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Entrevista com Michael Owen

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Liverpool, 2001. 
Em pé, da esquerda para direita: Stephane Henchoz, Vladimir Smicer, Igor Biscan, Sander Westerveld, Emile Heskey e Markus Babbel.
Agachados: Michael Owen, Danny Murphy, Patrik Berger, John Arne Riise e Sami Hyypia.

Entrevista Reproduzida  FIFA.COM

O ex-atacante da seleção inglesa e ídolo do Manchester United Michael Owen, que se despediu dos gramados ao final da última temporada, esteve recentemente na sede da FIFA, em Zurique, e concedeu ao site da entidade máxima do futebol uma simpática entrevista.

Revelado no Liverpool, Owen pendurou as chuteiras no Stoke City após uma brilhante trajetória de 16 anos na elite do futebol, durante a qual passou pelo Real Madrid e disputou as edições de 1998, 2002 e 2006 da Copa do Mundo da FIFA, além de ter sido premiado com a Bola de Ouro da revista France Football em 2001.

Atualmente dedicando-se a uma promissora carreira como comentarista esportivo, Owen bateu um papo com o FIFA.com sobre a adaptação à nova vida longe dos gramados, relembrou os tempos em que jogou sob as ordens do também recém-aposentado Alex Fergunson e analisou a campanha da Inglaterra nas eliminatórias para o Mundial do ano que vem.

FIFA.com: Não foi fácil, mas a Inglaterra se classificou diretamente para a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014. O que você achou da campanha nas eliminatórias?
Michael Owen: Não acho que tenha sido uma campanha muito satisfatória até aqui. O torcedor inglês gostaria que ela fosse mais confortável. Não jogamos tão bem quanto poderíamos ao longo das eliminatórias, mas isso não importa desde que a gente ficasse com a vaga.

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Inglaterra, copa do mundo de 2002, Inglaterra 1x1 Suécia.
Em pé, da esquerda para direita. Emile Heskey, Sol Campbell, David Seaman, Rio Ferdinand, Danny Mills, e Michael Owen.
Agachados: Darius Vassell, Owen Hargreaves, Paul Scholes, David Beckham, and Ashley Cole (Photo by Bob Thomas/Getty Images)

Como avalia a equipe atual? Quais são os pontos fortes e fracos da Inglaterra?
Penso que não é uma era inesquecível do futebol inglês, não é a melhor seleção de todos os tempos. Mas, como toda equipe da Inglaterra, é sempre boa, sempre competitiva. Ainda acredito que estejamos longe de Brasil, Argentina, Espanha, Alemanha, Holanda, equipes assim. Todos eles são melhores que nós no momento. Mas somos muito competitivos e, na Copa, acho que ninguém vai gostar de jogar contra nós. Temos um bom time, mas não acho que seja o melhor que tivemos ultimamente.

Vamos falar do Campeonato Inglês e do Liverpool, que foi campeão pela última vez em 1990. Quais são as chances de o clube brigar pelo título este ano?
Será um campeonato muito interessante. Os três grandes times da Inglaterra, ou pelo menos os três que o país acredita que brigarão pelo título, são as duas equipes de Manchester e o Chelsea. Mas existem muitos pontos de interrogação sobre eles. Os três mudaram de técnico, e o Manchester City mudou vários jogadores. O Chelsea está em busca de alguém que marque gols regularmente e o Manchester United começou meio devagar. Olhando mais abaixo tem Liverpool, Tottenham e Arsenal, que provavelmente são os próximos três. Acho que o Liverpool não vai ganhar o campeonato este ano, mas se conseguir ficar na zona de classificação para a Liga dos Campeões, será uma boa temporada. Os Reds largaram bem, mas será muito difícil vencer o campeonato.

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Manchester United, 2009.
Em pé, da esquerda para direita.
Van de Sar, Rio Ferdinand, Darron Gibson, Dimitar Berbatov, Jonny Evans, Michael Owen e Nani
Agachados: Ryan Giggs, Paul Scholes, Fletcher e Patrice Evra

Você jogou sob o comando de Sir Alex Ferguson no Manchester United. Na sua visão, haverá mudanças com a saída dele?
Sempre muda dramaticamente em diversos sentidos quando alguém deixa o cargo após mais de 25 anos, então o técnico que assumisse teria grandes interrogações sobre si. Seria diferente para todos no clube e para os jogadores, com novos métodos de treinamento, portanto acho inevitável que haja mudanças. Acho que o Manchester United escolheu o homem certo ao contratar David Moyes. Ele teve uma boa trajetória até aqui e foi fantástico treinando o Everton. Tendo a acreditar que, com o tempo, ele vai provar que foi uma excelente escolha. O time teve um início de campanha meio lento, um começo de temporada difícil. Mas tenho certeza que o United vai ser acertar e ainda será um dos principais competidores na reta final do campeonato.

