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Villa Nova - MG, campeão Brasileiro da Primeira Divisão 1971

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22/12/1971, Villa Nova 2x1 Remo, no Estádio Independência.
Em pé: Wando (massagista), Arésio (goleiro), Zé Borges, Bráulio, Daniel, Mário Lourenço e Cassetete;
Agachados: Nélson, Paulinho Cai-Cai, Eduardo Perrela, Piorra e Dias.

Primeiramente gostaria de agradecer ao Jornalista e assessor de impressa Wagner Augusto Álvares de Freitas, por doar ao blog o excelente livro Almanaque do Leão do Bonfim 1908-2010, do qual será de grande proveito para manter viva a história do nosso futebol, já que nos brinda com os jogos de 1908 até 2010.  Agradeço de coração por toda colaboração que prestou ao blog, e como seria bom se pudéssemos ter profissionais com o Wagner por outros clubes. Obrigado por nos presentear com uma obra tão rica como essa, parabéns pelo excelente livro.

Extraído do Livro do livro Almanaque do Leão do Bonfim 1908-20010 de Wagner Augusto Álvares de Freitas, Rodrigo Rodrigues e Henrique Ribeiro. 248-257 pag. 
Para comprar o livro: wagneralvares@yahoo.com.br

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 Livro Almanaque do Leão do Bomnfim 1908-2010

1971

Quando a CBD anunciou a realização do Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão, o nono lugar obtido no Campeonato Mineiro de 1971 (ao lado do Fluminense-A e à frente apenas de Flamengo-V e Cassimiro de Abreu) não credenciava o Villa a sonha alto. O Pior é que antes de alcançar a etapa nacional da competição, o leão tinha de passar por Uberlândia e Tupi no Torneio Seletivo de Minas Gerais. Foi uma luta acirrada pela última vaga disponível. Poucos acreditavam que o maior titulo da história do clube pudesse ser conquistado no final do ano.

Se no Brasileirão principal, batizada oficialmente pela CBD como Campeonato Brasileiro da Divisão Extra, a fórmula era relativamente simples, na Série B a balbúrdia foi grande. Foram 23 equipes participantes. Dessas 23, quatro só entraram a partir da Segunda Fase: Villa Nova, Central-RJ, Mixto-MT e Rodoviária-AM. As 19 restantes foram divididas em cinco grupos, sendo dois formados por quatro clubes dois por três e um grupo com cinco equipes. Passaram para próxima fase os campeões de cada grupo. Os jogos ocorreram dentro dos grupos, sempre em ida e volta.

Os grupos ficaram assim:

Grupo A
Ferroviário-CE
Campinense-PB
ABC-RN
Ferroviário-PE

Grupo B
Itabaiana-SE
CRB-AL
Náutico-PE

Grupo C
Flamengo-PI
Sampaio Corrêa-MA
Ríver-PI
Guarany-CE
Maranhão-MA

Grupo D
Remo-PA
Tuna Luso-PA
Paysandu-PA
Sport Belém-PA

Grupo E
Ponte Preta-SP
América-SC
Londrina-PR

Na Segunda Fase, as nove equipes foram divididas em quatro grupos.  Em cada um dos Grupos 1,2 e 3 ficaram dois clubes, que jogaram partidas de ida e volta, classificando-se os vencedores dos confrontos para a fase seguinte. No Grupo 4, estiveram três clubes, que jogaram entre si, em ida e volta, passando para as semifinais apenas o campeão da chave.

Zona Centro-Sul
Grupo 1
Ponte Preta-SP
       x
Mixto-MT

Grupo 2
Villa Nova
      x
Central-RJ

Zona Norte-Nordeste
Grupo 3
Remo-PA
      x
Rodoviária-AM

Grupo 4
Itabaiana-SE, Ferroviário e Flamengo-PI

As semifinais tiveram Villa Nova x Ponte Preta e Remo x Itabaiana, com os mineiros e paraenses fazendo a grande final.

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19/12/1971, Villa Nova 3x0 sobre o mesmo Remo, no Independência:
Em pé: Arésio (goleiro), Zé Borges, Bráulio, Daniel, Cassetete e Mário Lourenço;
Agachados: Jésum, Paulinho Cai-Cai, Eduardo Perrela, Piorra e Dias.

