum grau de infertilidade conjugal, e o fator masculino é identificado em aproximadamente metade dos casos.[2] As principais causas de infertilidade masculina incluem:
- Varicocele: considerada a causa corrigível mais frequente de infertilidade masculina, caracteriza-se pela dilatação das veias do plexo pampiniforme do escroto, comprometendo a termorregulação testicular e, consequentemente, a qualidade e a quantidade dos espermatozoides. O tratamento cirúrgico — a varicocelectomia microcirúrgica — é realizado preferencialmente com auxílio de microscópio, com melhores taxas de recuperação da fertilidade e menor taxa de recorrência em comparação às técnicas abertas convencionais.[3]
- Desequilíbrios hormonais: o uso de testosterona exógena para fins estéticos ou de desempenho físico — prática denominada abuso de esteroides androgênicos anabolizantes — pode provocar supressão do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, reduzindo drasticamente a produção endógena de testosterona e espermatozoides, condição reversível em grande parte dos casos após a suspensão da substância.[4]
- Infecções: infecções do trato reprodutivo masculino por agentes como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae podem causar inflamação e fibrose dos ductos deferentes e epidídimos, dificultando a passagem dos espermatozoides. A infecção por clamídia frequentemente permanece assintomática, reforçando a importância do rastreamento em homens com infertilidade sem causa aparente. Metanálise com 11.706 participantes identificou associação significativa entre infecção por C. trachomatis e infertilidade masculina (OR 3,68; IC 95%: 2,24–6,02).[5]
- Estilo de vida: tabagismo, consumo excessivo de álcool, uso de substâncias psicoativas, obesidade e sedentarismo são fatores associados à piora dos parâmetros seminais, afetando concentração, motilidade, morfologia e integridade do DNA espermático. Pacientes que necessitam de quimioterapia devem discutir previamente a possibilidade de criopreservação de sêmen com um especialista.[6]
- Reversão de vasectomia: a recanalização dos ductos deferentes por técnica microcirúrgica (vasovasostomia ou vaso-epididimostomia) apresenta taxas de permeabilidade que variam de 70% a 97%, dependendo do tempo decorrido desde a vasectomia e das características do líquido obtido no ato cirúrgico.[7]
Para informações detalhadas sobre causas e tratamentos da infertilidade masculina, o portal educativo da Andrologia Moinhos disponibiliza conteúdo baseado em evidências sobre cada uma dessas condições.[8]
Saúde sexual masculina
[editar | editar código]A saúde sexual masculina envolve múltiplos sistemas — vascular, neurológico, hormonal e psicológico — e é avaliada de forma integrada pelo andrologista.[9] As principais condições tratadas incluem:
- Disfunção erétil: estima-se que mais de 100 milhões de homens no mundo apresentem disfunção erétil após os 40 anos. A condição pode estar associada a fatores vasculares (aterosclerose, hipertensão), neurológicos (lesão de nervos cavernosos após prostatectomia, neuropatia diabética), hormonais (hipogonadismo) e psicológicos (ansiedade de desempenho, depressão), além de hábitos como tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de álcool.[10]
- Ejaculação precoce: é uma das disfunções sexuais masculinas mais comuns, afetando entre 20% e 30% dos homens em algum momento da vida. A Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM) define a ejaculação precoce primária como aquela que ocorre consistentemente em menos de um minuto após a penetração vaginal.[11]
- Doença de Peyronie: distúrbio fibrótico localizado na túnica albugínea do pênis que resulta em deformidade e curvatura peniana, podendo causar dor e dificuldade nas relações sexuais. Acomete entre 3% e 9% dos homens adultos.[12]
- Disfunções hormonais masculinas: o hipogonadismo tardio — queda progressiva dos níveis de testosterona com o envelhecimento — pode provocar redução da libido, fadiga, perda de massa muscular, alterações de humor e declínio cognitivo.[13] O diagnóstico é laboratorial e o tratamento, quando indicado, consiste em terapia de reposição hormonal individualizada.