Como foi jogar sob as ordens de Ferguson?
Foi muito honroso jogar com um técnico como ele durante três anos. De fora você sempre fica imaginando como ele é, já que teve tanto sucesso, e sempre se pergunta por que o United é tão bom, por que o técnico é tão bom. Foi ótimo ser convidado por ele para jogar no Manchester United — e depois ver suas preleções, ver como ele gerencia as pessoas, como delega tarefas... É um organização gigantesca e ele divide o trabalho muito bem com profissionais de diferentes áreas, portanto foi uma experiência reveladora para mim.

Alguma vez se sentiu intimidado por ele?
Diria que tinha mais a ver com respeito. É interessante que, quando cheguei ao time e ao vestiário, comentei com uma dupla de colegas: "Ele grita um bocado, não? Perde muito a paciência." E eles balançaram a cabeça e disseram: "Não, você precisava ter visto há cinco, dez anos. Agora ele está calmo." Fico com medo de pensar como ele era há um tempo atrás. Ferguson exige muito respeito, você precisa ser bastante disciplinado jogando com ele. Mas, para ter o sucesso dele, acho que é preciso impor algum respeito.

Como é acompanhar partidas como o clássico de Manchester, agora que você não está mais envolvido?
Claro que é bem diferente quando você se aposenta, e no futebol você termina muito novo. Estou com 33 anos e não jogo mais futebol, o que é estranho, não acontece em muitas outras profissões. É difícil. Nos dois primeiros meses fiquei muito emotivo por não jogar mais, mas todo mundo precisa passar por isso em algum momento, e no futebol infelizmente acontece bem cedo.

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Real Madrid, 2005.
Em pé, da esquerda para direita:
Iker Casillas #1, Pablo Garcia #12, Ivan Helguera #6, Ronaldo #9, Francisco Pavon #22, Zinedine Zidane #5 and Thomas Gravesen #16.
Agachados: Michael Owen #11, Michel Salgado #2, Roberto Carlos #3 and David Beckham #23. Real Madrid defeated Chivas De Guadalajara 3-1. (Photo by Jonathan Daniel/Getty Images)

Tem interesse pela profissão de treinador?
Penso sobre isso às vezes, e logo mudo de ideia! (risos). Existem muitas coisas que você pode fazer quando se aposenta. Tirei as duas primeiras licenças de treinador e às vezes acordo achando que quero fazer isso. Mas é um compromisso tão grande, todos os dias do ano, e tendo acabado de encerrar uma carreira de jogador de tantos anos, certamente preciso de uma pausa. Você nunca sabe o que o futuro reserva, mas acho que não vou virar técnico.

Às vezes o torcedor pena para entender por que o futebol pode ser uma profissão tão dura. Pode explicar quais foram as dificuldades que você encontrou?
Acho que, em qualquer profissão, quanto mais longe você chega, mais difícil fica, porque todo mundo quer ganhar de você, ser o melhor. Duro sempre é. Você precisa estar no topo do seu futebol e não pode relaxar nem por um minuto, batalhando para ser o melhor que pode. Ou implica sacrificar coisas que todos os outros podem fazer, dormir o suficiente, comer corretamente, seja o que for. Você precisa ter o talento, mas também a atitude, o compromisso, e estar disposto a fazer sacrifícios. Mas as recompensas também são incríveis. Acho que os jogadores não reclamam, mas é uma vida difícil.

Estão começando a despontar os candidatos à FIFA Ballon d'Or 2013. Quem ficará com o prêmio, na sua opinião?
Acho que foi mais um ano excelente para o futebol. Há muitos jogadores bons, mas os dois que sempre encabeçam a lista são (Lionel) Messi e (Cristiano) Ronaldo. Na minha opinião, eles são de longe os dois melhores jogadores do mundo na atualidade. Depois tem alguns outros que fizeram grandes campanhas com os seus clubes, e claro que o Bayern de Munique vem à mente como o time mais vitorioso do ano passado, com a conquista da Liga dos Campeões, do Campeonato Alemão e da Copa da Alemanha, e nomes como Franck Ribéry estarão concorrendo. Mas acredito que Messi e Ronaldo são os dois melhores. Eles vêm bem regularmente e acho que o prêmio será de um deles.

Referências:
http://www.lfctour.com/
http://www.gettyimages.com/
https://www.facebook.com/groups/112204665481716/

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Almeyda: "Nunca aproveitei tanto"

ImageRiver Plate 2011.
Em pé: Jonatan Maidana, Leandro Chichizola (arquero), Alexis Ferrero, Mariano Pavone, Juan Manuel Díaz y Adalberto Román.
Agachados: Erik Lamela (semi agachado), Matías Almeyda, Paulo Ferrari, Manuel Lanzini y Wálter Acevedo.