Obs: No livro do Wagner Augusto é possível encontrar as fichas técnicas de todos os jogos do Villa.

Referêcnias:

ALMANAQUE DO LEÃO DO BONFIM (678 páginas, lançado em 12/4/2011).

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Internacional, campeão da Libertadores de 2006

ImageFoto: Revista Placar
Em pé: Renan, Indio, Ceará, Fabiano Eller, Jorge Wagner, Clemer, Bolívar, Ediglê, Wellington Monteiro e Rubens Cardoso.
Agachados: Fernandão, Alex, Rafael Sóbis, Tinga, Edinho, Perdigão, Michel, Márcio Mossoró, Léo, Rentería, Adriano e Iarley.

O Post de hoje, que relembra o Internacional campeão da libertadores de 2006 é em homenagem a todos colorados, em especial Ricardo Luis Bestetti, autor do livro "O Internacional nas competições sul-americanas" do qual agradeço por ter me enviado gentilmente um livro, como doação para o acervo "Retrato na Parede".

A obra traz um apanhado histórico sobre todas as participações do Inter nas competições sul-americanas, fichas dos jogos, resumos, estatísticas, jogadores que mais atuaram... Bestetti também é o responsável pelo site Colecionador Colorado onde a intenção é mostrar sua coleção e acervo de peças e documentos históricos / raros do SPORT CLUB INTERNACIONAL. Não se trata de museu nem de saudosismo, apenas o hobby do colecionismo.

ImageCapa do livro, O Internacional nas competições sul-americanas.

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Entrevista com Valdir Appel, ex goleiro do Vasco da Gama

ImageTime posado do Vasco de 1966:
Em pé, da esquerda para direita:
Valdir Appel, Ari, Brito, Alcir, Fontana e Oldair.
Agachados: Nado, Paulo Mata, Célio, Danilo Menezes e Zezinho.

Hoje estaremos lançando um post especial, em forma de entrevista com o ex-goleiro do Vasco entre outros, Valdir Appel, que gentilmente nos atendeu por e-mail e cedeu vários materiais excelentes para coleção de times posados do retrato na parede.

Valdir era o reserva do Vasco no milésimo gol de Pelé, e conta detalhes dos bastidores daquele gol, do medo do Andrada em ir para partida, fala do temor dos seus tempos e do grande Pai Santana do CR Vasco da Gama.

Valdir escreve para sites esportivos, entre eles o seu próprio blog http://valdirappel.blogspot.com/

Nome Completo: Valdir Appel
Data de Nascimento: 01 maio 1946
Clubes que atuou: Paysandú e Carlos Renaux de Brusque SC; Palmeiras de Blumenau/SC; Vasco da Gama; América do Rio; Bonsucesso, Campo Grande e Volta Redonda; Sport do Recife; América e Alecrim de Natal; Ceub de Brasília; Goiânia; Atlético de Goiás e Rio Verde.

Onde e como iniciou sua carreira?
Nos juvenis do Paysandú de Brusque. Titular do time principal aos 15 anos me profissionalizei aos 16.

Você se inspirou em algum goleiro?
No meu pai e no meu tio que foram grandes goleiros do Paysandu nos anos 40 e 50.

Você era o reserva do Andrada no milésimo gol do Pelé, como você descreve aquele momento vivido por vocês ali no campo? Você gostaria de ter sido o goleiro do milésimo?
Na verdade o gringo Andrada não queria jogar este jogo, e quase sobrou pra mim. Andrada dizia que, o que ele mais temia era levar o gol numa falha sua, diriam que falhara de propósito, por ser Argentino, etc e tal. Jogou e jogou bem. Foi emocionante o espetáculo preparado para aquela noite. Publico espetacular, banda de musica, ótimo jogo de futebol, algo digno do Rei. E na concentração véspera do jogo, os jogadores sentindo que o Andrada não estava a fim de jogar, a turma sacaneava o gringo. Andrada, se você não esta a fim de jogar, não tem problema, o Valdir joga. Pra ele não vai fazer diferença. Já está na história mesmo, com aquele gol contra.


Image Andrada e Valdir, ex companheiros do Vasco no Lançamento do livro "Na Boca do Gol"

Na sua época o massagista “Pai Santana” já estava no Vasco, e ele ainda continua até os dias de hoje sendo querido por todos. Como você enxerga a relação dele com o clube?
Não existe mais esta relação jogador/clube, amor a camisa. O assedio ao craque começa cedo. Basta ele dar um chute para surgir uma transferência milionária.
Já o funcionário, como Santana, ainda pode se eternizar no clube e marcar a sua trajetória com amor recíproco.