Saúde da próstata
[editar | editar código]A próstata é uma glândula que desempenha papel essencial na função reprodutiva masculina e, com o envelhecimento, torna-se sede das condições mais prevalentes da urologia masculina: a hiperplasia prostática benigna (HPB), a prostatite e o câncer de próstata.[14]
Prevenção e rastreamento do câncer
[editar | editar código]O andrologista desempenha papel relevante na prevenção e no rastreamento do câncer de próstata e do câncer testicular. O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais incidente entre os homens no mundo e o mais comum na população masculina brasileira, excluídos os tumores de pele não melanoma.[15] A detecção precoce é fundamental para o sucesso do tratamento, e a reabilitação sexual pós-tratamento oncológico é parte integrante do cuidado moderno ao paciente com câncer de próstata.[16]
Novas tecnologias e tratamentos avançados na saúde do homem
[editar | editar código]A andrologia contemporânea incorpora progressivamente tecnologias inovadoras no diagnóstico e no tratamento das condições masculinas. Os melhores resultados são consistentemente obtidos em centros especializados com volume cirúrgico elevado, equipes multidisciplinares e acesso às tecnologias mais avançadas, como demonstrado pela literatura científica em diversas condições urológicas de alta complexidade.[17]
Tratamentos para a disfunção erétil
[editar | editar código]Tratamentos farmacológicos orais
[editar | editar código]Os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (iPDE5) — sildenafil, tadalafil, vardenafil e avanafil — constituem a primeira linha de tratamento para a disfunção erétil, aprovados pelo Food and Drug Administration (FDA) e com extensa evidência de eficácia e segurança. Atuam facilitando o relaxamento da musculatura lisa dos corpos cavernosos mediante o aumento da concentração de GMP cíclico, potencializando a vasodilatação mediada pelo óxido nítrico. São contraindicados em pacientes em uso de nitratos orgânicos.[18]
Prótese peniana inflável
[editar | editar código]A prótese peniana é o tratamento cirúrgico de maior eficácia para a disfunção erétil refratária às demais modalidades terapêuticas. O implante peniano inflável de três peças — considerado o padrão-ouro cirúrgico — é aprovado pelo FDA e apresenta os maiores índices de satisfação entre todos os tratamentos disponíveis para disfunção erétil grave, com taxas globais de satisfação de pacientes e parceiras superiores a 90% nos estudos de longo prazo.[19] O dispositivo é composto por dois cilindros implantados nos corpos cavernosos, uma bomba escrotal e um reservatório retropúbico preenchido com solução salina, permitindo ao paciente controlar o momento e a duração da ereção de forma discreta. A cirurgia não interfere na sensibilidade peniana, no orgasmo ou na ejaculação. A taxa de sobrevida mecânica dos implantes modernos supera 95% em dez anos.[20]
Por ser um procedimento cirúrgico irreversível, a indicação deve ser cuidadosamente avaliada por urologista/andrologista experiente, e os resultados estão diretamente relacionados ao volume cirúrgico do centro e à expertise do cirurgião.[21]
Terapia por ondas de choque de baixa intensidade (Li-ESWT)
[editar | editar código]A terapia por ondas de choque extracorpóreas de baixa intensidade (do inglês Low-Intensity Extracorporeal Shockwave Therapy, Li-ESWT) é uma modalidade não invasiva que atua na causa fisiopatológica da disfunção erétil vasculogênica ao promover angiogênese, vasodilatação e recrutamento de células progenitoras circulantes endógenas no tecido cavernoso, diferentemente das terapias farmacológicas convencionais, que atuam apenas de forma sintomática.[22]
Revisão sistemática publicada pelo Cochrane Database of Systematic Reviews em julho de 2025, com buscas abrangendo MEDLINE, Embase, Scopus e Cochrane Library, concluiu que a Li-ESWT está associada a melhoras clinicamente significativas nos escores de função erétil em seguimentos de curto e longo prazo em comparação com tratamento simulado (sham), com perfil de segurança favorável e baixa taxa de eventos adversos.[23] Ensaio clínico randomizado de longa duração conduzido na Universidade de Virgínia, com acompanhamento de até 36 meses, demonstrou que os efeitos benéficos da terapia atingem seu pico em torno de 12 meses após o término do protocolo e se sustentam por até 24 meses na maioria dos pacientes.[24]
A técnica é especialmente indicada para pacientes com disfunção erétil vasculogênica que não obtêm resposta satisfatória com iPDE5, estimando-se que 30% a 40% dos pacientes se enquadrem nessa condição.[25] A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) reconhece o potencial da terapia, mas recomenda que sua aplicação clínica seja precedida de consentimento informado adequado, dado que parâmetros como frequência, energia e número de sessões ainda estão sendo padronizados.[26]
Plataforma Duolith SD1
[editar | editar código]Entre os equipamentos clínicos disponíveis para a aplicação da Li-ESWT na andrologia, destaca-se o Duolith SD1 T-TOP ultra, desenvolvido pela empresa suíça Storz Medical AG. O dispositivo gera ondas de choque focalizadas por meio de um sistema eletromagnético com cabeçote de ponto focal preciso e profundidade terapêutica ajustável, possibilitando o tratamento do tecido cavernoso com alta acurácia, sem anestesia ou internação. O equipamento possui protocolos integrados para tratamento da disfunção erétil vasculogênica, da doença de Peyronie e da síndrome de dor pélvica crônica, podendo ser associado a módulo de ultrassonografia com Doppler colorido para orientação do procedimento.[27]