Gostaria de agradecer ao amigo Argentino Gabriel Casazza, do excelente site River Plate - La Pagina Millonaria - Sitio 100% No oficial

Entrevista Reproduzida FIFA.COM

O argentino Matías Jesús Almeyda parece destinado a derrubar todos os mitos do futebol moderno. Em 2009, depois de quatro anos de aposentadoria, voltou à atividade profissional submerso em um mar de incertezas. O River Plate patinava nas últimas posições do Campeonato Argentino, e a chegada do veterano de 35 anos só ajudava a alimentar as dúvidas sobre o futuro.

Mesmo assim, o homem que chegara a ter o passe mais caro do futebol argentino em 1996 mantinha convicções firmes. Dois anos depois, o tempo lhe deu razão. Com a sua ajuda, a equipe está brigando na parte de cima da tabela, e já há quem fale em dar a Almeyda uma nova oportunidade na seleção argentina. Alheio a esses pedidos, o meia que já vestiu camisas como as de Sevilla, Lazio, Parma e Internazionale recebeu o FIFA.com para conversar sobre etapas marcantes da sua carreira: a aposentadoria precoce, a depressão, a terapia e o excelente momento.

ImageArgentina 2001.
Em pé , E p/ D: Juan Pablo Sorin, Matias Almeyda, Mauricio Pochettino, Roberto Ayala, German Burgos e Walter Samuel;
Agachados: Claudio Lopez, Ariel Ortega, Javier Zanetti, Pablo Aimar e Juan Veron
(Photo credit should read DANIEL GARCIA/AFP/Getty Images)

Matías, o seu caso no futebol é bastante específico, mas não é único. Há outros jogadores perto dos 40 anos brilhando nos seus países, como Rivaldo no Brasil. Como você explica esse fenômeno?
Tudo depende da vontade de jogar. Quando a idade chega e a gente vê que tem pouco tempo de futebol, decide aproveitar cada minuto ao máximo. Tanto eu quanto o Rivaldo passamos pelo futebol europeu e por bons clubes, mas ainda temos um sentimento pela bola. Isso faz a diferença.

A profissão mudou muito nestes últimos anos?
Não apenas o futebol, mas a vida como um todo. Estreei há mais de 19 anos. Eu tinha 18 anos e uma fome diferente. Não havia o que há hoje: o nosso objetivo era jogar no time de cima e chegar à seleção. Hoje se olha mais para a parte econômica, o que é contraproducente. Não há mais aquela fome de vitória, a vontade de treinar mais para melhorar. O futebol é um reflexo fiel de como vivemos.

ImageLazio temporada 1998-1999
Em pé, D p/ E. Alessandro Nesta, Christian Vieri, Siniša Mihajlovic, Giuseppe Pancaro, Luca Marccheggiani e Roberto Mancini;
Agachados: Dejan Stankovic, Giuseppe Fravalli, Matias Almeyda, Pavel Nedved e Marcelo Salas.

Nas suas primeiras declarações como jogador, você dizia que queria se aposentar cedo...
E foi o que fiz. Saí aos 30 anos para me dedicar à vida rural, mas com o tempo me dei conta de que não era feliz. Não entendia nada do trabalho, só ia comer churrasco e me divertir com os amigos e a família. Levei uns anos até me dar conta e acabei vendendo todas as cabeças de gado. A maioria dos jogadores se aposenta quando a parte física já não é mais a mesma, mas eu saí sabendo que ainda tinha condições. Por sorte agora pude voltar e aproveitar cada momento.

Por que queria se aposentar tão jovem? O que o incomodava no ambiente?
Muitas coisas, como a cultura da vitória. Ela está em todo o futebol, mas não combina com a minha vida. Se você joga bem hoje, amanhã todo mundo o elogia, as pessoas nas ruas o cumprimentam de uma maneira particular. Tudo começa a ser falso e isso me incomodava muito.

ImageParma, temporada 2002-2003, Almeyda numa ótima equipe ao lado de Cannavarro, Taffarel, Júnior, Nakata....

Mas, longe de se aliviar com a aposentadoria, você acabou sofrendo...
Caí em um poço de depressão, não encontrava o meu lugar no mundo. Sentia falta do futebol e não entendia por que, se antes eu renegava tudo o que ele significava. Estava com a cabeça confusa e não encontrava forças, até que felizmente comecei a fazer terapia.