Qual foi o jogador mais temido que você enfrentou? E qual foi a melhor dupla de zaga que você atuou?
Bom agora ficou difícil. Já na época em que os bons ficavam por aqui cito alguns como Pelé, Edu do Santos e Edu do America; Silva Batuta, Zico, Rivelino, Doval, e........
A dupla Brito e Fontana do Vasco foi uma das melhores; Fred e Fernando no Voltaço também....


Image Time posado do Volta Redonda de 1976 que empatou com o Flamengo por 1x1 pelo campeonato Carioca com a dulpa de zaga Fred e Fernando, considerada por Valdir como uma das melhores que ele atuou.
Em pé: Aloísio, Paulão, Fred, Fernando, Zé Maria e Valdir Appel
Agachados: Jorge Cuíca, Paulo Roberto, Acilino, Ademir e Paulo César; massagista Chico.

A vida é repleta de altos e baixos, e no futebol não é diferente. Qual foi o pior e o melhor momento de sua carreira?
Fazer um gol contra no Maracanã foi com certeza o momento mais difícil que eu vivi (Valdir refere-se a um jogo do Vasco da Gama contra o Bangu, válido pelo campeonato carioca, acabou marcando um gol contra. Ele tentou lançar a bola com as mãos, mas acabou fazendo o movimento errado e a jogou para dentro das próprias redes). Sobreviver aquele momento é com certeza o meu maior triunfo.

Você lançou o livro “Na boca do Gol”, conte-nos um pouco do livro e onde os interessados poderão adquirir o mesmo?
O livro é antes de ser biografico, é um livro de crônicas bem humoradas sobre os bastidores do futebol. O titulo é referência ao que fiz por mais de 20 anos. Ou seja, por vinte e tantos anos estive ali, na boca do gol. O Livro conta historias dos bastidores do milésimo gol, da conquista do Vasco de 70, causos de jogadores folclóricos como Bill, Garrincha, técnicos e etc.Em breve deve sair o segundo volume. No meu blog posto semanalmente estas historias e enriqueço o conteúdo com farto material do meu acervo. O Livro pode ser adquirido nos sites da Livraria Pontes; Livraria Folha Seca; e http://www.livrosdefutebol.com/ ou pelo meu e-mail appelval@terra.com.br

Algumas fotos do Acervo e Livro do Valdir.

Image Time posado do Atlético de Goiás, em 1980. Em pé da esquerda para direita:
Chiquito, Modesto, Wilson, Ademar, Valdir Appel e Celso.
Agachados: Mirandinha, Waltair, Tulica, Alexandre Bueno e Bugre.

Image América de Natal - RN, que venceu o Vasco em São Januário.
Time posado da Esquerda para Direita:
Em pé: Valdir Appel, Ivan, Queiroz, Odélio, Zeca e Olimpio.
Agachados: Pedrada, Numberto Ramos, Washington, Elcio e Iavanildo

Image ImageTime posado do Goiânia de 1978. Da esquerda para direita.

Em pé: Valdir Appel, Ulisses, Neto, Odon, Zé Krol e Lula;
Agachados: Tito Livio, Toninho Almeida, Bill, Eber e Pedro Paulo.

Seguindo com a entrevista...

Nos tempos atuais, o Brasil está bem servido de goleiros?
Temos os melhores do mundo na atualidade; Julio Cesar; Bruno, Fabio do Cruzeiro, Felipe no Corinthians...

E quais são seus projetos nos dias atuais?
Trabalho para uma multinacional que vende fósforos e isqueiros. Sou supervisor de vendas no estado de SC. Quando me aposentar, irei prestar assessoria de vendas por aí e continuar escrevendo pra não perder o costume.

Muito obrigado por sua atenção e como Vascaíno agradeço os 7 anos de dedicação ao clube cruzmaltino.
Marcio, fiquei feliz pela oportunidade de "falar" no teu blog e muito gratificado pelo fato de estar conhecendo um garoto que gosta, pesquisa e esta muito interessado em manter viva a memória dos times e dos grandes astros do nosso futebol. Abraço.

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