Ir para o conteúdo

Orlando Martello Júnior

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Orlando Martello Júnior
Nacionalidadebrasileiro
Alma materPontifícia Universidade Católica de São Paulo
OcupaçãoProcurador da República do Ministério Público Federal
Principais trabalhos
PrémiosGlobal Investigations Review 2015

Orlando Martello Júnior é desde 1997 Procurador da República do Ministério Público Federal (MPF), que ganhou notoriedade por integrar a força-tarefa do MPF na Operação Lava Jato, em Curitiba. É delegado da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).[1]

Biografia

[editar | editar código]

Nascido em 1969 em São José do Rio Preto, estado de São Paulo, Orlando Martello Jr. formou-se em 1993 na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com especialização em Direito Tributário. É Procurador da República (membro do Ministério Público Federal) desde 1997, tendo atuado nos estados de São Paulo, Goiás, Distrito Federal e Pará, nas capitais e em PRMs (Procuradorias da República nos Municípios), nas áreas da Tutela Coletiva e Direito Criminal. Foi membro do Conselho Penitenciário e do Provita (Programa de Proteção a Testemunhas). No Paraná, oficiou, inicialmente, na Força-Tarefa CC5 e, depois perante a 1ª, 2ª e 3ª Varas Criminais.

Em 2002, participou da força-tarefa do Banestado, juntamente com os procuradores Carlos Fernando dos Santos Lima e Deltan Dallagnol, que, em 2002, investigou remessas ilegais de dinheiro para fora do país por meio das contas CC-5.[2]

Em dezembro de 2010, assumiu o cargo de procurador-chefe no Paraná.[3]

Desde 2014 integra a Força-Tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal, em Curitiba, estado do Paraná.

Premiações

[editar | editar código]

Em 24 de setembro de 2015, Orlando Martello Jr. foi um dos procuradores premiados pelo Global Investigations Review (GIR). O GIR é um portal de notícias consolidado no cenário internacional como um dos principais canais sobre investigações contra a corrupção e instituiu o prêmio para celebrar os investigadores e as práticas de combate à corrupção e compliance que mais impressionaram no último ano. Em seis categorias, foram reconhecidas práticas investigatórias respeitadas e admiradas em todo o mundo. A força-tarefa concorreu com investigações famosas como a do caso de corrupção na Fifa. Os países que disputaram o prêmio com o Brasil foram Estados Unidos, Noruega, Reino Unido e Romênia.[4]

Recebimento indevido de diárias

[editar | editar código]

Em novembro de 2021 o Procurador Orlando Martello foi intimado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a restituir, junto com outros 5 Procuradores, os valores recebidos como diárias e reembolsos de viagens durante o período em que trabalharam na operação Lava-Jato. O montante a ser ressarcido totaliza R$ 2,5 milhões.

Conforme constatado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), essa situação acarretou em prejuízo aos recursos públicos e violação ao princípio da imparcialidade, devido à adoção de um modelo que se mostrou "vantajoso e lucrativo" para os membros da força-tarefa.

O Procurador Orlando foi intimado a restituir um total de R$ 461 mil em diárias e R$ 90 mil em passagens aos cofres públicos.

Deltan Dallagnol, ex-coordenador da força-tarefa, também será convocado a restituir solidariamente os recursos aos cofres públicos, uma vez que é supostamente responsável pela concepção do modelo de trabalho adotado pelo grupo de procuradores da operação.[5]

Referências

  1. ↑ «MPF do Paraná está com nova direção». Consultor Jurídico. 15 de dezembro de 2010. Consultado em 21 de julho de 2016
  2. ↑ Guilherme Voitch. «Força-tarefa da PGR vai cuidar de Operação Lava Jato». Gazeta do Povo. Consultado em 21 de julho de 2016
  3. ↑ «14/12/2010 - MPF no Paraná tem nova chefia». Procuradoria da República do Estado do Paraná. 14 de dezembro de 2010. Consultado em 21 de julho de 2016[ligação inativa]
  4. ↑ «Força-tarefa do MPF na Lava Jato ganha prêmio internacional de investigação». Ministério Público Federal. 25 de setembro de 2015. Consultado em 19 de julho de 2016. Arquivado do original em 1 de outubro de 2015
  5. ↑ «TCU manda procuradores da Lava Jato devolverem diárias e passagens». Metropoles. 10 de novembro de 2021. Consultado em 8 de junho de 2023

Ligações externas

[editar | editar código]