Como decidiu dar esse passo?
O problema é que havia começado a transmitir a toda a minha família aquela forma negativa de enfrentar a vida. Uma das minhas filhas estava com problemas na escola e a psicopedagoga propôs um exercício: identificar os membros da família com um desenho. Ela desenhou a mãe como se fosse uma rainha; as irmãs, com flores. E acabou me desenhando como um leão velho, atirado, entediado e sem dentes... Aquilo me sacudiu, porque percebi que estava machucando a minha família. Então decidi ir à psicóloga.

O ambiente do futebol não parece muito aberto a esse tipo de alternativas. Concorda?
Eu analiso tudo e digo que o futebol é como a política. Convém a muita gente que os jogadores sejam ignorantes para que esses jogadores possam ser enganados. Para que os jovens não se avivem, digamos assim. Sem generalizar, no futebol há muita gente que faz mal ao esporte, e o jogador não percebe até chegar a uma idade madura. Não interessa a muita gente que tenhamos os olhos abertos.

Em que aspectos uma terapia pode ajudar um jogador de futebol?
O futebol é uma etapa da vida, mas depois ainda há muito para se viver. É necessário preparar o jogador, formá-lo como pessoa para que aprenda a se virar sozinho. Ele não pode precisar sempre de alguém para pagar as contas no banco. Essa facilidade não é boa. Quando você deixa de jogar, percebe que não sabe nem comprar uma passagem de avião sozinho. Você se sente um ignorante. Por isso acredito que seja necessário preparar o homem além do esportista.

Se pudesse tomar um café com o Matías Almeyda que decidiu se aposentar jovem, o que lhe diria?
Daria uns socos nele (risos). Falando sério, acho que as decisões que tomei tiveram os seus motivos. Não me arrependo, mas sei que renunciei a vários anos de felicidade. Na depressão que tive, me machuquei e também machuquei os outros. Eu evitaria aquela parte, mas as decisões já estão tomadas.

Falando de decisões, você disse uma vez que o Sevilla se equivocou ao contratá-lo. Foi assim mesmo?
Acho que viram o vídeo do Ortega por engano (risos). Foi a transferência mais cara da Argentina. Tinham me visto jogar na Copa Libertadores e na Olimpíada, quando fiz algumas jogadas impressionantes. Acho que pensaram que eu jogava sempre daquela maneira! Até me puseram de armador nas primeiras partidas. Imaginem como estava mal o Sevilla! Na segunda partida todos estavam me insultando, até os mortos. Mas foi bom para mim, porque me fez colocar os pés no chão rapidamente.

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River Plate 2010. Arriba: Gustavo Canales, Daniel Vega (arquero), Alexis Ferrero, Nicolás Sánchez y Juan Manuel Díaz.
Abajo: Matías Abelairas, Oscar Ahumada, Daniel Villalva, Marcelo Gallardo, Paulo Ferrari y Matías Almeyda.

E como você encarou a frustração na Copa do Mundo da FIFA? Foi a grande decepção da primeira parte da sua carreira?
Da maneira que penso e vejo a vida, acho que tinha de ser daquele jeito. Campeão só há um e a Argentina só ganhou duas vezes na história: uma em casa e a outra com o Maradona, que era o Messi de hoje. Ele fazia uma grande diferença. Mas, depois, a história disse que não somos ganhadores. Todos nós queremos ganhar, as derrotas nos fazem sofrer, nos deixam feridas, mas fracasso é outra coisa. É necessário aceitar as coisas.

Está aproveitando esta etapa mais que as anteriores?
Nunca aproveitei tanto como agora. Se me perguntarem o que senti na minha estreia, não me lembro muito bem. Mas me lembro de tudo do dia em que voltei à atividade (dia 30 de agosto de 2009, o River derrotou o Chacarita por 4 a 3 e Almeyda entrou no segundo tempo): olhava para o público nas arquibancadas, para o céu, via cores... Foi muito profundo, fiquei muito emocionado.

Que sonhos você ainda quer realizar na sua carreira?
Quero ser campeão, ficaria muito feliz, pagaria para ser campeão! Se não for possível, gostaria de classificar o River a alguma copa internacional ou pelo menos ajudar a recuperar o futebol que todos nós torcedores do clube gostamos.

E não tem medo da nova aposentadoria? Trabalhará como treinador?
Não tenho medo. Vou ser treinador, disso tenho certeza, e continuarei com a vida ligada ao futebol.

Você se vê como treinador da Argentina no futuro?
Sim, é claro. Vou lutar por isso. É sempre importante sonhar alto.

Referênicas:

Gabriel Casazza
Fan pictures - Football history in photos of teams
Getty Images
IFFHS
River Plate - La Pagina Millonaria - Sitio 100% No oficial

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