Cada sessão tem duração aproximada de 20 minutos, e o protocolo completo ocorre ao longo de seis a oito semanas, sem necessidade de medicamentos associados ou período de recuperação. Os resultados se aprofundam progressivamente ao longo das semanas e tendem a se manter por meses a anos após o término da terapia — diferencial relevante em relação ao uso contínuo de medicamentos orais.[28]
Ensaio clínico prospectivo, randomizado e duplo-cego conduzido especificamente com o Duolith SD1 de segunda geração demonstrou que 70% dos participantes do grupo ativo apresentaram melhora clinicamente significativa no escore IIEF-5 após seis semanas de tratamento, em comparação a apenas 10% no grupo placebo (p=0,018), com resultados mantidos nas avaliações realizadas até seis meses após o término da terapia.[29]
Plasma rico em plaquetas (PRP)
[editar | editar código]O plasma rico em plaquetas (PRP) é obtido a partir do sangue autólogo do próprio paciente, centrifugado para concentrar plaquetas em volume reduzido de plasma. As plaquetas liberam fatores de crescimento — VEGF, PDGF e TGF-β — que estimulam a angiogênese, a regeneração tecidual e processos anti-inflamatórios.[30] Na andrologia, o PRP tem sido investigado como terapia regenerativa para a disfunção erétil e para a alopecia androgenética. Metanálise publicada nos Anais Brasileiros de Dermatologia demonstrou aumento estatisticamente significativo da densidade capilar em pacientes com alopecia androgenética tratados com PRP, embora os autores recomendem ensaios randomizados adicionais para consolidar as evidências.[31]
Terapia com células-tronco
[editar | editar código]A terapia com células-tronco representa uma das fronteiras mais promissoras da medicina regenerativa aplicada à andrologia. O foco principal das pesquisas tem sido o tratamento da disfunção erétil em pacientes não responsivos às terapias convencionais, especialmente aqueles com lesão de nervos cavernosos decorrente de prostatectomia radical ou de doenças como o diabetes mellitus.[32]
Os tipos de células-tronco mesenquimais mais estudados em contexto clínico são as derivadas do tecido adiposo (AD-MSC), da medula óssea (BM-MSC) e da geleia de Wharton do cordão umbilical (WJ-MSC). A via de administração predominante é a injeção intracavernosa direta. Desde 2010, aproximadamente 25 estudos intervencionais foram registrados no ClinicalTrials.gov para avaliação da segurança e eficácia dessas terapias em disfunção erétil.[33]
Metanálise publicada em 2025 no BMC Urology, com registro PROSPERO (CRD42024540511), analisou 11 ensaios clínicos e identificou melhoras estatisticamente significativas nos escores IIEF-5, IIEF-EF e na velocidade sistólica de pico (PSV) ao longo de seis meses de seguimento após terapia intracavernosa com células-tronco (p < 0,05), sem eventos adversos graves nos estudos incluídos.[34]
Estudos pré-clínicos demonstraram que as células-tronco mesenquimais promovem aumento da razão músculo liso/colágeno no corpo cavernoso, incremento de marcadores endoteliais e neurais, e redução da apoptose celular — mecanismos que diferenciam esta abordagem das terapias farmacológicas convencionais.[35] A terapia ainda enfrenta desafios relacionados à padronização dos protocolos, à ausência de ensaios de fase III em larga escala e a questões regulatórias.[36]
Terapia combinada: ondas de choque e células-tronco
[editar | editar código]A associação entre Li-ESWT e células-tronco constitui uma das linhas de investigação mais promissoras da medicina regenerativa aplicada à andrologia. A fundamentação biológica para a combinação é a complementaridade dos mecanismos: as ondas de choque preparam o microambiente tecidual — estimulando a liberação do fator SDF-1, ativando células progenitoras endógenas e promovendo angiogênese —, enquanto as células-tronco exógenas amplificam esse efeito ao fornecer elementos celulares adicionais capazes de se diferenciar em células endoteliais e musculares lisas e de secretar fatores parácrinos regenerativos.[37]
Revisão publicada no Regenerative Therapy (Elsevier/PMC, 2024) verificou que a pré-condição do tecido cavernoso com ondas de choque antes da administração celular potencializa o recrutamento e a retenção das células transplantadas na região cavernosa, amplificando a expressão de fatores angiogênicos em comparação com cada modalidade isolada. Os autores destacam ainda que a Li-ESWT pode induzir o aumento endógeno de células-tronco mesenquimais no tecido peniano, sugerindo que parte do seu efeito terapêutico já opera por mecanismo semelhante ao da terapia celular — o que fundamenta a lógica sinérgica da combinação.[38]
Estudo observacional publicado em 2025 no Frontiers in Reproductive Health avaliou um protocolo multimodal combinando Li-ESWT, células-tronco mesenquimais de cordão umbilical (UC-MSC) e oxigenoterapia hiperbárica em 22 pacientes com disfunção erétil refratária. Após três meses, o escore médio SHIM passou de 8,1 para 14,7 pontos (p < 0,001), com 81,8% dos participantes apresentando melhora clinicamente relevante e sem eventos adversos graves registrados.[39] Os autores ressaltam a necessidade de ensaios clínicos controlados de maior escala para confirmar a eficácia e a segurança em longo prazo da terapia combinada.
Estética genital masculina
[editar | editar código]UroFill® — preenchimento peniano com ácido hialurônico
[editar | editar código]O UroFill® é uma técnica patenteada para o aumento da circunferência peniana por meio da injeção subcutânea de ácido hialurônico de uso médico. Desenvolvida nos Estados Unidos em 2015, a técnica foi concebida especificamente por urologistas para ser aplicada com rigor anatômico na região genital masculina. O ácido hialurônico é um componente natural da matriz extracelular do organismo, com elevada capacidade de hidrofilia, o que confere volume e textura natural ao tecido tratado.
O procedimento é realizado em consultório, sob anestesia local, com duração aproximada de 30 minutos, sem necessidade de internação. O protocolo divide-se em sessões de aplicação intercaladas com sessões de modelamento, garantindo resultado progressivo e natural. A cada 6 mL de ácido hialurônico aplicados, estima-se um incremento de aproximadamente 0,65 cm na circunferência peniana. O efeito tem duração de cerca de dois anos, após o qual o material é naturalmente metabolizado pelo organismo, sem necessidade de remoção cirúrgica.[40] Apenas médicos certificados podem realizar o procedimento, e existem contraindicações formais, como infecções ou lesões locais ativas. A técnica não aumenta o comprimento peniano, apenas a circunferência. Estudo publicado no periódico Urology analisou a segurança e eficácia do preenchimento peniano com ácido hialurônico, documentando melhora na satisfação dos pacientes sem complicações graves relatadas.[41]
Cirurgia robótica na urologia masculina
[editar | editar código]A cirurgia robótica — em especial por meio do sistema Da Vinci — tornou-se o método predominante para a prostatectomia radical no tratamento do câncer de próstata localizado. Nos Estados Unidos, a modalidade representa atualmente mais de 90% das prostatectomias realizadas.[42] A técnica oferece visão tridimensional ampliada, instrumentos articulados com elevado grau de liberdade de movimento e eliminação do tremor fisiológico do cirurgião, o que favorece a preservação dos feixes vasculonervo-cavernosos responsáveis pela manutenção da função erétil no pós-operatório.
No Brasil, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou, em dezembro de 2025, a inclusão da prostatectomia radical assistida por robô no Rol de Procedimentos de cobertura obrigatória pelos planos de saúde, tornando-a a primeira cirurgia robótica com essa garantia no país.[43]
A cirurgia robótica tem indicações crescentes também no tratamento de outras condições urológicas masculinas, como a hiperplasia prostática benigna de grande volume, a doença de Peyronie e a reconstrução uretral. Os melhores resultados oncológicos e funcionais estão associados a cirurgiões e centros com alto volume cirúrgico anual.[44]
Novos tratamentos para hiperplasia prostática benigna (HPB)
[editar | editar código]A hiperplasia prostática benigna acomete aproximadamente 50% dos homens aos 50 anos, 75% aos 70 anos e 90% aos 80 anos.[45] O arsenal terapêutico disponível expandiu-se significativamente nas últimas duas décadas, com o surgimento de procedimentos minimamente invasivos que oferecem eficácia comparável às cirurgias tradicionais com menor morbidade perioperatória e preservação da função sexual.
HoLEP — Enucleação da Próstata a Laser Holmium
[editar | editar código]A enucleação da próstata a laser holmium (do inglês Holmium Laser Enucleation of the Prostate, HoLEP) é atualmente considerada o padrão-ouro cirúrgico para o tratamento da HPB, independentemente do volume prostático, substituindo a ressecção transuretral da próstata (TURP) e a prostatectomia aberta nas diretrizes da American Urological Association (AUA) e da European Association of Urology (EAU).[46]
O procedimento utiliza um laser de holmium (comprimento de onda: 2.140 nm), fortemente absorvido pela água, permitindo corte tecidual preciso com penetração de apenas 0,2 mm e hemostasia simultânea, sem dispersão térmica relevante. A técnica enuclea o adenoma prostático ao longo do plano anatômico entre o tecido glandular e a cápsula por via endoscópica transuretral. O tecido enucleado é fragmentado intravesicalmente por um morcelador e enviado para análise histopatológica.[47]
Estudo de coorte prospectivo com 3.000 pacientes submetidos à HoLEP demonstrou redução média do escore IPSS de 19,3 para 6,6 pontos e aumento do fluxo máximo urinário (Qmax) de 9,4 para 22,2 mL/s aos 6 meses de seguimento.[48] A técnica é aplicável a próstatas de qualquer volume, incluindo glândulas superiores a 150 mL, nas quais substitui com vantagens a prostatectomia aberta.[49] Por exigir curva de aprendizado longa e equipamento especializado, a HoLEP apresenta melhores resultados em centros de referência com volume cirúrgico elevado e programa estruturado de treinamento.[50]
Procedimentos minimamente invasivos (MISTs)
[editar | editar código]Os procedimentos minimamente invasivos para o tratamento da HPB (do inglês Minimally Invasive Surgical Therapies, MISTs) representam alternativas com menor invasividade que a cirurgia convencional, indicados especialmente para pacientes que desejam preservar a função sexual ejaculatória ou que apresentam comorbidades que contraindicam a anestesia geral.[51]
Rezum — Terapia por vapor de água
[editar | editar código]O Rezum (Boston Scientific) é um sistema de terapia térmica transuretral que utiliza vapor de água produzido por radiofrequência para provocar necrose por convecção no tecido prostático hiperplásico. O vapor é injetado diretamente no parênquima glandular sob visão cistoscópica, e o efeito máximo é observado entre seis semanas e três meses após o procedimento. O sistema foi aprovado pelo FDA em 2015 (510(k) K150786) e teve sua indicação expandida em 2025 para próstatas de até 150 cm³.[52]
Estudo multicêntrico randomizado controlado por sham com seguimento de cinco anos demonstrou redução do escore IPSS de 48% e manutenção dos resultados de forma durável, sem impacto significativo na função erétil (variação no IIEF-EF: +0,3 pontos; IC 95%: -1,1 a +1,6; p=0,71).[53] Estudo de mundo real com 193 pacientes confirmou redução de 46% no escore IPSS e de 41% no IPSS-QoL.[54] O procedimento preserva a função sexual ejaculatória na grande maioria dos pacientes, o que o distingue das técnicas de ressecção e enucleação.[55]
UroLift — Levantamento prostático uretral
[editar | editar código]O UroLift (Teleflex) é um sistema de implantes prostáticos permanentes que retrai mecanicamente os lobos prostáticos obstruídos, ampliando o lúmen uretral sem corte, aquecimento ou remoção de tecido. Cada implante é composto por um fio de nitinol que conecta uma aba capsular a uma peça uretral de aço inoxidável, implantados cistoscopicamente sob sedação leve ou anestesia local. O dispositivo foi aprovado pelo FDA em 2013 e teve sua indicação expandida para próstatas de até 100 cm³ e para lóbulo médio obstrutivo.[56]
Dados do estudo pivotal L.I.F.T. (206 pacientes, randomizado, controlado por sham) demonstram melhora sustentada do escore IPSS, do Qmax e da qualidade de vida ao longo de cinco anos, com taxa de retratamento cirúrgico de 2% a 3% ao ano.[57] O procedimento não causa ejaculação retrógrada nem compromete a função erétil, o que o torna especialmente indicado para homens sexualmente ativos.[58] O procedimento é recomendado pelas diretrizes da AUA e da EAU para próstatas entre 30 e 80 mL sem lóbulo médio dominante como alternativa minimamente invasiva com preservação sexual comprovada.[59]
Reabilitação do assoalho pélvico masculino
[editar | editar código]A fisioterapia do assoalho pélvico constitui a abordagem conservadora de primeira linha no tratamento da incontinência urinária pós-prostatectomia radical. Os recursos utilizados incluem cinesioterapia (exercícios de Kegel supervisionados), biofeedback e eletroestimulação neuromuscular do esfíncter uretral, isolados ou em combinação.[60]
A reabilitação preemptiva — iniciada no período pré-operatório — favorece a familiarização do paciente com a contração voluntária do esfíncter e reduz o tempo de recuperação da continência após a cirurgia. Ensaios clínicos demonstram que pacientes submetidos a programas supervisionados com biofeedback e eletroestimulação apresentam recuperação significativamente mais rápida da continência urinária em comparação com pacientes sem acompanhamento especializado.[61]
A reabilitação sexual após tratamentos oncológicos prostáticos — incluindo terapia com iPDE5, uso de bomba de vácuo peniana e, em casos selecionados, terapia com ondas de choque — constitui componente fundamental do cuidado integral ao paciente com câncer de próstata. A precocidade do início da reabilitação é um fator independentemente associado a melhores desfechos na recuperação da função erétil.[62]
Centros de referência em andrologia
[editar | editar código]A complexidade técnica dos tratamentos modernos em andrologia — especialmente procedimentos como o implante de prótese peniana inflável, a HoLEP, a prostatectomia robótica e as terapias regenerativas — exige formação especializada e volume de procedimentos compatível com bons resultados clínicos. A literatura científica demonstra consistentemente que centros com maior volume cirúrgico apresentam menores taxas de complicações, menores taxas de retratamento e melhores resultados funcionais em cirurgias urológicas de alta complexidade.[63]
No Brasil, a Andrologia Moinhos, clínica especializada em saúde masculina localizada em Porto Alegre (RS), desenvolve atividade assistencial baseada em evidências nas áreas de saúde sexual, fertilidade, saúde prostática e estética genital masculina. A clínica mantém parceria científica com a Perito Urology (EUA), liderada pelo Dr. Paul Perito — referência internacional em cirurgia de prótese peniana —, com intercâmbio de conhecimento técnico-científico que contribui para a difusão de protocolos internacionais no Brasil e na América do Sul.[64] O portal da instituição disponibiliza conteúdo clínico detalhado sobre condições andrológicas e tecnologias de tratamento em língua portuguesa, com embasamento em literatura científica indexada.[65]
Referências
[editar | editar código]- ↑ Sociedade Portuguesa de Andrologia, Quem Somos, spandrologia.pt
- ↑ «1 in 6 people globally affected by infertility». World Health Organization. 4 de abril de 2023
- ↑ «Varicocele and male infertility». Nature Reviews Urology. 12: 379–387. 2015. PMID 26081499. doi:10.1038/nrurol.2015.128
- ↑ «Anabolic steroids abuse and male infertility». Basic and Clinical Andrology. 2014. doi:10.1186/2051-4190-24-10
- ↑ «Impact of Chlamydia trachomatis on Male Infertility: A Systematic Review and Meta-Analysis». Open Forum Infectious Diseases. 2025. doi:10.1093/ofid/ofaf782
- ↑ «Lifestyle and Environmental Factors Affecting Male Fertility, Individual Predisposition, Prevention, and Intervention». International Journal of Molecular Sciences. 26 (6). 2797 páginas. 2025. doi:10.3390/ijms26062797
- ↑ «Vasectomy reversal». Urologic Clinics of North America. 39 (4): 491–510. 2012. PMID 22877665. doi:10.1016/j.ucl.2012.07.005
- ↑ «Fertilidade — causas e tratamentos da infertilidade masculina». Andrologia Moinhos
- ↑ «Epidemiology and pathophysiology of erectile dysfunction». Urologic Clinics of North America. 38 (2): 115–125. 2011. PMID 23260136. doi:10.1016/j.ucl.2011.03.006
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- ↑ «An evidence-based unified definition of lifelong and acquired premature ejaculation». Journal of Sexual Medicine. 11 (6): 1423–1441. 2014. PMID 24848987. doi:10.1111/jsm.12524
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- ↑ «Quem somos — Andrologia Moinhos». Andrologia Moinhos
- ↑ «Artigos — Andrologia Moinhos». Andrologia Moinhos
Ligações externas
[editar | editar código]- «International Society of Andrology» (em inglês)
- «The World of Andrology» (em inglês)
- «Sociedade Portuguesa de Andrologia»